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"Polícia atrás de polícia no Rio. Vergonha para o Brasil"

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Publicado em 15/02/2011 pelo(a) Wiki Repórter TIAGOSOUZA, São Gonçalo - RJ



- - Foto: Jornal O DIA
Um dia após determinar devassa na Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos e Especiais (Draco-IE), o chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski, apresentou ontem documentos que, segundo ele, apontam para indícios de irregularidades cometidas pelo delegado Cláudio Ferraz e policiais de sua equipe. Durante a inspeção na especializada, agentes da Corregedoria Interna da Polícia Civil localizaram dois registros com a mesma numeração. Também foram recolhidas seis armas que estariam sem autos de apreensão.

Turnowski também apresentou carta anônima, que teria sido deixada na portaria de seu prédio no fim de semana, com acusações de corrupção envolvendo a Draco. As denúncias acirraram o clima de guerra na Polícia Civil, iniciada sexta-feira após a Operação Guilhotina. Entre os presos está o delegado Carlos Oliveira, ex-subchefe operacional da instituição e braço direito de Turnowski, suspeito de negociar armas apreendidas com traficantes e de ligação com milícias.

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e o governador Sergio Cabral não comentam a crise institucional.

A devassa na Draco começou ontem às 8h. Denúncias feitas por Turnowski sugerem que agentes da Draco estariam envolvidos em esquema de fraudes e extorsão contra empresários e prefeituras de Rio das Ostras, Magé e São Gonçalo para não levar inquéritos adiante. Um desses procedimentos refere-se a uma investigação de possível fraude em licitação na prefeitura de Rio das Ostras.

“As suspeitas são de que inquéritos estavam sendo arquivados por alguma vantagem indevida, ou seja, propina”, afirmou Turnowski, que vai pedir ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) informações sobre as licitações.

O inquérito aberto em agosto de 2008 para apurar a possível fraude foi arquivado dois dias depois. Os dois documentos que tratam do assunto têm o mesmo número e são originais. Apenas um estava no inquérito, o outro foi entregue a Turnowski.

“Eles foram batidos na mesma máquina e ambos têm a assinatura do delegado Claudio Ferraz e do inspetor Placidino (Luiz Henrique Placidino). Os documentos serão encaminhados para exame grafotécnico”, disse o chefe de Polícia.

Ferraz admitiu se sentir constrangido ao ver a Draco fechada. “É, sem dúvida, um constrangimento. Sinceramente, não sei ainda o que realmente estão fazendo na delegacia”, afirmou. Ao tomar conhecimento das denúncias, o delegado afirmou que elas são falsas.

Turnowski nega ação de represália

O chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski, negou que a devassa na Draco seja uma represália contra Ferraz, que admitiu ter colaborado nas investigações da Operação Guilhotina. “Dei contribuições à Polícia Federal, sim. A Secretaria de Segurança sabia. Tinha o total conhecimento desse fato. Mas não tenho o que falar. Isso é uma questão do chefe de Polícia. Ele deve ter lá os seus motivos para agir dessa forma”, disse Ferraz.

Turnowski rebateu: “Se fosse represália, teria que ser com a Polícia Federal, que foi quem prendeu os policiais. Essa é a apenas a primeira das delegacias que serão vasculhadas. Eu farei a limpeza”.

Em seguida, afirmou que exoneraria Ferraz se ele ainda fosse subordinado à Polícia Civil. Semana passada, a Draco passou para a esfera da Secretaria de Segurança, e o delegado foi escolhido para coordenar a área de Contra-Inteligência.

Corregedor da Polícia Civil, Gilson Emiliano disse que tem 30 dias para concluir as investigações. De manhã, especulou-se que R$ 50 mil haviam sido apreendidos na gaveta de um agente da Draco, o que foi desmentido pelo corregedor. “Se estivesse na minha gaveta, ficaria muito feliz”, ironizou Ferraz.

A Prefeitura de Rio das Ostras negou envolvimento em propina. Já as de Magé e São Gonçalo só vão se pronunciar após notificadas oficialmente. Em novembro, dossiê com denúncias de extorsões praticadas pela Draco chegou a ser entregue pelo próprio Turnowski ao secretário de Segurança.

’Informações são apenas denúncias’, diz corregedor

A Draco permanece fechada. Na unidade, foram encontrados três revólveres, uma pistola e duas escopetas calibre 12. Dois procedimentos que apuram formação de quadrilha e peculato cometidos por um ex-prefeito de Japeri também foram apreendidos.

Segundo o corregedor da Polícia Civil, Gilson Emiliano, o procedimento estava no cartório com data do último despacho, em setembro de 2009 . “É uma data muito superior à permitida pelo Ministério Público”, disse.
Sobre as supostas extorsões, o corregedor disse que “as informações são apenas denúncias”.

Entre os documentos que teriam sido entregues anonimamente a Allan Turnowski está uma investigação da PF de 2008 sobre suposto envolvimento de agentes da Draco com quadrilha de produtos piratas em São Paulo.

“Há escutas onde os investigados falam que conversariam sobre a ’merenda’”, explicou Turnowski, referindo-se a possível pagamento de propina. O procedimento está sob sigilo.

Fonte: O Dia.


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São Gonçalo - RJ



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