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Cotidiano

Artigo "O paradoxo do acordo de Shalit"

236 acessos - 0 comentários

Publicado em 14/10/2011 pelo(a) Wiki Repórter Mauro Wainstock, Rio de Janeiro - RJ



Artigo publicado no Word of Life Israel e reproduzido no Jornal ALEF, da comunidade judaica

"Este é um dia de grande celebração. Este é um dia de grande tristeza". O acordo de irá trocar 1027 prisioneiros árabes palestinos, todos terroristas ou pessoas suspeitas de terrorismo, e aguardando a sua sentença, pelo soldado israelense Shalit foi finalizado na quinta-feira da semana passada e foi aprovado pelo governo na noite de terça-feira com uma maioria de vinte e seis contra três. Netanyahu, que já escreveu livros dizendo que acordos como este só cedem ao terrorismo e só levarão a mais terrorismo, pressionou para o acordo. Os três ministros que votaram contra foram Avigdor Lieberman, Uzi Landau, e Moshe Ya'alon. Landau disse que “o acordo é uma grande vitória para o terrorismo e fere a dissuasão e segurança de Israel”. Em defesa do acordo, Netanyahu disse: “Há uma tensão inerente entre o desejo de trazer de volta um soldado sequestrado, ou cidadão, e a necessidade de manter a segurança dos cidadãos de Israel. Esta é a minha dupla responsabilidade como primeiro-ministro... não quero esconder a verdade de vocês – é uma decisão muito difícil. Eu sinto pelas famílias das vítimas do terror".
As negociações foram feitas no Cairo e, possivelmente, em Berlim, sob o patrocínio egípcio e alemão. Os últimos detalhes foram finalizados em uma conversa telefônica entre Netanyahu e o chefe da agência de inteligência egípcia. Yoram Cohen, chefe da agência de inteligência interna de Israel, o Shin Bet, aprovou o acordo. Seu antecessor, Meir Dagan, opôs-se firmemente a um acordo durante o seu período, mas, de acordo com relatórios, o Hamas suavizou suas exigências durante as últimas negociações. Como parte do acordo, 40 dos 1027 terroristas serão enviados para o exterior enquanto o resto vai ser enviado ou para Gaza ou para a Judeia e Samaria (Cisjordânia). Seis árabes israelenses voltarão a Jerusalém Oriental. A libertação ocorrerá em duas etapas, com Shalit e 450 terroristas sendo liberados na primeira fase. Já que famílias de vítimas do terrorismo provavelmente irão recorrer à Suprema Corte contra a libertação dos terroristas, o procedimento legal vai atrasar o processo em alguns dias. Comentário: este é um dia de grande celebração – e é um dia de grande tristeza. A seguinte observação explica o paradoxo: um ato israelense causa celebração entre terroristas; um ato israelense faz os inimigos e assassinos de Israel se alegrarem. Isto dá motivo para alguma séria reflexão.
Após o anúncio do acordo, os membros do Hamas saíram pelas ruas de Gaza e dispararam para o ar. Agora eles estão organizando grandes festas de celebração. O líder do Hamas em Damasco, Khaled Mashaal, prometeu que as pessoas libertadas irão “retornar à luta” – eufemismo dele para “terrorismo”. Seu comparsa na Faixa de Gaza, Ismail Haniyeh, disse que “este é um momento histórico de grande vitória". Então, a quem eles estão celebrando? Eles estão celebrando Ibrahim Hamed, ex-chefe de operações de terror do Hamas na Judeia e Samaria. Hamed é responsável por planejar o assassinato de noventa israelenses, incluindo o atentado a bomba ao Coffe Moment em março de 2002, matando onze pessoas; o atentado a bomba na Universidade Hebraica, em julho daquele ano, matando nove pessoas; os atentados na Praça Sião em Jerusalém, em 2001, matando onze, e outros tantos ataques. Eles estão celebrando Ahlam Tamimi, que levou o homem-bomba que atacou a pizzaria Sbarro na Rua Jaffa, em agosto de 2001, matando quinze. Eles estão celebrando Amna Muna, a jovem que atraiu Rachum Ophir, de 16 anos, a Ramallah, onde dois dos amigos dela mataram o jovem com 28 tiros. Estes são os heróis do Hamas.
No total, os terroristas prestes a serem libertados são responsáveis por 599 assassinatos e milhares de pessoas mutiladas e feridas, muitas delas para a vida toda. Duzentos e oitenta dos terroristas são assassinos; 450 estiveram envolvidos em ataques sérios, enquanto os outros foram envolvidos em ataques que Israel caracteriza como menos graves, como por exemplo, lançamento de pedras. Duas semanas atrás, esses lançamentos de pedras “menos graves” levaram à morte de Asher Palmer e de seu filho de dois anos de idade, Jonathan. Com base nisso, é desanimador registrar a facilidade com que as agências de imprensa em todo o mundo relatam o acordo. A BBC, como é de sua política indefensável, se recusa a chamar essas pessoas de “terroristas” e fala em “militantes palestinos”. A Associated Press diz que eles têm sido “acusados de atividade militante”. Em nenhum lugar há uma discussão sobre o trauma profundo que Israel está passando na libertação desses assassinos. Se o mundo segue seu curso normal, a mídia internacional irá, em poucos dias, relatar as cenas alegres e comoventes de quando essas pessoas voltarem para suas famílias – e nenhuma palavra vai ser dita sobre o dia em que eles partiram; o dia em que eles foram para a sua missão assassina.
Tão preocupante quanto isso, é que em nenhuma parte da mídia internacional há uma discussão sobre o problemático enfraquecimento do sistema judicial que tal libertação causa. Esses terroristas foram condenados de acordo com o devido processo legal. Provas foram feitas contra eles provando sua atividade criminosa. Agora, eles são libertados, e, nisto, pontos de interrogação são colocados no princípio de punição legal. Motivações de Israel para fazer isso são claras, mas por que o mundo silenciosamente encoraja isso? Tudo isso poderia não ter sido necessário se a comunidade internacional tivesse agido decisivamente em um estágio anterior. Mas quando nação após nação começa a se envolver com o Hamas e dar legitimidade a essa organização terrorista, enquanto atos da organização – para não dizer sua própria essência, são inegáveis violações do direito internacional, por que eles deveriam mudar os métodos? Quando a ONU se recusa a usar os músculos para forçar o Hamas a respeitar o direito internacional e as organizações de direitos humanos como a Human Rights Watch e a Anistia Internacional mais ou menos ignoram a questão, como podemos esperar resultados? Na falta de apoio internacional, Netanyahu fez o que ele sentia que tinha que fazer. O mundo não é perfeito e às vezes transigências precisam ser implementadas – mas isso não é uma vitória para o mundo democrático!
A maioria dos comentaristas concorda que este acordo vai fortalecer o Hamas e enfraquecer o Fatah. E eles provavelmente estão certos. A popularidade do Hamas nas ruas vai ser incentivada e sua rede terrorista reforçada. Mas em longo prazo isso importa pouco para Israel. Tanto o Hamas quanto o Fatah têm um objetivo declarado de destruir o Estado judeu – é apenas uma questão de métodos. A primeira escolha do Hamas é o terror, e a primeira escolha do Fatah no momento é a diplomacia. Israel está aprendendo a lidar com ambos. Os israelenses deveriam se unir na comemoração com a família Shalit. Apesar do trauma de liberar assassinos e o que isso pode levar no futuro, o acordo revela o quanto a sociedade estima a vida de um soldado. Agora, os olhos devem se concentrar sobre o futuro. Usando uma máxima do vocabulário de Ben Gurion, Israel deve combater o terrorismo como se não houvesse nenhum acordo e implementar o acordo como se não houvesse nenhum terrorismo. Haverá, e com razão, opiniões divididas sobre esta questão. Mas o mais importante é olhar em frente e ver o que pode ser feito na frente legal, na frente diplomática, com a inteligência, pelos militares, e com outros meios disponíveis para impedir o Hamas de cumprir sua promessa de sequestrar mais israelenses.

Jornal ALEF, da comunidade judaica: criado em 1995 pelo jornalista Mauro Wainstock, é direcionado aos leitores interessados em notícias sobre judeus, judaísmo, o mundo judaico e o Estado de Israel. Possui uma versão impressa, mensal; uma versão virtual, disponível no portal http://www.jornalalef.com.br, e uma newsletter eletrônica, enviada três vezes por semana. São mais de 70.000 assinantes em 40 países. O Jornal ALEF vem colecionando prêmios dentro e fora da comunidade judaica e é, de acordo com manifestação expressa da ONU, “fonte de referência séria para veículos nacionais e internacionais”. Entre eles está o francês Le Monde, com mais de 2 milhões de leitores/dia, que frequentemente reproduz reportagens publicadas no Jornal ALEF. Assinatura GRÁTIS: [email protected].



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