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Economia

Pare de aplaudir a economia capitalista

1021 acessos - 0 comentários

Publicado em 01/02/2009 pelo(a) Wiki Repórter luizsorrab, são bernardo do campo - SP



Orienro a todos os que estão bem empregados ou que tenham um bom rendimento mínimo mensal para que aprimorem seu consumo, e como advertência àqueles infelizes especuladores.

Selecionei pequenos trechos do livro Small Is Beautiful (O Negocio é Ser Pequeno) de E.F. Schumacher (economista, falecido em 1977). Cada página deste livro são pérolas de otimismo, persuasão, enfim, saídas para a crise mundial que hora enfrentamos. Não deixem de consultá-lo. Alguns grifos são meus.

No capítulo 2, Paz e Permanência, cita a terrível previsão de Lord Keynes e a chama de falsa, pois não é possível ao homem centrar a conquista do "padrão de vida" das pessoas minimamente ricas baseadas na inveja e na cobiça, abdicando da sabedoria. No entanto, parece que chegamos a esse ponto. Vejamos um trecho que fala por si. (pág 33, edição 1973, Circulo do livro, há 39 anos!!!)

"O desdém, ou melhor, a rejeição da sabedoria, chegou ao ponto de a maioria dos intelectuais (economistas principalmente) não ter sequer a mais tênue idéia do que esse termo significa. Em consequência, são sempre propensos  a tentar curar uma doença intensificando suas causas
(Por exemplo: tentativas de socializar os prejuízos dos bancos nos EUA, já denuciada pelo Michael Moore). Tendo ela sido provocada por se permitir a esperteza, desalojar a sabedoria, nenhuma pesquisa, por mais intensa e profunda que seja, poderá produzir sua cura. Mas o que é sabedoria? Onde pode ser encontrada? Aqui chegamos ao cerne da questão: pode-se ler a respeito em numerosas publicações, mas a explicação só pode ser encontrada no nosso próprio íntimo.

Para que possamos encontrá-la, teremos de primeiro liberta-nos de senhores como a cobiça e a inveja
(que programa de transformação de vida!). A tranqüilidade após essa libertação - ainda que momentânea - produz vislumbres da sabedoria, inatingíveis de qualquer outra maneira. Eles nos habilitam a ver a vacuidade e a fundamental insatisfação de uma vida devotada primordialmente à procura de fins materiais, desprezando o espiritual.

Uma vida dessas coloca homem contra homem e nações contra nações, porquanto as necessidades do homem são infinitas e a infinitude somente pode ser atingida no reino espiritual, nunca no material. O homem certamente tem de elevar-se acima deste "mundo" enfadonho; a sabedoria ensina-lhe o caminho para tanto; sem sabedoria, ele é levado a construir uma economia mostruosa, que destrói o mundo e a almejar satisfações fantásticas, como fazer um homem pousar na Lua. Em vez de "vencer" o mundo caminhando para a santidade, ele tenta vencê-lo conquistando primazia em riqueza, poder, ciência ou, de fato qualquer "esporte" imaginável.

Essas são as causas reais da guerra, e é quimérico erguer a paz sobre alicerces econômicos que, por sua vez, assentam no cultivo sistemático da cobiça e da inveja, as próprias forças que impelem o homem para os conflitos
(portanto cada um de nós, pode estar parcialmente participando ainda delas no nosso cotidiano aqui no Brasil com os mesmos pressupostos como na de Gaza).

Como poderíamos ao menos começar desarmar a cobiça e a inveja? Talvez sendo muito menos cobiçosos e invejosos nós mesmos; talvez resistindo à tentação de permitir que nossos luxos se convertam em necessidades; talvez até examinando nossas necessidades pra ver se não podem ser simplificadas e reduzidas. Se não tivermos forças suficientes para fazer qualquer dessas coisas, talvez possamos, pelo menos, parar de aplaudir o tipo de "progresso" econômico a que palpavelmente falta a base da permanência e DAR NOSSO APOIO, POR MODESTO QUE SEJA, aos que, sem temerem serem denunciados como doidos, trabalham em prol da não violência, como os conservacionistas, ecólogos, protetores da vida silvestre, promotores da agricultura orgânica, distributivistas, produtores minifundiarios, e assim por diante. CEM GRAMAS DE PRÁTICA geralmente valem mais do que uma tonelada de teoria. Serão precisos, entretanto, muitos quilos para assentar as fundações econômicas da paz. Onde encontrar forças para superar a violência da cobiça, da inveja, do ódio e da concupiscência dentro de cada um?

Creio que Gandhi deu a resposta: "deve ser reconhecida a existência da alma separada do corpo e de sua natureza permanente, e esse reconhecimento deve chegar ao ponto de tornar-se uma fé viva; e, em última instância, a não violência de nada adianta aos que não possuem uma fé viva no Deus de amor"


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luizsorrab
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