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Jefferson é denunciado no caso que levou ao mensalão

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Publicado em 12/09/2008 pelo(a) Wiki Repórter BrasilWiki!, São Paulo - SP



Destaques de jornais brasileiros, sexta-feira, 12 de setembro de 2008.


 

O Globo

 

Tropas ocupam 5 favelas no início da operação eleitoral

Chefiadas pelo comandante do Exército, general Enzo Peri, tropas das Forças Armadas iniciaram em Rio das Pedras e em mais quatro comunidades a operação para garantir o processo eleitoral no Rio. Com blindados e armamento pesado, os militares foram recebidos em clima de tranqüilidade. Fiscais do TRE, apreenderam 1,5 tonelada de material de propaganda irregular. Na Gardênia Azul, nem mesmo a presença das tropas inibiu a milícia, que continuou impedindo a ação de candidatos de fora. Candidatos a prefeito se rebelaram contra a orientação do TRE para que só se visitem as comunidades ocupadas com agendamento prévio. (págs. 1, 3 a 5)

Conflito na Bolívia já tem 8 mortos

O agravamento dos confrontos entre grupos pró e contra Evo Morales já causou oito mortos, relata o enviado à Bolívia Ricardo Galhardo. Nova sabotagem num gasoduto reduziu à metade o fornecimento de gás para o Brasil durante seis horas e forçou o governo a desligar usina termelétrica em SP. Morales recusou envio de missão de Brasil, Argentina e Colômbia, alegando que não querer ingerência externa. Os EUA expulsaram o embaixador boliviano. O presidente Hugo Chávez prendeu militares acusados de tramarem um golpe contra ele e também expulsou o embaixador americano. (págs. 1, 28,29 e editorial ’Hora da mediação’.

Jefferson é denunciado após 3 anos

O deputado cassado Roberto Jefferson, o ex-diretor dos Correios Maurício Marinho e mais sete pessoas foram denunciados pelo Ministério Público por envolvimento em desvio de recursos da estatal, mais de três anos após o escândalo do mensalão. (págs. 1 e 11)

STF solta chefes de facção em SP após 4 anos

O STF libertou dez integrantes da facção criminosa responsável por ataques em São Paulo em 2006.O processo está atrasado pela dificuldade de escolta para o depoimento dos presos, na cadeia desde 2004. Para o STF, os réus não podem continuar assim. (págs. 1 e 14)

EUA tentam salvar seu 4º banco de investimento

O Tesouro e o BC americano buscam um comprador para o Lehman Brothers como objetivo de salvar o quarto maior banco de investimentos dos EUA, afetado pela crise imobiliária. Ontem as ações do Lehman caíram 42% e, no ano, a perda é de 89%. No Brasil, a Bolsa subiu 3,3%, puxada pela alta dos papéis da Petrobras (10,2%), mas o dólar valorizou 1,68%, atingindo R$1,818. (págs. 1, 23 e 24)

Coação nas escolas de Magé

A PF apreendeu em escolas de Magé cópias de título de eleitor e papéis que comprovam a realização de reuniões com professores e pais de alunos em favor da campanha da prefeita Núbia Cozzolino (PMDB), candidata à reeleição. (págs. 1 e 8)

Molon promete contratar em Saúde, Educação e Trânsito

Candidato a prefeito do Rio pelo PT, o deputado estadual Alessandro Molon prometeu contratações nas áreas de Saúde, Educação e Trânsito. "O problema da Saúde não é falta de prédio, é falta de pessoal", afirmou em sabatina no GLOBO. Defendeu o bilhete único e a contenção das favelas. Molon disse que sua maior dificuldade é se tornar conhecido, mas que não se sente abandonado pelo presidente Lula. "Se ele votasse no Rio, iria teclar 13." (págs. 1, 12 e 13)

 

Folha de S. Paulo

 

Aprovação de Lula bate recorde histórico

Embalado por bons resultados na economia e por grande exposição na campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quebrou o seu próprio recorde de avaliação positiva. Segundo pesquisa Datafolha, 64% da população considera seu governo ótimo ou bom. O recorde anterior já colocava Lula na frente de todos os presidentes eleitos após a redemocratização - 55% de aprovação registrados em março passado. Agora, pela primeira vez, lula tem o apoio da maioria do Sudeste (57%), nas regiões metropolitanas (57%), entre os que vivem em famílias com renda mensal superior a dez salários mínimos (57%). Os resultados da pesquisa coincidem com a divulgação, anteontem de um crescimento do PIB de 6% no primeiro semestre e com o momento em que a inflação começa a ceder. (págs. 1 e A4)

Justiça manda recolher maletas de grampo em poder do governo

A Justiça Federal ordenou o recolhimento em 24 horas das maletas de interceptação telefônica em poder de órgãos federais. A decisão atende pedido do Ministério Público, que irá periciar os grampos feitos com elas. Cada maleta pode fazer escutas em celulares sem depender das operadoras e, por isso, sem a Justiça autorizar. Sá a PF tem dez. (págs. 1 e A10)

Procuradoria acusa Jefferson por escândalo nos Correios

O Ministério Público Federal denunciou à Justiça o ex-deputado Roberto Jefferson e outras oito pessoas por crimes nos Correios. Em 2005, o então servidor da ECT Maurício Marinho foi filmado recebendo propina para fraudar licitações. Acusado de formação de quadrilha, Jefferson classificou a ação de "uma peça política" em época eleitoral. (págs. 1 e A9)

Confronto mata 8 na Bolívia; corte de gás ainda afeta Brasil

Confronto de governistas com opositores matou pelo menos oito no departamento de Pando (Bolívia). Foi o dia mais sangrento até agora da atual crise política boliviana, iniciada a 20 dias, quando os governadores oposicionistas decidiram intensificar os protestos contra o governo do presidente Evo Morales. O fechamento da válvula do gasoduto Bolívia-Brasil afetou em 50% o fornecimento ao país, normalizado depois. À noite, houve violento confronto em Santa Cruz de la Sierra entre governistas e oposicionistas. Marco Aurélio Garcia, assessor do Planalto, disse que o Brasil "não tolerará" golpe de Estado. O venezuelano Hugo Chávez ameaçou intervir na Bolívia e expulsou o embaixador dos EUA em apoio a Morales. (págs. 1 e Mundo)

Editoriais

Leia "Grampo controlado", sobre normas para escuta; e "Poluidores em dívida", acerca de enxofre no diesel. (págs. 1 e A2)

 

O Estado de S. Paulo

 

Conflito na Bolívia mata 8 e corta fornecimento de gás

No pior dia dos conflitos entre oposicionistas e partidários de Evo Morales, pelo menos oito pessoas morreram no norte da Bolívia. O presidente afirmou que "paciência tem limites", mas, para analistas, a estratégia de Evo é evitar o confronto. Também ontem, a Bolívia suspendeu por seis horas 50% do fornecimento de gás para o Brasil - uma válvula havia sido fechada por opositores. A Petrobras adotou plano de contingenciamento. O governo admite que a situação do fornecimento ainda não é segura, o que preocupa industriais. "Somos reféns do gás", diz Oscar Bergstron Neto, do setor de cerâmica. (págs.1, A15, A16, B1 a B4)

Lula decide por afastamento definitivo do chefe da Abin

A revelação de que havia 52 agentes da Abin na ação que prendeu o banqueiro Daniel Dantas selou a decisão do presidente Lula de afastar em definitivo o delegado Paulo Lacerda do comando da agência. O mesmo deve ocorrer com os outros integrantes da cúpula da Abin afastados por causa do escândalo do grampo no STF. O Planalto está certo de que a Operação Satiagraha era mais de Lacerda do que do delegado da PF Protógenes Queiroz. (págs. 1 e A4)

Ações sobem com anúncio de novo campo da Petrobras

As ações da Petrobras fecharam ontem em alta de 11,05%, num dia em que a Bovespa subiu 3,3%. A divulgação da estimativa da reserva de petróleo do campo de Iara anulou eventual perda decorrente da crise na Bolívia. (págs. 1 e B6)

FGTS para consórcio de imóvel passa no Senado

O Senado aprovou projeto de lei que permite a participantes de consórcios imobiliários usar o FGTS para pagar prestações - e não só dar lance inicial ou quitar débito, como hoje. O texto vai a sanção presidencial. (págs. 1 e B11)

Jefferson é denunciado no caso que levou ao mensalão

O Ministério Público do Distrito Federal denunciou o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) e sete funcionários dos Correios por formação de quadrilha e outras irregularidades que desencadearam o escândalo do mensalão. As investigações começaram em 2005, com as imagens de Maurício Marinho, então um dos chefes dos Correios, recebendo propina. Segundo a denúncia, o líder era Jefferson. Ele não foi localizado para comentar. (págs. 1 e A14)

Rio: Tropas para garantir o voto

Na favela da Maré, fuzileiro naval monta guarda enquanto fiscais do TRE retiram propaganda eleitoral irregular. Com carros blindados e armas pesadas, tropas militares ocuparam cinco favelas do Rio para impedir que candidatos fossem hospitalizados por criminosos. A operação será estendida a outras 22 comunidades da região metropolitana. (págs. 1 e A11)

Notas e Informações: Etanol, fome e colonialismo

Já havia fome na África antes de o etanol se expandir. A produção de alimentos foi prejudicada nos países pobres por vários fatores, principalmente a política agrícola das grandes potências. (págs. 1 e A3)

Artigo: Além do PIB

Washington Novaes: É preciso incluir nas contas o avanço social e ambiental. (págs. 1 e A2)

Opportunity já perdeu R$ 3,2 bi em dois meses

Especialistas estimam em R$ 3,2 bilhões a perda do Opportunity desde que começou a ação policial contra seu controlador, Daniel Dantas. Para o grupo, o prejuízo é de R$ 2 bilhões. (págs. 1 e A8)

Chávez diz que abortou golpe

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que seu governo abortou um golpe de Estado, que incluía seu assassinato. "Já temos vários detidos", afirmou ele. Chávez acusou militares da tiva e o governo dos EUA pelo complô. (págs. 1 e A16)

Meninos do tráfico já são 34% na ex-Febem

Cresce número de menores de 14 anos que chegam às unidades da Fundação Casa, em São Paulo, por participação no comércio de drogas. Em seis anos, subiu de 8% para 34% o total de internos da antiga Febem que praticaram delitos ligados ao tráfico. A maioria morava na rua e trabalhava para criminosos com o objetivo de sustentar o vício em drogas como o crack. No Rio, o porcentual é inferior, de 19%. Mas especialistas avaliam que lá boa parte dos meninos do tráfico é morta por policiais ou bandidos. (págs. 1, C1, C3 e C6)

 

Jornal do Brasil

 

Campanha com tropas, mas sem os candidatos

Fardados e equipados com fuzis e tanques de guerra, 2 mil soldados do Exército e da Marinha começaram a ocupar currais controlados pelo tráfico e por milícias urbanas. As tropas entraram nas favelas das zonas Norte e Oeste do Rio. Mas os candidatos, não. Só um - morador do Complexo da Maré - fez campanha durante a operação, que terá apenas efeito moral, na avaliação do Tribunal Regional Eleitoral. Os candidatos à prefeitura repudiaram a medida. Escoltados pelos militares, os fiscais do TRE aproveitaram para retirar propaganda irregular das favelas. (págs. 1, A2 a A6, Tema do Dia e Editorial, pág. A8)

Gás volta ao Brasil. Bolívia está à beira do estado de sítio

A violência dos protestos autonomistas na província de Pando, no Norte da Bolívia, já deixou oito mortos e 30 feridos em três dias de confusão. O governo boliviano estuda a decretação do estado de sítio na região. Os manifestantes haviam reduzido o fornecimento de gás ao Brasil, que ontem foi normalizado. Mas cortaram todo o produto que é entregue aos argentinos. (pág. 1 e Internacional, págs. A21 e A22)

Correios: MP indicia Jefferson

O Ministério Público Federal denunciou à Justiça o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) e mais oito envolvidos no escândalo dos Correios. Os procuradores calculam em R$ 5 milhões o montante de propina recebida pelo grupo. (pág. 1 e País, pág. A12)

Trajeto de trem-bala gera controvérsias e deve ser alterado

O projeto de R$ 12 bilhões do trem-bala entre Rio e São Paulo enfrenta dificuldades antes de ser apresentado. Três cidades do Vale do Paraíba querem a estação intermediária entre os dois Estados. Outro município, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, vetou o traçado que contraria o Centro da cidade. Técnicos do consórcio que venceu a licitação tenta alternativas. (pág.1 e Economia, pág. A19)

Bancada da Saúde vê rombo de R$ 5,5 bi

A bancada da saúde da Câmara dos Deputados e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde refizeram as contas do governo e concluíram que será preciso um crédito suplementar de R$ 5,5 bilhões para o setor ter fôlego até o fim do ano. O governo, por outro lado, sustenta que não há problemas orçamentários. (pág. 1 e País, pág. A12)

Alunos ocupam reitoria da Uerj

Cerca de 200 alunos de diversos cursos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) invadiram e ocuparam as instalações da reitoria. O protesto é pela realização de reformas estruturais no campus, incluindo no restaurante universitário. (pág. 1 e Cidade, pág. A18)

 

Correio Braziliense

 

O vizinho explosivo: Governo já tem plano para retirar brasileiros da Bolívia

Fala-se em guerra civil. Nove pessoas morreram e centenas ficaram feridas em confrontos entre partidárioas da oposição e trabalhadores rurais na cidade boliviana de Cobija, fronteiriça com o Acre. Em Santa Cruz, população fez fila para tentar encher botijões - a crise provoca colapso no abastecimento.

Sabotagem em uma das válvulas do gasoduto interrompeu por seis horas metade do fornecimento de gás natural às termelétricas brasileiras. Enquanto Evo Morales diz que ’paciência tem limite’, Brasil, Argentina e Venezuela tentam uma saída negociada para conflito. (págs. 1, Tema do dia, págs. 20 a 22)

Real sofre maior perda do mundo

Ataque especulativo eleva cotação do dólar a R$ 1,81 e faz com que o real acumule desvalorização de 11,1% só em setembro - a maior entre as moedas de todo o mundo. Para não dar munição aos apostadores, Banco Central pára de comprar as divisas cada vez mais caras. Inflação pode voltar a subir. (págs. 1, 15 e 16)

Grampos: Brasil, o campeão em escutas autorizadas

Levantamento da Câmara mostra que país supera de longe outras nações em interceptações legais. Método foi banalizado, segundo a pesquisa. (págs. 1 e 2)

Nepotismo: Garibaldi diz que não bancará o ’Justiceiro’

Presidente do Senado lava as mãos diante da recusa de colegas em demitir parentes e afirma: ’Não lido com menino de grupo escolar’. (págs. 1 e 6)

No Rio: Só fuzil garante campanha nos morros

Soldados do Exército ocupam sete comunidades do Rio para impedir que traficantes e milicianos controlem o voto da população. (págs. 1 e 7)

Educação: Escola que atingir meta receberá 14º

Professores e servidores da rede pública que cumprirem as metas de melhoria do ensino, como redução da repetência e da defasagem idade-série, receberão pagamento extra no fim do ano. Decreto que cria o bônus espera apenas a assinatura do governador. Valores variam de R$ 1,4 mil a R$ 4 mil. (págs. 1 e 25)

Procon vai começar a fechar lojas

Duas empresas que continuam a desrespeitar o cliente mesmo depois de multadas serão interditadas hoje pelo Procon-DF. Nomes dos estabelecimentos são mantidos em sigilo pelo órgão, que este ano registrou cerca de 70 mil denúncias de agressão ao Código do Consumidor. (págs. 1 e 13)

 

Valor Econômico

 

Bolívia rejeita mediação brasileira para conflito

O governo da Bolívia rejeitou ontem uma mediação do Brasil na crise política que abala o país e que provocou ontem suas primeiras vítimas fatais. Uma missão brasileira integrada pelo número 2 do Itamaraty, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, e pelo assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, desistiu de viajar ao país após La Paz ter sinalizado que não queria se ver forçada pela comitiva a um diálogo com a oposição.

Ontem, pelo segundo dia seguido, a crise interna afetou o fornecimento de gás boliviano ao Brasil. Um trecho de um gasoduto interno na Bolívia foi sabotado, supostamente por grupos de oposição. A empresa Transierra, que opera o gasoduto, disse que, entre a noite de quarta e a madrugada de ontem, uma válvula de segurança na região do Chaco foi "manipulada", o que reduziu o fornecimento de gás ao Brasil pela metade. À tarde, porém, a empresa e a Petrobras disseram que a válvula fora reparada e o fluxo, retomado. Os estragos causados na quarta-feira em outro incidente no duto continuavam ontem comprometendo o envio de 10% do gás destinado ao Brasil.

O ministro brasileiro das Minas e Energia, Edison Lobão, previu que o fornecimento de gás da Bolívia deve se normalizar em dois ou três dias e informou que o corte no abastecimento foi compensado com a paralisação de uma única termelétrica da Petrobras.

A indústria, porém, está preocupada com possíveis cortes. Representantes de grandes empresas, como Aços Villares, Alcoa, Braskem, Fosfertil e Gerdau, pedirão ao governo para participar da elaboração de um plano de contingência de longo prazo para eventuais interrupções no fornecimento. O presidente da Associação dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace), Ricardo Lima, disse que a preocupação com a Bolívia deixou de ser um fato extraordinário e passou a ser constante.

Pela primeira vez desde que os protestos contra Morales recrudesceram, choques entre grupos pró e contra o governo provocaram mortes, de oito pessoas, e feriram outras 20 no Departamento de Pando. "Já é quase uma guerra civil de baixa intensidade", disse uma fonte do governo brasileiro ao Valor.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, prometeu apoiar Morales militarmente no caso de um golpe de Estado. "Se matarem Evo, acreditem os golpistas, estarão me dando luz verde para apoiar qualquer movimento armado na Bolívia".

Mais dinheiro para a oposição

Balanço parcial das arrecadações nas eleições municipais mostra que 18 campanhas para prefeito de capitais conseguiram mais de R$ 1 milhão em doações. A oposição ao governo Lula está tendo mais êxito em obter financiamento do que em 2004. Outra novidade é que o apoio da máquina pública em alguma esfera de governo não tem sido fundamental para atrair doadores.
Metade do 18 candidatos com campanhas milionárias estão no grupo de oposição a Lula - são quatro candidatos do DEM, três tucanos e dois do PV (o partido pertence à base governista, mas as candidaturas se apóiam em partidos da oposição). Em 2004, quando havia 40 campanhas milionárias, a oposição ao governo Lula era representada por apenas 16 candidatos. Naquele ano, o PT conseguiu sozinho mais de R$ 1 milhão para 13 de seus 22 candidatos em capitais, três a menos do que toda a oposição. Agora, só há três petistas entre as 18 campanhas milionárias, mesmo número do PMDB. Ainda fazem parte da lista campanhas do PR e PMN, além da de Márcio Lacerda (PSB), com um amplo leque de apoio. (págs.1 e A8)

Armando Castelar Pinheiro

O próprio presidente deveria liderar a mudança de percepção sobre a educação. (págs. 1 e A13)

BC pára de comprar dólar após 11 meses

Pela primeira vez desde outubro, o Banco Central (BC) não fez ontem o leilão diário de compra de dólares. Apesar disso, a moeda fechou com alta de 1,67%, a R$ 1,8180. As compras de dólar pelo BC não faziam mais sentido, uma vez que a moeda já subiu 16,39% desde 4 de agosto, quando atingiu a menor cotação do ano. Ao comprar, a autoridade monetária sacramentava a alta e dava munição aos hedge funds "comprados" em derivativos cambiais na BM&F, apostando contra o real. As posições compradas subiram de US$ 893 milhões no dia 9 para US$ 2,91 bilhões no dia 10. Apesar disso, os exportadores estão tímidos no fechamento de câmbio e as empresas não buscam hedge. (pág. 1, C1 e C2)

Pequenas empresas ganham com produtos para petróleo

Micro e pequenas empresas ganham cada vez mais espaço como fornecedoras de bens e serviços para a indústria de petróleo e gás natural, segmento dominado por grandes corporações. As oportunidades são variadas e incluem desde serviços de transporte e alimentação até bens de alta tecnologia. Entre os produtos desenvolvidos estão membranas para tratamento de água extraída na produção de óleo, um coletor de amostra de petróleo em plataformas e um biopolímetro usado como lubrificante em brocas de perfuração. No Ceará, há inclusive ensaios com o protótipo de um robô para inspeções submarinas. (págs. 1 e B1)

Requião quer investir R$ 3 bi em ferrovia

Depois de uma batalha judicial para retomada da estrada de ferro, que estava entregue à iniciativa privada, a Ferroeste - empresa ligada ao governo do Paraná que administra 248 quilômetros de trilhos no interior do Estado - planeja construir mais 1,27 mil quilômetros de ferrovia, que se somarão ao trecho já existente entre os municípios de Cascavel e Guarapuava. Os investimentos são estimados em R$ 3 bilhões. Segundo o presidente da empresa, Samuel Gomes, não há intenção de usar recursos públicos na obra, mas sim financiamentos de longo prazo, concedidos pelo BNDES ou bancos privados, que seriam pagos com a própria operação da ferrovia. (págs. 1 e B9)

No embalo da construção

Com a demanda aquecida pelo crescimento da construção civil, a União Brasileira de Vidros (UBV) investe em novo forno que vai aumentar a capacidade de produção em 50%, diz o presidente da empresa, Sérgio Minerbo. (págs. 1 e B8)

Mercados desidratados

O valor das ações negociadas nas bolsas mundiais no mês passado caiu 37% em relação ao mesmo período de 2007, enquanto o volume negociado de contratos de derivativos recuou 21% de acordo com pesquisa do Citigroup. (págs. 1 e C1)

Expansão dos consórcios

O setor de consórcios voltou a bater recordes de vendas, puxado principalmente pelo segmento de veículos pesados, que teve expansão de 60,7% nos sete primeiros meses do ano. Em automóveis, o crescimento foi de 10%. (págs. 1 e C2)

Na ponta do lápis

As promessas de juro zero no financiamento de veículos esconde armadilhas para o consumidor. Simulações feitas a partir de anúncios de concessionárias mostram que o preço pode aumentar até 16% em três anos. (págs. 1, D1 e D2)

Ações da Petrobras

Impulsionadas pela divulgação das estimativas para as reservas do campo de Iara, as ações da Petrobras tiveram fortes altas ontem: as ON subiram 10,22% e as PN, 9,48. O grande movimento com ações da estatal na quarta-feira levou a CVM a investigar possível uso de informação privilegiada. (págs. 1 e D2)

União Européia reduz meta para utilização de biocombustíveis (págs. 1 e B13)

 

Imigrantes brasileiros serão alvo de políticas públicas do governo (pág.1)

 

Idéias - Marcel Pereira

’Estouro’ da bolha acionária na China deixou marcas ainda encobertas na economia mundial. (págs.1 e A12)

 

Gazeta Mercantil

 

Corte de gás da Bolívia expõe falhas do setor

Apenas a ponta do iceberg. É assim que alguns especialistas definem a atual situação do mercado nacional de gás natural, que se tornou altamente dependente do combustível importado da Bolívia, país que, por conflitos políticos, chegou ontem a cortar 50% do seu fornecimento total ao Brasil, de 31 milhões de metros cúbicos. Apesar de a Petrobras ter garantido que a ausência do gás boliviano não afetou o consumidor e o governo ter estimado que a oferta voltará à normalidade em "dois ou três dias", o clima no País é de intranqüilidade. O próprio ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, conclamou ontem a todos a torcerem para que o suprimento não volte a faltar. Reparações em parte do gasoduto boliviano garantiram a volta da entrega da maior parte do gás ao Brasil - o déficit atual baixou para 10% (3 milhões de metros cúbicos), o mesmo percentual de quarta-feira. "Mas se forem cortados novamente 15 milhões de metros cúbicos, teremos de adotar o plano de contingência", disse Lobão.

Segundo analistas, não há gás no Brasil para alimentar os setores de consumo (usinas termelétricas, indústria, veicular e residencial). Além disso, consumidores amargam um forte aumento de preço. No semestre, o gasto com o gás boliviano cresceu quase 85%, para US$ 1,380 bilhão, puxado sobretudo pela valorização de 38,5% no preço do combustível. "Enquanto formos dependentes da importação, principalmente de países instáveis como a Bolívia, o preço do gás continuará a bel-prazer dos exportadores", afirma o engenheiro civil e consultor Humberto Viana Guimarães. (págs. 1, A8 e A9)

Bovespa fecha em forte alta e dólar rompe nível de R$ 1,80

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou ontem em alta de 3,3%, nos 51.270 pontos. Apesar da queda de 1,6%, para US$ 100, 90, no preço do barril de petróleo WTI em Nova York, as ações ON da Petrobras tiveram valorização de 10,22% e as ações PN subiram 9,48%, puxando para cima a Bolsa.

O dólar comercial cravou a nona alta consecutiva, fechando com avanço de 1,57%, para R$ 1,815 na venda. No mercado de juros futuros, DI de janeiro de 2010, o mais negociado, fechou em 14,64%, ante 14,70% do ajuste anterior. (págs. 1 e B2)

Sediar a Copa 2014 custará R$ 100 bi

Dezoito cidades brasileiras que disputam o direito de sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014 enfrentam seu primeiro teste em setembro. Até o fim do mês, uma equipe técnica coordenada pela Associação Brasileira de Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib) percorrerá os municípios para avaliar sua estrutura de telecomunicações, energia, transporte e a necessidade de novas arenas esportivas.

Segundo Ralph Lima Terra, vice-presidente executivo da Abdib, os dados preliminares indicam que será necessário investir, por baixo, R$ 100 bilhões em projetos e obras que viabilizem a realização do evento.

Algumas cidades - Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Brasília e Porto Alegre - têm chances firmes de serem escolhidas. O embate se concentra entre candidatas como Manaus, Belém, Fortaleza, Natal, Olinda/Recife, Maceió, Rio Branco, Cuiabá, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis e Goiânia.

Os aeroportos são gargalos capazes de tumultuar a realização do campeonato mundial. O País deverá receber perto de 750 mil visitantes estrangeiros e se prevê um movimento de 2 milhões de turistas brasileiros entre as sedes dos jogos. Esta demanda era prevista somente para 2020. Além disso, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) aceita apenas arenas multiuso para realização do campeonato mundial. Analistas esportivos estimam que será necessário construir de 10 a 12 novos estádios. (págs. 1, A6 e A7)

Bens de executivos em risco

Recentes mudanças na legislação brasileira, como a entrada em vigor do novo Código Civil, aumentaram a responsabilidade dos administradores de empresas, que passam a responder também com o seu patrimônio pessoal. Foi o caso do ex-diretor-financeiro de uma empresa, Walter Machado de Barros. Dezoito anos depois de deixar a companhia, Barros foi surpreendido com o bloqueio da conta corrente para o pagamento de dívidas trabalhistas. "Eu registrei minha saída na junta comercial, mas a empresa não teve este cuidado e fiquei cerca de 60 dias sem poder mexer em minhas contas", conta.

A tendência de aumentar as punições contra administradores em atos cometidos pela empresa obriga profissionais a recorrer a ferramentas que o ajudem a proteger o patrimônio pessoal. Os seguros reduzem os riscos de contingências e garantem que o administrador seja indenizado. No entanto, não impedem que ele tenha as contas bloqueadas. (págs. 1 e A12)

Embarque de arroz

Exportação até agosto já supera 2007. (págs. 1 e C2)

Balanço

CVM suspende rodízio de auditorias até 2011. (págs. 1 e B2)

Linha de transmissão vai a leilão

Dentro de 50 dias será realizado leilão de concessão das linhas de transmissão para transportar os 6,5 mil megawatts das usinas de Santo Antônio e Jirau por extensão de 5,5 mil quilômetros até Araraquara (SP). (págs. 1 e C10)

Varejo cresce na venda de seguro

Com uma ampla rede de distribuição e custos menores, o setor de varejo é hoje um canal de distribuição de seguros mais eficiente do que muitos bancos e aposta na oferta de novos produtos. (págs. 1 e B1)

Carros da China e Ásia no Brasil

Munidos de planos modestos, chineses, com as marcas Chana e Hafei, e indianos, com a Mahindra, chegam ao Brasil, seja com fábrica própria, em Manaus, seja com veículos importados. (págs. 1 e C3)

Opinião: Márcio Artur Laurelli Cypriano

A taxa de investimento vem crescendo, sendo de 18,5% do PIB atualmente, mas há uma pista de obstáculos a vencer para que o Brasil possa atingir o nível de outros países emergentes. (págs. 1 e A3)

Opinião: Klaus Kleber

Há temores entre os empresários de que a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que é de 6,25% para o período julho-setembro, seja reajustada para cima no último trimestre deste ano. (págs. 1 e A2)

Bancos americanos valem US$ 700 bilhões menos

Os investidores vêm fazendo ajustes agressivos no valor de mercado dos bancos norte-americanos, em razão, principalmente, da crise do subprime, mostra levantamento da Economatica. O estudo sobre o comportamento nos últimos dois anos do preço das ações das principais instituições financeiras dos Estados Unidos indica que um conjunto de 83 empresas perdeu 39,5%, ou US$ 700 bilhões, do seu valor de mercado até a última quarta-feira em relação à cotação máxima alcançada no período, passando de R$ 1,76 trilhão em janeiro de 2007 para US$ 1,06 trilhão no dia 9.

O gigante do varejo Citigroup, por exemplo, perdeu quase 63% do seu valor de mercado, ou em torno de US$ 172 bilhões, e vale hoje US$ 101 bilhões. Ele perdeu, inclusive, a posição de líder em valor de mercado para o Bank of America, cotado atualmente em US$ 147 bilhões. Já o Lehman Brothers passou de US$ 43,26 bilhões para pouco mais de US$ 5 bilhões. (págs. 1 e B1)

Pela continuidade

Apoiado em bons índices de aprovação, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), aposta nas principais ações do seu mandato, como o Cidade Limpa, para chegar ao segundo turno. Kassab encerra a série de encontros com a Gazeta Mercantil. (págs. 1 e A10)

 

Estado de Minas

 

Um conflito explosivo para o Brasil

Agravamento da crise na Bolívia ameaça abastecimento de gás natural para indústrias brasileiras e expõe dependência energética nacional ao país vizinho. (págs. 1, 13, 14 e 15)

O Rio sob mira

Tropas federais, usando blindados e armamento pesado, ocuparam ontem sete comunidades do Rio de Janeiro, como a Vila do João, consideradas áreas em risco para as eleições de outubro, devido à ação de milícias. (pág. 1)

Estudo mostra: Brasil é o país dos grampos (págs. 1, 3 e 4)

 

Prefeitura demite 13 parentes

Exoneração do primeiro grupo de funcionários comissionados, em cumprimento à súmula do Supremo Tribunal Federal que proíbe o nepotismo, foi publicada ontem no Diário Oficial do Município. Entre os dispensados está um irmão do vice-prefeito Ronaldo Vasconcelos. (pág. 1)

Brasileira escapa do inferno no Líbano

Chegou ontem a Matinhos (PR) Nariman Osman Chiah, que conseguiu fugir do Líbano, onde vivia sob o jugo e os maus-tratos do marido. Ela trouxe o filho de seis anos e está grávida de uma menina. (pág.1)

 

Jornal do Commercio

 

A dor de uma cidade

Num misto de emoção e desepero, Ribeirão parou ontem para sepultar os dez mortos no acidente da véspera com ônibus de estudantes na cidade. Pelo menos 24 feridos ainda estão hospitalizados. Vândalos saquearam até vítimas na estrada.

Crise na Bolívia já deixou oito mortos (págs. 1, 2 e 13)

 

Início da moagem da cana vai baixar preço do álcool na região (pág.1)

 

Mulher que escapou do marido no Líbano já respira aliviada (pág.1)

 

Sindicato pede para governador negociar direto com médicos (pág.1)

 

Entidades de saúde investigam e criticam suposto Doutor Fritz (pág.1)


Fontes: Radiobras - BrasilWiki.


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