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Economia

Fiat terá fábrica no Nordeste

2434 acessos - 1 comentários

Publicado em 20/12/2010 pelo(a) Wiki Repórter Didymo Borges, Recife - PE



A fábrica da Fiat no Nordeste deverá ocasionar um grande impacto na diversificação industrial da região. O início das obras das instalações indústriais está previsto para o início de 2011, no município do Cabo de Sto. Agostinho, a cerca de 20 km do porto de Suape. - Foto: Fiat
Foi um tanto surpreendente o anúncio oficial do futuro estabelecimento de uma fábrica de carros da Fiat no Nordeste. Embora o assunto estivesse já há tempo sendo tratado pelas autoridades do setor de desenvolvimento do governo de Pernambuco, nenhuma notícia sobre a intenção da montadora italiana foi divulgada dando conta de que ela estava decidida a se instalar no Nordete com uma nova fábrica de montagem de automóveis. Aliás, alguns detalhes do projeto, tais como qual ou quais os modelos a serem fabricados na planta nordestina, ainda não foram divulgados. Também ainda não se sabe da concepção logística da fábrica que ficará nas proximidades do porto de Suape o que permite concluir que a produção seria em grande parte destinada à exportação. O porto nas proximidades da planta oferece condições privilegiadas para exportação para a Europa, Estados Unidos e costa ocidental do continente africano.

Pernambuco vem estruturando um pólo industrial automotivo há muito tempo, mesmo sem que houvesse perspectiva de instalação de uma grande montadora no Estado. Certamente a Fiat será um fator potencializador para o embrionário pólo industrial automotivo pernambucano e nordestino com uma repercussão talvez ainda maior que o proporcionado pela montadora Ford instalada na Bahia. Aqui, como na montadora bahiana, o empreendedor privado será agraciado com significativo aporte de recursos públicos estaduais a partir do terreno e da terraplenagem da área da fábrica.

O grupo Fiat está há seis décadas no Brasil quando instalou uma distribuidora de tratores num galpão no bairro do Brás, na capital paulista, numa região urbana marcada com a presença de imigrantes italianos. Mas o crescimento dos negócios exigiram a mudança em 1954 para instalações maiores nas margens da via Anchieta no município de São Bernardo dos Campos. Cerca de vinte anos após, a Fiat implantou uma unidade de fabricação de tratores em Contagem, nas proximidades de Belo Horizonte. Assim, nos anos 70, a Fiat implantou sua primeira unidade fabril no Brasil com a fabricação de tratores. No fim de 2010 a New Holland, como se denomina a fabricante de tratores do grupo Fiat, termina o ano com mais de quatro mil e quinhentos tratores vendidos na América Latina. Segundo a empresa, o mercado nordestino absorve 20% da produção de tratores da empresa.

A instalação da montadora de veículos, entretanto, representa uma nova fase dos negócios da empresa na região nordestina. A concretização do empreendimento, com o início das obras da instalação da fábrica em 2011, depende dum pronunciamento do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior habilitando a Fiat aos incentivos fiscais do setor automobilístico que foram prorrogados até 2020 através de Medida Provisória. Para usufruir dos benefícios, a montadora italiana precisou adquirir a fábrica de chicotes elétricos da TCA, em Jaboatão dos Guararapes, que estava enquadrada no programa. Este é o principal obstáculo para a coreana Hyundai também se instalar em Pernambuco com vistas ao mercado internacional para a produção de uma unidade fabril nas proximidades do porto de Suape. A empresa pernambucana disponível para aquisição pelos coreanos seria a Baterias Moura mas se considera um investimento muito elevado tendo em vista as dimensões da fabricante de acumuladores elétricos automotivos de Belo Jardim, no agreste pernambucano. Possivelmente, os coreanos chegaram tarde para este empreendimento em Pernambuco, a não ser que as regras governamentais abram uma brecha para a Hyundai se instalar também no Nordeste.

Didymo Borges
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O EFEITO MULTIPLICADOR DA FIAT

Jornal do Commercio - Publicado em 19.12.2010

Montadora que se instalará em Pernambuco vai estimular toda uma cadeia que envolve tecnologia, pesquisa de última geração e incentivos aos mais variados fornecedores

Felipe Lima
[email protected]

A Fiat não chega em Pernambuco sozinha. Trará consigo pelo menos outras 50 empresas. São fábricas de peças e componentes automotivos. Fornecedores de longa data que trabalham sob encomenda e em sintonia afinada com a montadora na cidade de Betim, em Minas Gerais. Eles serão os personagens coadjuvantes da cadeia produtiva automotiva em Pernambuco, já que o papel de destaque é do grupo italiano. Mas quando se analisa o impacto econômico que provocam, ganham mais atenção dos holofotes. Quando estiverem funcionando irão criar milhares de vagas de emprego, formarão a mão de obra, ampliarão a geração de riquezas dentro do Estado e aumentarão a movimentação de cargas (e de receitas) no Porto de Suape.

No próximo dia 28, quando deverá ser lançada a pedra fundamental da fábrica da Fiat, estima-se que cerca de 30 novas empresas sejam anunciadas. Para entender o impacto da chegada desses grupos, a melhor base de comparação é o desempenho do setor em Minas Gerais. Lá, a Fiat possui 88 fornecedores que geram R$ 6 bilhões por ano - 54% do PIB industrial do Estado mineiro. Na área considerada “centro nervoso” do complexo em Betim, passam todos os dias 30 mil pessoas. É um contingente tão alto que exigiu a implantação de serviços típicos de uma cidade: postos bancários (14), refeições (são servidas mais de 20 mil por dia), nove postos de saúde. Para fazê-los funcionar são gerados mais empregos indiretos, não necessariamente ligados a área industrial, e firmados contratos com empresas prestadoras de serviços, que contratam para atender a nova demanda.

Parte dos fornecedores é conhecida como sistemista. Trabalham dentro do parque industrial da montadora. Bem próximos da linha de produção. Isso porque precisam entregar as peças e componentes no momento em que serão utilizados. É o modelo de produção conhecido como “just in time”, ou, em bom português, “em cima da hora”. Os que não atuam nesse modelo fecham contratos com a Fiat, que se encarrega de buscar as encomendas. Trata-se do “milk run” - a corrida do leite - em alusão ao funcionamento da indústria leiteira, onde as fábricas transportam o leite do produtor rural à planta industrial.

Nos dois grupos, nem toda a produção é consumida exclusivamente pela Fiat. Muito é vendido no mercado internacional. Entre janeiro e novembro deste ano, Minas Gerais exportou US$ 973 milhões (R$ 1,65 bilhão) em autopeças. E para fabricarem seus produtos importam mais ainda. No mesmo período, trouxeram um total de US$ 1,29 bilhão (R$ 2,19 bilhões) em insumos de fora do País. Para Pernambuco, que possui o Porto de Suape, essa movimentação internacional representa altos valores de receitas portuárias, que, se bem empregadas pelos administradores públicos, ajudarão a construir a infraestrutura necessária para o Complexo Industrial Portuário receber todos os investimentos previstos e futuros.

“O impacto em uma economia local é muito grande. E o efeito multiplicador da chegada dos fornecedores trará um maior reflexo para Pernambuco que para Minas Gerais que, na época em que esse modelo de produção começou a ser implantado, no final da década de 80, tinha na siderurgia e mineração duas grandes atividades geradoras de riquezas”, comentou o professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Édson Domingues.


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Publicado pelo(a) Wiki Repórter
Didymo Borges
Recife - PE



Comentários
01
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jeferson simoes
caxias do sul,rs 10/01/2012

parabéns,pela reportagem,ficamos felizes com o progresso do nosso país,mesmo com tanta corrupçao,ainda temos pessoas que acreditam nos nossos valores,gerando emprego,renda,e dignidade para nosso povo.


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