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Deu no papel

"Matei 255 pessoas e não me arrependo", diz ex-sniper americano no Iraque

559 acessos - 1 comentários

Publicado em 09/01/2012 pelo(a) Wiki Repórter FlaviaFerreira, Nova Iguaçu - RJ



 Seria possível alguém não se arrepender com a morte de 255 pessoas no Iraque? Para o atirador de elite americano, Chris Kyle, essa resposta é bem simples, ele diz não se arrepender. Essa declaração foi dada hoje, 9 de janeiro, à BBC de Londres. Kyle é tido com um dos mais temidos atiradores da tropa americana e chegou a ser apelidado como "A lenda", "o exterminador" e "o diabo de Ramadi”. Entre 1999 e 2009, o então oficial do pelotão Charlie, terceiro grupo da força Seal da Marinha americana, construiu para si a temida reputação de atirador mais letal da história da corporação.

Dados do Pentágono indicam 150 mortes na conta do oficial, ultrapassando o “recorde” de 109 mortes mantidas por um atirador no período da Guerra do Vietnã. Kyle, por sua vez, contesta os dados e afirma que sua contagem é maior. Só na segunda batalha de Fallujah, no fim de 2004, diz, tirou a vida de 40 “inimigos”. Na 2ª Guerra Mundial, os Snipers eram considerados assassinos em série. O recordista mundial de mortes é um atirador finlandês que naquele conflito tirou 475 vidas russas durante a invasão da Finlândia pela então União Soviética.

Mesmo com a visão negativa sobre o trabalho, Kyle diz que adorava o trabalho qye tinha. “Adorei o que fiz. Ainda adoro. Se as circunstâncias fossem diferentes – se minha família não precisasse de mim – eu voltaria em um piscar de olhos. Não estou mentindo nem exagerando quando digo que foi divertido”, escreve o atirador no livro HarperCollins. Nesse livro, o sniper relata com detalhes o seu trabalho em quatro viagens de combate ao Iraque.

Kyle relata como ao longo da carreira deixou de hesitar ao mirar nas suas vítimas e passou a desempenhar melhor suas funções sob fogo cruzado. Sua companhia foi uma das primeiras a desembarcar na Península de al-Faw, no início da chamada Operação Liberdade, iniciada em 20 de março de 2003 pelo então presidente dos EUA, George W. Bush.

Kyle conta no decorrer do livro, que estava no topo de um edifício com outros oficiais de seu pelotão a fim de oferecer cobertura para os fuzileiros. Quase todos os moradores se trancaram em suas casas, de onde assistiam a tudo por detrás das cortinas. Apenas uma mulher e uma ou outra criança se movimentavam na rua. Quando os marines se encontravam a certa distância, a mulher tirou um objeto amarelado de sua bolsa e caminhou em direção aos militares.

“É uma granada! Uma granada chinesa”, disse o chefe de Kyle. “Atire”. Ao vê-lo hesitar, o chefe repetiu: “Atire!” Kyle puxou o gatilho duas vezes, a “primeira e única vez” em que matou uma pessoa no Iraque que não fosse homem e combatente. “Era meu dever. Não me arrependo”, escreve. “Meus tiros salvaram vários americanos cujas vidas claramente valiam mais que o daquela mulher de alma distorcida. Posso me colocar diante de Deus com uma consciência limpa em relação ao meu trabalho”.

Na guerra contemporânea, onde a precisão é um dos quesitos mais visíveis, esses especialistas ganharam status especial. Kyle se orgulha, conta no livro, de ter matado um homem a 2,1 quilômetros de distância, no subúrbio xiita de Sadr City, nos arredores de Bagdá, em 2008. 400 metros a menos que o tiro disparado por um atirador britânico. “Deus soprou aquela bala que o atingiu”, escreve.
AS páginas do Washington Sniper revelam que Kyle nutriu um profundo ódio pelo Iraque e por seus inimigos. "Verdadeiramente, profundamente odeio o mal que aquela mulher (sua primeira vítima) possuía. Odeio até hoje", escreve o militar. "Mal selvagem, desprezível. É isso que estávamos combatendo no Iraque. É por isso que muitas pessoas, incluindo eu, chamavam os inimigos de 'selvagens".

'Diabo'

As quatro participações de Kyle em combates lhe renderam prestígio e fama, se assim posso descrever. Os rebeldes iraquianos o batizaram de al-Shaitan ("o diabo") e colocaram, de forma literal, a sua cabeça a prêmio. O militar diz que sua fama de matador mais eficiente da história das Forças não é de grande importância.

“O número não é importante para mim. Apenas queria ter matado mais gente. Não para poder me gabar, mas porque acho que o mundo é um lugar melhor sem selvagens à solta tirando vidas americanas”. Reformado de sua função em 2009, ele hoje vive no Texas, onde é diretor de uma empresa que presta serviços para as Forças Armadas americanas, treinando atiradores de elite.


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Publicado pelo(a) Wiki Repórter
FlaviaFerreira
Nova Iguaçu - RJ



Comentários
01
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Eder Lucio
Janauba 12/01/2012

O Arrependimento é um dom especial do Espirito Santo ! Este parece que não habita no atirador.
O problema de fato está na prestação de contas ou no encontro da própria consciência quando não houver mais corpo físico. Como justificar a "adoração a morte" e o desprezo pela vida alheia ? Essa atitude poderá queimar-lhe a alma / conciência por toda a eternidade.


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