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Deu no papel

Crise econômica fará o Brasil sofrer

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Publicado em 12/08/2011 pelo(a) Wiki Repórter JBWiki!, Rio de Janeiro - RJ



A possibilidade de um duplo mergulho da economia dos países avançados, que significaria um segundo período de recessão na crise atual, deve afetar o desempenho econômico dos países emergentes, como o Brasil, afirma Michael Spence, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2001. "Acredito que isso é muito mais provável do que há um mês". Mas vai sofrer menos, afirmam outros economistas. Dilma congelará em 2012 os gastos não obrigatórios. Países latino-americanos estudam fundo anticrise de US$ 20 bilhões. OUTROS DESTAQUES - Convênio suspeito de fraude tem clone no Paraná. Curso de 10 minutos com verba do Turismo. Cinco generais são suspeitos de envolvimento em fraude do IME. O drama de pessoas que não têm acesso a água tratada. Obama propõe corte de imposto da classe média. Contra distúrbios, Inglaterra quer censurar redes sociais.

DESTAQUES DE JORNAIS BRASILEIROS, SEXTA-FEIRA, 12 DE AGOSTO DE 2011.

Valor Econômico

Varejo olha crise com cautela e revê estratégias
Indústrias de bens de consumo e redes varejistas já adotaram maior cautela na condução dos negócios por causa da crise nos mercados financeiros. O temor dos empresários é de que a turbulência nos mercados e o desaquecimento das economias na Europa e nos Estados Unidos reforcem a tendência de desaceleração sentida nas vendas do comércio no primeiro semestre. Um conjunto de fatores - maior endividamento, alta da inflação e aumento da taxa básica de juros - reduziu o crescimento do comércio nos últimos meses, mas poucos setores sentiram, até agora, uma retração adicional associada à crise.

Existe hoje um desaquecimento visível no varejo de eletroeletrônicos e eletrodomésticos e sinais de aumento de estoques de produtos não-duráveis, como itens de higiene e beleza. Em outros segmentos, como shopping centers, vestuário e calçados, a desaceleração ainda não foi percebida. (Págs. 1 e A3)
Foto legenda: Resignação e plano B
Resignada após IPO frustrado, a Copersucar, de Luís Roberto Pogetti, retoma seu plano original de tocar investimentos com capital próprio e aumento de dívida. (Págs. 1 e B14)

Desta vez, emergentes podem sofrer mais
A possibilidade de um duplo mergulho da economia dos países avançados, que significaria um segundo período de recessão na crise atual, deve afetar o desempenho econômico dos países emergentes. "Isso terá um grande impacto negativo", afirma Michael Spence, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2001. "Acredito que isso é muito mais provável do que há um mês".

Dessa vez, as perspectivas de desempenho para as economias em desenvolvimento não são tão favoráveis quanto na crise de 2008, quando elas se recuperaram rapidamente. Para Michael Pettis, da Universidade de Pequim, o impacto da última crise financeira foi adiado nos países emergentes por excesso do investimento no mercado interno, o que implica aumento do crédito e do endividamento. Pettis diz que o ajuste é inevitável e será doloroso. "O boom americano, turbinado pelo endividamento, terminou brutalmente. O mesmo aconteceu na Europa. Infelizmente, é o que vai acontecer com os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China)". Michael Barr, da Universidade de Michigan, e Randall Koszner, da Universidade de Chicago Booth, consideram que o duplo mergulho não é certo, mas reconhecem graves motivos de preocupação.

Com nova recessão, todos vão sofrer.
Michael Pettis é especialista no mercado financeiro da China. Vive no país e leciona na escola Guanghua de Administração da Universidade de Pequim. Para o economista, o país que mais cresce no mundo terá uma desaceleração em breve.Valor: Esta é só uma crise do mundo desenvolvido? Os emergentes podem ficar a salvo? Sua posição pode estar mais forte no fim da crise?
Michael Pettis: É quase certo que não. O que está acontecendo hoje é muito parecido com o que houve nos anos 1970, quando os EUA e a Europa sofreram com uma crise econômica. Na época, graças à reciclagem dos petrodólares, o mundo em desenvolvimento experimentou um crescimento decorrente da liquidez. Temporário, mas insustentável no longo prazo. Como hoje, a consequência foi a ideia de que seria possível um descolamento econômico entre os dois mundos. Mas isso não aconteceu, e lugares como a América Latina tiveram sua versão da crise nos anos 1980. Hoje, a combinação de afrouxamento monetário nos EUA com o boom de investimentos insustentável na China postergou o impacto global da contração de demanda na Europa e nos EUA, mas isso não tem como durar. Em algum momento, a contração global da demanda terá um impacto muito significativo, especialmente em países com superávit e, através deles, nos exportadores de commodities.
Valor: Os chineses têm tentado promover o yuan como moeda de reserva, recuperando a ideia de uma cesta de moedas para regular o comércio, no lugar do dólar somente. Nesse caso, o que poderia acontecer ao dólar?
Pettis: Curiosamente, deveria ser o governo americano a se opor ao uso do dólar como moeda de reserva, já que tantos países tentam expandir o crescimento doméstico através da aquisição de reservas estrangeiras em dólar, que, naturalmente, encorajam as exportações e inibem as importações. Os EUA pagam pelo status de reserva do dólar, na forma de um déficit comercial enorme. É por isso que nenhuma moeda vai substituir o dólar como moeda de reserva. Nenhum outro país vai querer suportar esse custo.
Em algum momento, a demanda global cairá, com impacto em países superavitários e, através deles, nos exportadores de commodities
Valor: Seria possível pensar em algum outro padrão, ou uma volta ao padrão-ouro?
Pettis: Quase impossível. O padrão-ouro é rígido demais e requer um custo de ajuste insuportável para o trabalhador, incompatível com a democracia. Para saber como um país se ajustaria ao padrão-ouro, veja como a Espanha está sofrendo para se manter no euro.
Valor: Os emergentes sempre foram vulneráveis às crises, mas em 2008 se seguraram bem. Trata-se de uma mudança estrutural, com economias em desenvolvimento mais resistentes?
Pettis: Não creio. Significa que o impacto da crise foi adiado por investimento doméstico excessivo, especialmente na China, e o ajuste de verdade virá mais tarde, de maneira mais dolorosa, porque virá com mais dívida. Níveis de endividamento, especialmente na China, estão crescendo muito, muito rápido. Isso nunca é sustentável. O boom americano, turbinado pelo endividamento, terminou brutalmente. O mesmo aconteceu na Europa. Infelizmente, é o que vai acontecer com os Brics.
Valor: Existe uma crença de que um crescimento inferior a 7% na China provocaria instabilidade política. O senhor calcula que, em alguns anos, o crescimento chinês estará na casa dos 3% ou 4% ao ano. Quais seriam as consequências?
Pettis: Essa ideia de que um crescimento menor na China traria instabilidade política é equivocada. As pessoas não se importam com o PIB per capita, mas com sua renda, ou sua cesta de consumo. Para a China se reequilibrar, o consumo tem de crescer mais rápido que o PIB. Se a China crescer entre 3% e 4% na próxima década, como espero, mas se reequilibrar de fato, a renda das famílias e o consumo podem crescer 6% ou 7% por ano, o que deixaria a família chinesa média satisfeita. A chave é como o ajuste acontece. Se a China conseguir transferir riqueza do setor estatal para as famílias, pode ter um crescimento bem mais lento, mas também mais saudável e politicamente mais estável. Isso aconteceu no Japão depois de sua crise de 1990. O crescimento desabou, mas a renda real continuou a crescer. É por isso que o Japão pôde tolerar 20 anos de milagre econômico seguidos de 20 anos de crescimento zero.
Valor: Países emergentes têm uma grande proporção de suas reservas em títulos americanos. Eles podem acabar mudando de escolha?
Pettis: O outro lado de os emergentes deixarem de comprar ativos em dólar seria uma contração do déficit comercial americano. Nenhum emergente quer isso. Isso nunca vai acontecer, a não ser que os EUA intervenham no câmbio, que é o que eu prevejo. É por isso que, na China, ouvem-se líderes políticos, jornalistas e militares ameaçando com uma interrupção na compra de títulos americanos, mas nunca se ouvem economistas, ou o Banco Central, fazendo essa ameaça. Ela é completamente vazia, só faz sentido para quem não sabe nada de economia monetária. Implicaria abrir mão do superávit comercial, mas todo país quer exportar mais, não menos.
Valor: Teme-se também um retorno ao protecionismo. É possível que a OMC (Organização Mundial do Comércio) seja atropelada por governos e seus interesses eleitorais?
Pettis: É. Como nos lembrou Keynes, muitos anos atrás, desequilíbrios externos requerem ajustes significativos e difíceis, tanto dos países com superávit quanto dos países com déficit. Se os superavitários insistirem que só os deficitários se ajustem, como parece ser o caso com a China e a Alemanha, então haverá necessariamente uma contração da demanda global. Sob condições de livre comércio, a maior parte do sofrimento será absorvida pelos países deficitários. Sob proteção, pelos superavitários. Nessas condições, é difícil imaginar por que os deficitários deixariam de intervir no comércio, especialmente considerando que os desequilíbrios foram muitas vezes causados pela intervenção dos superavitários.
Valor: Um calote da Grécia ou de outros países europeus seria um cenário catastrófico? Um argumento concorrente é que a Rússia e a Argentina deram calote, mas depois ficaram bem.
Pettis: Grécia, Espanha, Portugal, Itália e outros países não vão crescer até que o fardo da dívida seja equacionado. Vimos o mesmo na América Latina dos anos 1980. A dívida excessiva distorce os incentivos, faz com que empresas, governos, credores e trabalhadores se comportem de maneiras que tornam a economia pior, não melhor. Isso não pode mudar até que o excesso de dívida seja removido. Ou seja, sim, eles deveriam entrar em default rapidamente e reajustar suas economias. Em todo caso, isso significaria o abandono do euro. Não que o calote seja fácil. Ao contrário, será doloroso, mas recusar-se a reconhecer que são insolventes vai estender a dor por muitos anos, e eles vão acabar tendo de dar calote. (Diego Viana) (Clipping do Ministério do Planejamento) (Págs. 1 e Eu & Fim de Semana)

Analistas veem juros estáveis
Todos os analistas de bancos consultados pelo Valor que previam uma ou duas doses de aperto monetário neste ano reviram suas previsões e agora esperam juros estáveis nos próximos meses. Quem já trabalhava com a ideia de manutenção da Selic nos atuais 12,50% mantém a previsão. Diferentemente do que mostra a curva de juros futuros, nenhum economista considera que haja espaço para queda da Selic em 2011 e nem mesmo no início de 2012. (Págs. 1, C1 e C10)

Bancos perdem disputa sobre prazos no STF
Os bancos perderam a disputa no Superior Tribunal de Justiça sobre a aplicação do Código de Defesa do Consumidor em processos que questionam lançamentos em contas correntes. Os ministros decidiram que o prazo de 90 dias para reclamar sobre vícios aparentes ou de fácil constatação não vale para as ações de prestação de contas ajuizadas por clientes para discutir a cobrança de taxas, tarifas e encargos bancários. Cinco anos depois de o Supremo Tribunal Federal ter decidido que as instituições financeiras devem se submeter às regras do Código do Consumidor, a 2ª Seção do STJ concluiu que, nesses casos, aplica-se o prazo estabelecido no Código Civil - dez anos (novo) ou 20 anos (antigo), seguindo o voto da relatora, Maria Isabel Gallotti.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) tinha sugerido como alternativa a adoção de um prazo de três ou, no máximo, cinco anos, mas a proposta não foi acatada pela relatora. Para o advogado João Antônio Motta, especialista em direito bancário, o prazo previsto no Código Civil não é prejudicial aos bancos. "O manual de normas e instruções do Banco Central estabelece que as instituições financeiras têm que guardar as informações de seus clientes por 20 anos". (Págs. 1 e E1)
Arcelor-Mittal menos ousada nos planos de investir no país
Corre risco o plano da divisão de aços longos da Arcelor-Mittal de investir US$ 2 bilhões no Brasil entre 2010 e 2015. Entre os projetos desenhados para receber esses recursos, o único garantido até agora é a duplicação - para 2,4 milhões de toneladas de aço bruto - da capacidade da usina de João Monlevade (MG), com desembolso estimado em US$ 1,2 bilhão. Os US$ 800 milhões restantes dependerão do comportamento da demanda no país, cuja expectativa é hoje menos otimista que há um ano.

Para Jefferson De Paula, vice-presidente-executivo da área de aços longos do grupo nas Américas, as ameaças residem na dificuldade para exportar, no menor ritmo de crescimento da economia e na competição com o aço importado, seja pela via direta ou pelas importações de produtos com forte conteúdo siderúrgico. A empresa contava com crescimento médio anual da demanda entre 7% e 8%, mas ao menos neste ano o consumo deve crescer entre 4% e 5%. (Págs. 1 e B9)

Laser Eletro, a varejista que não tem dívida nem anuncia
Aberta em 1988 pelo empresário nascido em Taiwan Tzeng Uen, com os US$ 23 mil que ganhou do pai de presente de casamento, a Laser Eletro é uma das poucas redes varejistas de eletroeletrônicos nascida no Nordeste que não foi vendida para grandes grupos. Hoje naturalizado brasileiro e mais conhecido como Ricardo, Uen mantém princípios pouco comuns no segmento varejista. Um deles é trabalhar com endividamento zero, motivo pelo qual a rede paga seus fornecedores em, no máximo, 15 dias, prazo bem menor que os praticados normalmente no mercado, de até 90 dias.

Outra característica marcante do empresário refletida em seus negócios é a discrição. Apesar das 105 lojas, 2,3 mil funcionários e dos R$ 550 milhões de faturamento previstos para 2011, a Laser Eletro não é afeita a grandes investimentos em publicidade e prefere direcionar esses recursos para a redução de preços dos produtos. (Págs. 1 e B4)

Temer e Rossi, uma amizade de 50 anos
É uma amizade de mais de 50 anos que une o vice-presidente, Michel Temer, ao ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Contemporâneos na tradicional Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo, Rossi e Temer aproximaram-se politicamente por intermédio do ex-governador Orestes Quércia. Foram colegas de secretariado na gestão de Luiz Antônio Fleury Filho no governo do Estado: Temer na Segurança Pública e na Casa Civil e Rossi na Infraestrutura Viária.

Com reduto eleitoral em Ribeirão Preto e boa interlocução junto ao agronegócio, Rossi ajudou o PMDB a se estruturar nos bolsões mais ricos do interior paulista. A ascendência de Temer no partido possibilitou sua indicação aos dois cargos de maior relevo que ocupou antes do Ministério da Agricultura: a Companhia Docas do Estado de São Paulo e a Conab. Com a morte de Quércia, Temer entregou o comando do partido em São Paulo ao filho do ministro, o deputado estadual Baleia Rossi. (Págs. 1 e A12)
Votorantim investe em nova fábrica no Uruguai (Págs. 1 e B9)

Empresas dos EUA engordam a caixa, para azar da economia (Págs. 1 e B12)

A Lanxess duplica sua fábrica de borracha para pneus em Pernambuco, diz Marcelo Lacerda (Págs. 1 e B7)

Desafios da velocidade
Oferta de conexões de internet em velocidades de até 100 Mbps, a ultrabanda larga, impõe desafios às operadoras que vão além da tecnologia, como a falta de mão de obra qualificada e o custo elevado de equipamentos e do próprio serviço. (Págs. 1 e B2)
Inclusão digital
Identificada como operadora de elite e voltada ao mercado corporativo, a Vivo começa a entrar nas favelas do Rio. A estreia acontece nos complexos da Penha e do Alemão. A oferta de banda larga móvel teve resultados surpreendentes. (Págs. 1 e B3)

Seae aprova união de TAM e LAN
A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda concluiu parecer favorável à união da TAM e da chilena LAN, sem restrições. O texto segue para o Cade, que dará a decisão final. (Págs. 1 e B4)

'Cheese roll, uai!
Em parceria com a rede de alimentos naturais Whole Foods Market, a Forno de Minas começa a exportar pães de queijo para os EUA de olho no consumidor americano e não mais nos imigrantes brasileiros. (Págs. 1 e B5)
Economia verde
Há 20 anos, na "Rio 92", a biodiversidade e as mudanças climáticas foram temas que começaram a ganhar espaço. “Agora, na "Rio+20" temos uma nova oportunidade de deslanchar uma agenda para os próximos 20 anos", afirma o embaixador André Corrêa do Lago. (Pág. 1)

Nova Telefônica
A Telefônica está perto de assinar com a Previ um dos maiores contratos de locação da cidade de São Paulo, no valor de R$ 5 milhões mensais, para transformar em sua nova sede o Eco Berrini, edifício de 39 andares no bairro do Brooklin. (Págs. 1 e B7)

Oji negocia fábrica da Fibria
O grupo papeleiro japonês Oji Paper, maior acionista da fabricante mineira de celulose Cenibra, negocia a compra da fábrica de papéis especiais da Fibria em Piracicaba (SP), por US$ 313 milhões. (Págs. 1 e B8)
Ideias
Claudia Safatle

Começa a se formar um consenso de que a crise pode ajudar o Brasil a remover sua maior aberração: a de campeão de juros. (Págs. 1 e A2)

Ideias
Samuel Brittan

As bolsas de valores sempre foram e sempre serão uma mistura de avaliação de investimentos e jogo de azar puro. (Págs. 1 e A11)

O Globo

Toque de recolher virtual - Contra distúrbios, Inglaterra quer censurar redes sociais

Bloqueio já usado por ditadores deflagra debate sobre limite às liberdades

Em reunião extraordinária no Parlamento, o primeiro-ministro, David Cameron, disse que estuda uma forma de bloquear temporariamente mídias sociais e mensagens de texto em celulares para coibir distúrbios como os que espalharam pânico em várias cidades britânicas. No país que foi berço da primeira Magna Carta, a medida dividiu opiniões, deflagrando um debate sobre os limites entre liberdades, censura e manutenção da ordem pública. Críticos observaram que o bloqueio, usado por ex-ditadores durante manifestações no Egito e na Tunísia, não foi suficiente para impedir a queda dos dois regimes. (Págs. 1, 29 e 30)

De João Sem Terra a Cameron

Imposta pelos nobres a João Sem Terra em 1215, a Magna Carta foi o primeiro documento limitando o poder absoluto dos reis em favor da liberdade individual. (Págs. 1 e 29)

Artigo

Canção do The Clash, hino da Olimpíada, é retrato musical dos distúrbios (Fernando Navarro, do "El País"). (Págs. 1 e 30)
Depoimentos ligam deputada a propina
Detidos pela Polícia Federal acusam Fátima Pelaes; Temer fala em 'exagero' na operação

Três detidos na Operação Voucher afirmaram à Polícia Federal que a deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) se beneficiava das fraudes no Ministério do Turismo. Fátima é autora das emendas cujos recursos teriam sido desviados. Segundo três pessoas ligadas à Conectur, ela recebia propina depois que as emendas eram liberadas. O vice-presidente Michel Temer disse que a PF exagerou e o uso de algemas
"pegou muito mal". (Págs. 1, 3 a 10 e editorial "O Estado no combate a corrupção" )

Curso de 10 minutos com verba do Turismo

A ONG Sociedade Evangélica Beneficente, do Paraná, recebeu do Ministério do Turismo R$ 7,5 milhões para dar cursos de qualificação. Mas o treinamento pode ser concluído em dez minutos pela internet. (Págs. 1 e 9)

No TCU, acesso privilegiado

O escritório do advogado Tiago Cedraz, filho do ministro do TCU Aroldo Cedraz, atua em processos no tribunal e também, segundo a PF, advogava para o Ibrasi, ONG pivô das prisões no Turismo. (Págs. 1 e 4)
Cinco generais são suspeitos de envolvimento em fraude do IME (Págs. 1 e 15)


Emergentes reduziram endividamento
O Brasil, como outros países emergentes, fez o caminho inverso das nações ricas - que hoje estão às voltas com rebaixamento de notas - e reduziu o seu endividamento após a crise de 2008, aponta o FMI. (Págs. 1 e 21)
O recado dos candangos
Ao tentar conter um vazamento na Câmara, técnicos acharam mensagens escritas no concreto pelos operários durante a construção de Brasília. São frases de honestidade e esperança: "Que os homens de amanhã tenham compaixão e a lei se cumpra". (Págs. 1 e 12)

Folha de S. Paulo

Dilma congelará em 2012 os gastos não obrigatórios
De novo, a crise - Governo pretende deixar cerca de 25% do Orçamento do ano que vem sem correção pela inflação

O governo Dilma Rousseff decidiu congelar a maior parte dos gastos obrigatórios no projeto de Orçamento para 2012. A determinação, reforçada pelo temor de efeitos da crise internacional, se refere à parcela de despesas em que o governo pode mexer livremente.

Ações não obrigatórias mas consideradas prioritárias, como a plano de combate à pobreza extrema, o PAC e iniciativas como bolsas de estudo para jovens no exterior, serão poupadas. (Págs. 1 e Poder A9)
Convênio suspeito de fraude tem clone no PR
Uma ONG do Paraná firmou um convênio com o Ministério do Turismo de conteúdo idêntico ao contrato do Amapá, que levou a Polícia Federal a investigar a pasta.

O caso sugere que as irregularidades apontadas - fraude e concorrência superfaturada - podem não ser um problema isolado, informa Estelita Hass Carazzi. (Págs. 1 e Poder A4)

Verba desviada foi para deputada, diz investigado. (Págs. 1 e Poder A5)

Juiz afirma que esquema tinha Copa como alvo. (Págs. 1 e Poder A6)
Obama propõe corte de imposto da classe média
Em discurso em Michigan, Barack Obama anunciou ontem novas medidas para combater a crise. Entre elas, estão cortes de impostos para a classe média e mais benefícios a desempregados. Ele pediu pressão sobre o Congresso para aprovar programas que estimulem exportações. (Págs. 1 e Mundo A10)

Foto legenda: Barack Obama desembarca do avião presidencial dos EUA em Michigan, onde fez discurso.
Brasil vai sofrer menos, afirmam economistas
Economistas ouvidos pela Folha afirmam que a crise que castiga a Europa e os EUA vai afetar o crescimento do Brasil, mas consideram improvável uma recessão como a de 2009. (Págs. 1 e Poder A9)
Europa proíbe especulação com ação de bancos
Autoridades europeias decidiram suspender operação que aposta na queda de papeis de instituições financeiras, chamada de venda a descoberto. O objetivo é evitar que a crise se aprofunde no continente. Anteontem, ações do setor caíram com rumores de problemas no Société Générale. (Págs. 1 e Mundo A12)
Onda de saques envolve ingleses com mais de 40
Com ao menos 500 indiciados ou sentenciados, começa a surgir o perfil dos envolvidos na onda de saques na Inglaterra. Além de jovens, há pessoas com mais de 40 anos. O governo conversará com Facebook, Twitter e BlackBerry para impedir sua utilização pelos vândalos. (Págs. 1 e Mundo A14)
Moisés Naím
Forças próprias movem explosões de fúria no mundo. (Págs. 1 e Mundo A14)

Editoriais
Leia "Esfinge chinesa", sobre perspectivas para a economia global, e "Reino desunido", acerca do impacto político dos distúrbios dos últimos dias. (Págs. 1 e Opinião A2)

O Estado de S. Paulo

Deputada do PMDB recebeu dinheiro desviado do Turismo
Em depoimento à Polícia Federal e reiterado à reportagem do 'Estado', integrante do esquema aponta Fátima Pelaes (PMDB-AP) como beneficiária da fraude

Depoimentos de integrantes do esquema de desvio de dinheiro público do Ministério do Turismo por meio de ONGs de fachada apontam a deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP) como beneficiária da fraude. Quatro envolvidos no caso disseram à Polícia Federal que ela recebeu parte dos recursos desviados pela quadrilha em convênios da pasta. A deputada é a autora das emendas que deram origem aos contratos sob suspeita. O Estado teve acesso aos depoimentos, revelados ontem com exclusividade pelo portal estadão.com.br. Um dos depoentes, Errolflynn de Souza Paixão, reiterou à reportagem a versão dada à polícia de que a deputada teria montado uma estrutura no Amapá para levar recursos públicos para sua campanha à reeleição no ano passado. A Operação Voucher, da PF, prendeu 35 pessoas na terça-feira. (págs. 1 e Nacional A4)


Irritada, base derrota governo na Câmara

Ação orquestrada por PR, PMDB, PTB, PP e PSC impediu a votação de projeto rotineiro. Os deputados estão irritados com a demora na liberação de emendas e com o tratamento dispensado pela presidente Dilma Rousseff. Já o vice-presidente Michel Temer pediu mais diálogo do governo com o PMDB e disse 'estar "chocado" com a ação da Polícia Federal. (Págs. 1 e Nacional A7 e A8)
Exército contra gangues
Suspeito de participar de onda de violência é preso em Londres: o primeiro-ministro David Cameron anunciou pacote de medidas que inclui a intervenção do Exército e o controle de redes sociais. (Págs. 1 e Internacional A12)

UE quer impor regras para frear especulador
A União Europeia estuda a imposição de novas regras para evitar a especulação nas bolsas depois de a crise ter se aprofundado. Ontem, os bancos aceleraram a corrida por resgates de emergência do Banco Central Europeu para garantir sua liquidez. Dados positivos do emprego nos Estados Unidos e uma reunião entre Alemanha e França animaram as bolsas. O Ibovespa teve ganho de 3,79%. O Brasil conta com um cordão de isolamento anticrise de pelo menos R$ l,1 trilhão, que engloba reservas, caixa do Tesouro e compulsórios. (Págs. 1 e Economia B1 e B2 a B6)
Agora é lei: couvert na mesa só se o cliente pedir (Págs. 1 e Cidades C6)

Banco de cordão umbilical privado é questionado (Págs. 1 e Vida A16)

Túnel vai ligar Santos e Guarujá
Após mais de meio século de promessas e projetos, agora foi a vez de a gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB) apresentar um plano para a ligação entre Santos e Guarujá. O projeto anunciado ontem prevê um túnel de cerca de 900 metros de extensão no canal entre as duas cidades do litoral sul. A previsão é que a obra seja entregue no primeiro semestre de 2016. (Págs. 1 e Cidades C1)

Notas & Informações
No limiar do descontrole

A sucessão de escândalos no governo parece estar levando Dilma ao limiar do descontrole. (Págs. 1 e A3)

Correio Braziliense

Oitenta mil concursados com vaga garantida
União, estados, municípios, ninguém escapa: somente na esfera federal, 40 mil pessoas devem ser beneficiadas pela decisão do Supremo Tribunal Federal que determina a contratação de aprovados em concurso público. O governo Dilma, que acaba de anunciar corte de gastos temendo o agravamento da crise nos EUA e na Europa, terá de fazer malabarismos para cumprir a sentença do STF. Mas pelo menos duas instituições, Correios e Fiocruz, começam a contratar nos próximos dias. (Págs 1 e 9)

Máfia agia até dentro da Caixa
Além de obter dados sigilosos no TCU, a quadrilha que desviava dinheiro do Ministério do Turismo contava com colaboradores no banco estatal. Cooptados pelo Ibrasi, um dos braços do esquema de corrupção, dois servidores adulteravam documentos da CEF. É o que mostram gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça. (Págs. 1 e 2 a 5)

Recessão? Dilma descarta
Presidente afirma que o Brasil não andará para trás. Mas, avalia banco, o risco é alto. (Págs. 1 e 10 a 13)

Universíade: Agnelo aposta na estrutura de Brasília
Como triunfo para receber os jogos universitários em 2017, o governador afirma que a capital terá a maioria das instalações construídas num raio de três quilômetros, o que facilitará o evento. (Págs. 1 e 24)

UnB: Obras atrasadas e mais improviso 'na volta às aulas (Págs. 1 e 28)

Estado de Minas

A farra continua
Além do recente escândalo por desvio de verba, Ministério do Turismo segue destinando milhões para eventos e festas em cidades já investigadas por fraudes

Somente este ano, por meio de emendas parlamentares ao Orçamento da União, foram liberados pelo menos R$ 4,6 milhões para comemoraçõesem30 municípios mineiros. Central de Minas e Frei Inocêncio, por exemplo, agraciadas com R$ 100 mil cada uma, foram alvo de investigação por irregularidade na aplicação de recursos destinados aos mesmos fins, conforme denunciou série de reportagens do Estado de Minas em 2009. Mas, de acordo com o MP, o esquema é bem maior e se estende a outros estados. Nos últimos 32 meses, foram destinados mais de R$ 549 milhões para prefeituras promoverem festividades país afora. (Págs. 1 e 3 a 6)
Água de beber?
Durante uma semana, o Estado de Minas percorreu 23 comunidades rurais em nove municípios do semiárido mineiro, no Norte do estado e vales do Jequitinhonha e Mucuri, e mostra, de hoje a domingo, o drama das pessoas que não têm acesso a água tratada. São 827 mil domicílios sem rede de distribuição em Minas. O problema, histórico, se agrava com a degradação dos rios. O jeito é apelar para a água salobra (salgada) de poços ou dos córregos sobreviventes, contaminada por esgoto e produtos tóxicos. É com esse arremedo de água que famílias como a das irmãs Maria Aparecida Nunes Silva e Maria das Dores têm de se virar para beber, cozinhar, tomar banho e lavar roupa. Sob o risco de diarreias, verminoses, hepatite, cólera e leptospirose, entre outras doenças. (Págs. 1, 19, 21 e Editorial ’Água suja compromete’, 8)
Preço do álcool começa a cair
Postos de combustíveis de Belo Horizonte já oferecem etanol mais barato para não ficar sem clientes devido à falta de gasolina nas bombas. Em algumas revendas, a redução chegou a R$ 0,08 e deixou o produto matematicamente mais vantajoso. (Págs. 1 e 11)
Foto legenda: Caso Bruno
Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno, se emocionou ontem ao deixar o presídio e reencontrar a família. (Págs. 1, 2 e 22)
Invasão chinesa: Bando é preso com 50 toneladas de produtos ilegais na capital. (Págs. 1 e 23)

Jornal do Commercio (PE)

Garantia para concursado
O STF decidiu que quem passa em concurso público tem direito à nomeação dentro do número de vagas previstas no edital. Com esta resolução, fica proibido fazer a seleção e não chamar todos os aprovados, como ocorre com frequência. (Págs. 1 e Economia 1)
Desafios no caminho da nova Agamenon (Págs. 1 e Cidades 4)

Vizinhos da Fiat terão capacitação (Págs. 1 e Economia 2)

Governador abre portas do Estado (Págs. 1 e Economia 5)

6.500 vagas de professor temporário (Págs. 1 e Cidades 1)

Aeronáutica liberta os três soldados (Págs. 1 e Cidades 3)

Zero Hora (RS)

Manchete: PMDB ameaça boicotar Dilma no Congresso
Peemedebistas planejam derrotar o governo em votação para dar lição ao Planalto, o que fez a presidente buscar apoio de Lula. (Págs. 1, 6, Rosane de Oliveira, 10 e Paulo Sant’Ana, 63)
STF manda chamar: Aprovados em concursos têm mais chances
Ao fim do prazo de convocação, candidato pode reivindicar posse na Justiça. (Págs. 1 e 14)
Balanço positivo: Lucro do Banrisul cresce 43,8%
Banco teve ganho de R$ 438,5 milhões no primeiro semestre. (Págs. 1 e 16)

Brasil Econômico

Países latino-americanos estudam fundo anticrise de US$ 20 bilhões
Proposta de ação conjunta para enfrentar turbulências será discutida hoje, em Buenos Aires, por ministros da Fazenda dos países da Unasul

Medida será tomada para proteger os países sul-americanos das turbulências que afetam a economia global. Ontem, as bolsas oscilaram positivamente, com fechamento em alta dos principais índices europeus. Analistas avaliam, entretanto, que o respiro foi pontual e a volatilidade será a tônica do mercado financeiro no curto prazo. Como o setor bancário é mais vulnerável, deve acabar liderando a recuperação do mercado financeiro como um todo. (Págs. 1 e 4)


Real valorizado anula a proteção da OMC; EUA e China, com moedas desvalorizadas, são privilegiados. (Pág. 1)
Caixa se arma para agir em caso de restrição de crédito
O presidente do banco público, Jorge Hereda, afirma que instituição está preparada para atuar como irrigadora de liquidez caso haja agravamento de crise, tal como fez em 2008, com linhas especiais de crédito. (Págs. 1 e 32)

Funcionários ainda estão longe do conselho de estatal
A um mês do fim do prazo para se adaptar à portaria 26, apenas metade das estatais mudou seu estatuto. A medida exige que as empresas controladas pela União tenham ao menos um representante dos funcionários no conselho de administração. A mudança pode chegar às estatais estaduais. (Págs. 1 e 10)

Investidor busca no Brasil inovações com apelo internacional
Fundo Inventages, de US$ 1,5 bilhão, busca empresas em fase inicial e com caráter inovador, mas tem dificuldade de encontrar no país quem tenha planos de competição global. (Págs. 1 e 30)
Fabricante de trens T’Trans engata novos acordos (Págs. 1 e 18)

Petrobras prevê novas aquisições em biocombustível (Págs. 1 e 23)

Budweiser chega ao mercado brasileiro no final deste mês e entra na briga com a holandesa Heineken pelo segmento premium de cervejas (Págs. 1 e 24)

A Brasil Foods definiu o destino de sua fábrica no Oriente Médio. Vai investir US$ 120 milhões em unidade de processados nos Emirados Árabes (Págs. 1 e 40)

Fontes: Radiobras e JBWiki!

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