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Economia

Estatização dos bancos ... de lá

867 acessos - 1 comentários

Publicado em 06/03/2009 pelo(a) Wiki Repórter luizsorrab, são bernardo do campo - SP



Para viver precisamos de convicções. Ciência só não basta. Ela pode descrever a anatomia do sabiá, mas nada sobre o canto do sabiá. Eu gosto do canto do sabiá sem precisar saber da anatomia dele. Bem, tem pessoas que só precisam saber da anatomia. É impossível a economia se pautar só pela matemática financeira. Como a ideologia capitalista, que sem o confronto com a socialista adoeceu de morte. Os economistas, usando da técnica, não podem deixar de ser humanos. A livre iniciativa individual do capitalismo é insustentável sem o "um por todos e todos por um" do socialismo.

Aquele se baseia no "cada um por si, Deus para todos" que vai de encontro com o conceito do mais forte, do proveito próprio, da mão invisível do mercado. Este com a necessidade do Estado, provedor do bem para todos, como seriam a educação e a saúde.

Para salvar o capitalismo, muito mais lá na frente, só quando houvesse no mínimo cogestão dos trabalhadores nas grandes empresas. Mas para agora, nos micro e médios empreendimentos, é fomentar o cooperativismo, a economia solidária, o associativismo.

O presidente Lula conclamou que os paises ricos estatizem (sem medo da palavra!) os bancos privados deles. Lula sabe, como todos nós sabemos, que pela ideologia capitalista e como o explicam os economistas, aqui os banqueiros brasileiros entesouraram a liberação de parte do compulsório e continuam cobrando o maior spread do planeta - no meu caso, 197,35% ao ano para o cheque especial, 4,25% ao mês para o crédito automático, para uma taxa Selic de 12,75% ao ano. Como continua faltando crédito para o comércio internacional, só a estatização dos bancos privados nos países ricos poderá assegurar que o dinheiro de todos (do Estado) seja usado em benefício de todos.

Deixar nas mãos dos banqueiros, que sempre exigiram "livre mercado" como forma de agilizar o crescimento econômico, deu no que deu. Falência brutal do sistema financeiro mundial. Dizem os economistas que o "normal" (conceito subjetivo) é os bancos emprestarem até duas vezes o seu capital. Pasmem: estava em 20 vezes, mas ninguém sabe ao certo. Já cheguei a ler 40 vezes. São os tais ativos podres. Ou seja, o normal subjetivo dos economistas não é o normal para a ganância dos banqueiros.

A moeda como síntese da economia resume um dos os aspectos da história da humanidade. Cada um tenta assumir a sua missão na vida de acordo com suas tendências subjetivas e condições objetivas. Não sou banqueiro para afirmar como eles pensam. Intuo, pelos resultados que se apresentam agora em 2009, que agindo em função da ideologia do proveito próprio calcada no âmago de todo ser humano, sem o devido controle da sociedade, causaram o maior desastre para a ideologia capitalista. Simples abuso, tão pernicioso quanto o de um criminoso insensato.

Estamos participando de um tempo que mudará os paradigmas da História. Não daquele que descrevia como o "fim da História" o império do "pensamento único" do capitalismo, do mercado, com a derrubada de um socialismo incipiente. Este conceito de fim da história estava levando, isso sim, ao fim da humanidade. É o desenvolvimento insustentável, o consumo insaciável, o trabalho alienante, a doença a infelicidade do viver.

Não se trata de contrapor simplesmente o socialismo para que o capitalismo funcione. Trata-se da simbiose de ambos, apesar dos pressupostos de Marx da inquestionável existência da luta da classe minoritária dos ricos contra a gigantesca maioria dos pobres. Caminhamos para a uma média próxima da pobreza. Não há outra saída. Prova: o que vivemos hoje.

Um simbolismo para a Nova Era da humanidade será o desenvolvimento do "transporte coletivo" para fazer frente à crise existencial das GM, Ford, Chrysler. Feitas as contas, usando o elementar princípio econômico do custo-beneficio para a humanidade, o transporte coletivo deve se sobrepor ao individual. Aqui, então, a eterna luta que se trava: o indivíduo versus o coletivo, ou para complicar: a ideologia capitalista versus socialista e mais ainda, de o  "amar o próximo como a ti mesmo".

Tudo se encaminha para uma simbiose no campo da produção das mercadorias e serviços, que é o uso do princípio  da "fraternidade". O da liberdade seria aplicável à espiritualidade, não só ligada à religião, mas às artes. O da igualdade no da justiça abrangente, ou seja, da subjetividade e objetividade no julgamento dos atos de cada infrator.
 
O Estado chinês, por exemplo, só poderá priorizar o transporte coletivo como forma de alavancar o seu crescimento econômico. Ou vocês acham que seria um automóvel, mesmo que barato, para cada chinês? Capitalismo estatal?


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Publicado pelo(a) Wiki Repórter
luizsorrab
são bernardo do campo - SP



Comentários
01
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SPOCK
São paulo 06/03/2009

Os ativos podres e os papéis de crédito especulativo negociam trilhões pelo mundo e nada produzem em termos produtivos ou desenvolvimento social. Foram estes créditos que despencaram como um castelo de cartas. Se o Muro de Berlim mostrou que o estatismo puro é ineficiente, esta crise financeira mostrou que o capital especulativo é tão ou mais ineficiente ainda para o desenvolvimento social. É necessária, sim, a liberdade individual de produzir, comercializar, prestar serviços segundo seu conhecimento. Necessária, também, uma eficiente intervenção estatal para fiscalização e contrôle de mercado. A barreira intransponível do radicalismo capital versus socialismo desmoronou.


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