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Política

Greve da Polícia Militar na Bahia

704 acessos - 0 comentários

Publicado em 04/02/2012 pelo(a) Wiki Repórter valdeck, Salvador - BA





Policiais Militares da Bahia entram em greve - Foto: Divulgação
Wagner e a bomba-relógio

Publicado por Rodrigo Ferraz | Colocado em Artigos | Data: 04 fev 2012

Por José Nunes Neto/Estudante de Jornalismo da Uesb

Em 2006 durante sua campanha eleitoral Jaques Wagner estabeleceu contato com associações de policiais militares da Bahia. Prometeu a eles uma série de benefícios, gratificações e incorporações. Os PM’s fecharam com o candidato garantindo-lhe total apoio. Mal sabia ele que estava criando uma bomba-relógio. Após a inesperada vitória, devida em grande parte às alianças costuradas pelo então deputado Geddel Vieira Lima, Wagner descobriu que as promessas feitas aos PM’s eram inviáveis de serem cumpridas.

Por uma questão de receita era impossível reajustar salários e incorporar benefícios a policiais, servidores e professores. Justamente por isso que o governador Paulo Souto e seus antecessores não haviam feito.

Durante seus 6 anos de governo, Wagner foi protelando o diálogo com os policiais. O vulcão estava em processo de erupção. Após várias tentativas de diálogo os policiais militares partiram para última forma de solução do problema, a greve. A bomba-relógio explodiu. O governador que foi eleito com um discurso demagógico e inconsistente, se vê diante de um problema criado por ele mesmo. O que se vê agora pelo grande público é o retrato do despreparo para enfrentar situações adversas. O mesmo que já vinha acontecendo diante de outros problemas como a queda da arrecadação fiscal, perda de empresas para Pernambuco, evasão de investimentos e deterioração da saúde pública.

Jaques Wagner estava em Cuba quando Marco Prisco, líder do movimento grevista, sinalizou a greve. Ao invés de retornar à Bahia Wagner preferiu anunciar que iria agir energicamente contra os policiais. É o cúmulo da incoerência para quem chegou na Bahia vindo do Rio em 1972, fugindo da repressão.

Fonte: http://www.blogdaresenhageral.com.br/v1/2012/02/04/wagner-e-a-bomba-relogio/

Comentário de Valdeck Almeida de Jesus:

A Polícia Militar precisa ser tratada com respeito e salário digno. Sou contra a greve, pois eu também sinto na pela as consequências, mas os policiais não tinham outra arma para usar senão paralisar suas atividades. Eles precisam de moradia digna, salário digno, armamento superior ao dos traficantes e arrombadores de bancos, necessitam de proteção do Estado para agir no combate à violência e incentivo para expor a vida e os familiares ao perigo e risco. Caso contrário, nada será resolvido.

A Bahia é palco de um crescente aumento da violência. Nem precisa consultar números, pesquisas, estatísticas. Qualquer cidadão pode dar um testemunho. Eu moro em Salvador desde 1993. Quando cheguei aqui eu fui conhecer o Pelourinho (Centro Histórico) e fiquei horrorizado. O lugar era decadente, sujo, habitado por trapos humanos e o casario caindo aos pedaços. Alguns anos depois, tudo foi reformado. A população dali foi expulsa, relocada, para dar lugar aos comerciantes e ao turista. Hoje eu vou ao bairro com medo. Semana passada eu quase fui assassinado por dois drogados nas imediações dali, quando voltava de um recital poético...

A Lagoa do Abaeté, no lindíssimo bairro de Itapuã, onde Caymmi e Vinícius de Morais passou bons momentos, hoje é um antro de drogas, roubos, lixo e abandono... A maior parte de Salvador, Terra da Felicidade, é suburbana. Esta parte não tem investimento, não é maquiada para o turista ver, pois a rota do turismo é outra, bem longe da pobreza, dos negros e dos miseráveis...

Milhões e milhões são gastos com maquiagem da orla, do circuito do carnaval, enquanto pretos e pobres desta cidade sobrevive sem segurança, sem educação de qualidade, sem comer direito... Não culpo pontualmente este ou aquele governante, pois o problema social é histórico. Mas alerto a nossas autoridades, se é que elas acompanham o noticiário: enquanto não se investir em educação, tirar o povo da lama, nenhuma polícia vai dar conta, nenhum exército conseque dominar este caos...

Eu andava tranquilo pelas ruas da capital e hoje eu estou me tornando um cidadão recluso em casa, trancado com grades e com medo de ir a um barzinho, praia ou mesmo shopping... Fiz uma matéria jornalísta a pouco tempo em que a delegada disse que a segurança dela estava nas mãos de Deus. Eu também creio na força suprema, mas quando a gente não faz nada para se garantir aqui, na Terra, o que pode acontecer é esta insegurança total. Mesmo quando a polícia não está em greve eu não me sinto seguro em Salvador.

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