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Publicado em 28/02/2012 pelo(a) wiki repórter Júlio Ferreira, Recife-PE
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Economia: euforia não é um bom precedente

894 acessos - 0 comentários

Publicado em 09/06/2010 pelo(a) Wiki Repórter BrasilWiki!, São Paulo - SP



DESTAQUES DOS JORNAIS BRASILEIROS, QUARTA-FEIRA, DIA 9 DE JUNHO DE 2010.

Jornal do Brasil



Rio vai ganhar hospital do crack

Menos de uma semana após o início da campanha do JB contra as drogas, as secretarias estaduais de Segurança Pública e de Saúde anunciaram que o prédio do antigo Hospital São Sebastião, no Caju, hoje desativado, será transformado em centro de referência para tratamento de dependentes do crack, com idades entre 10 e 17 anos. A unidade estadual, ainda sem data para abrir, vai atender até 40 pacientes. (Págs. 1 e Tema do dia A2 e A3)

Cadeirinhas em falta levam a adiamento da fiscalização

Por falta de produtos nas lojas, foi adiada para 1° de setembro a fiscalização sobre o uso de cadeirinhas para crianças de até 7 anos e meio em veículos particulares. O MP quer saber por que táxis e transportes escolares e coletivos não precisam cumprir a medida. (Págs. 1 e País A4)

PIB: festa, mas com cautela

Aumento de 2,7% no trimestre

O governo festeja os dados divulgados pelo IBGE que apontam crescimento do PIB nacional: 2,7% no primeiro trimestre, em comparação com o anterior, e 9% ante mesmo, período de 2009. Mas alguns economistas aleItam: a retirada de estímulos fiscais e o aumento de juros devem desacelerar esta expansão no segundo trimestre. (Págs. 1 e Economia A12)


Pré-história em forma de pinturas

Consideradas patrimônio da humanidade pela Unesco, as cavernas de Altamira, no norte da Espanha, serão reabertas após oito anos. Restrições vão proteger pinturas em rocha feitas há 15 mil anos. (Págs. 1 e Vida, Saúde & Ciência A16)

Hungria lança pacote anticrise

Bola da vez na crise do euro, a Hungria anunciou um pacote de medidas para limitar o déficit público, com a imposição de novas taxas às instituições financeiras e a redução de impostos para pequenas e médias empresas. (Págs. 1 e Economia A13)

O transporte do futuro em debate

Metrô Rio-Niterói, sob a baía, e transporte por balões infláveis são algumas das propostas polêmicas que serão apresentadas, de hoje a sábado, no workshop Rio 2050. A ideia é, realmente, dar asas à imaginação. (Págs. 1 e Cidade A7)

Ficha terá de ser limpa já em 2010

O Tribunal Superior Eleitoral deve se pronunciar amanhã a favor da aplicação da lei da Ficha Limpa já para as eleições de outubro. Esta é a expectativa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e da OAB. (Págs. 1 e País A6)

O Globo



PIB recorde mostra risco de superaquecimento

Expansão foi de 9% no trimestre. Consumo das famílias cede após 6 anos

O investimento e a produção da indústria fizeram o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescer 9% no primeiro trimestre de 2010, na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o país teve o pior desempenho desde o início da crise global. Em relação ao último trimestre de 2009, a expansão foi de 2,7%, segundo o IBGE, o que representa uma taxa anualizada de 11,25%. Tal ritmo de crescimento ocorre após a primeira recessão desde Collor, registrada no ano de 2009 (queda de 0,2% no PIB). Os analistas alertam para o risco de superaquecimento e da falta de poupança interna para financiar a expansão da economia. Outra ameaça é o descontrole das contas externas, pois as importações cresceram 39,5%. O consumo das famílias, que avançava há seis anos e meio, deu sinais de esfriamento. O mercado prevê que o país poderá crescer até 8% em 2010, exigindo mais importações. (Págs. 1 e 27 a 32)

Entre o afunhanhado e o agregado

Dois dos pré-candidatos à Presidência reagiram de maneira bem diferente à divulgação do PIB. Em comum, o linguajar para lá de esquisito. José Serra disse ter ficado "feliz" com a recuperação da economia, mas ressalvou que o "investimento agregado" caiu. E emendou que "o desequilíbrio externo" estava "galopando". Dilma Rousself destacou que crescimento assim só se via na China. Mas, depois, recuou no tempo e lembrou que, em 2003, "o Brasil estava em uma situação periclitante, afunhanhada", expressão regional não dicionarizada que pode ser sinônimo de espremido ou ter um significado chulo. (Págs. 1 e 31)

Foto legenda: Dilma Rousseff, ao lado de Palocci, em visita à Embraer

Foto legenda: José Serra, preso no elevador do Hospital das Clínicas, em SP

Falta de cadeirinha adia lei da cadeirinha

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) adiou ontem a entrada em vigor das novas regras para o transporte de crianças em carros de passeio. O uso de equipamentos como cadeirinhas, que seria obrigatório a partir de hoje, sob pena de multa, só começará a valer em setembro. A mudança ocorreu porque faltam equipamentos suficientes no mercado. (Págs. 1 e 24)

No STF, mais ações contra parlamentares

Nos últimos oito meses, da análise do projeto Ficha Limpa pelo Congresso até sua sanção pelo presidente Lula, cresceu o número de investigações contra parlamentares no Supremo: foram abertos 73 inquéritos e 12 ações penais. (Págs. 1 e 3)

Brasil não quer que ONU vote hoje contra o Irã (Págs. 1 e 36)

Lula prefere Dilma eleita ao hexa da seleção (Págs. 1 e 13)

Viagra: preço cai para consumo subir

Numa reação ao fim da patente do Viagra, que acontece no próximo dia 20, o laboratório Pfizer decidiu reduzir preços em 50% a partir de hoje em todas as farmácias. Além disso, criou embalagem com um comprimido. (Págs. 1 e 33)

Folha de S. Paulo



PIB tem maior alta desde 1996

Puxado por indústria e investimentos, crescimento foi de 9% no 1° trimestre; ritmo chinês, porém, dá sinais de desaceleração

O Produto Interno Bruto, soma dos bens e riquezas que o país produz, subiu 9% de janeiro a março ante igual período de 2009. É a maior alta desde janeiro de 1996, quando o IBGE iniciou esse tipo de comparação.

Mantido esse ritmo, o crescimento superaria 11% neste ano. Dados sobre produção de papelão para embalagens e fabricação de veículos, porém, já indicam desaceleração. Além disso, o primeiro trimestre de 2009 registrou queda de 2,1% no PIB, o que explica o salto.

Os destaques da alta nos três primeiros meses foram a indústria e os investimentos, dois setores que ainda não haviam recuperado todas as suas perdas na crise. A indústria cresceu 4,2%, e os investimentos, 7,4%.

Analistas preveem freada a partir do segundo trimestre, devido ao fim de incentivos fiscais (como o corte no IPI dos carros) e à provável alta dos juros, em reação à pressão inflacionária. Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o crescimento é "sustentável". (Págs. 1 e Mercado)

Antonio Delfim Netto
Taxa de juros e supervalorização do real desafiam setor privado (Págs. 1 e A2)

Vinicius Torres Freire
Para conseguir crescer mais, é preciso desatar nó do emprego (Págs. 1 e B4)

Derrota ’estava no preço’ de aliança em MG, diz Pimentel

Forçado a desistir de disputar o governo de Minas, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) disse em entrevista a Valdo Cruz que sua saída "estava no preço" da aliança com o PMDB. No Estado, os petistas vão apoiar Hélio Costa.

Pimentel disse que não sairá da campanha de Dilma Rousseff, mas deixará seu lado "operacional". Ele negou conhecer o delegado Onézimo Souza, envolvido no caso do dossiê. (Págs. 1 e A4)

Foto legenda: Invasão

Manifestantes na ocupação da reitoria da USP; estudantes e funcionários grevistas arrombaram local em ato contra desconto no salário de dias parados (Págs. 1 e C4)

Para comprar hospital, grupo novo no país alia-se à PUC

O grupo de investimentos WWI (World Wide Investments), desconhecido no país, está por trás do negócio em que a PUC de São Paulo ficaria com parte das antigas instalações do hospital Umberto Primo, na região da avenida Paulista, relata Mario Cesar Carvalho.

Num esboço de contrato, a Previ, dona do imóvel, dispõe-se a vendê-lo ao WWI por R$ 120 milhões. O grupo quer erguer uma torre comercial e um hotel ao lado do prédio tombado pelo patrimônio histórico. (Págs. 1 e C1)

Para Dilma, país pré-Lula estava "funhanhado"

A pré-candidata do PT ao Planalto usou a expressão, que significa
"ferrado", em entrevista a rádio de São José dos Campos. Dilma repetiu o termo, usado antes pelo entrevistador, para criticar o governo FHC. (Págs. 1 e A6)

Cadeirinha para criança só será obrigatória em setembro (Págs. 1 e C5)


Mundo: Brasil rejeita papel moderador se sanções ao Irã forem votadas (Págs. 1 e A12)

Editoriais

Leia "Minas e sapos", sobre o acordo entre PT e PMDB no Estado; e "Ecos de Honduras", acerca da disputa em torno da reintegração do país à OEA. (Págs. 1 e A2)

O Estado de S. Paulo



PIB tem alta recorde de 9% e expõe risco de superaquecimento

Investimento e indústria sustentam ritmo de crescimento no trimestre, que corresponde a 11,2% em um ano

O PIB dos três primeiros meses de 2010 cresceu 2,7%, (11,2% em base anualizada) em relação ao do trimestre imediatamente anterior. Comparado com o índice do mesmo período de 2009, o PIB do primeiro trimestre expandiu-se 9%, o recorde da série iniciada em 1995, segundo o IBGE. ’’Vivemos momento de ouro. O Brasil merecia e precisava disso", comemorou o presidente Lula. Puxado pelos investimentos - com alta de 26% - e pela indústria - que cresceu 14,6% -, o forte desempenho do PIB reforça preocupação de muitos analistas com o superaquecimento econômico, que pressiona a inflação. "É preciso apertar mais a política monetária", diz Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central. Para o economista José Roberto Mendonça de Barros, a política fiscal deveria ter mudado de rumo no fim do ano passado. "Essa superaceleração tem forte ligação como ciclo eleitoral", avalia. Economia (Págs. 1 e B1 e B3 a B7)

Previsões revisadas

As consultarias e bancos revisaram as previsões de expansão PIB de 2010 para cima. As projeções subiram de 6% para até 7,8%, apesar da expectativa de uma desaceleração econômica a partir de agora. (Págs. 1 e Economia B4)


Projeto reduz a 7,5 m área protegida na beira dos rios

Projeto com mudanças no Código Florestal apresentado ontem na Câmara reduz de 30 metros para 7,5 metros a área mínima de preservação ambiental às margens dos rios. Essa é uma das medidas incluídas no pacote, que flexibiliza as regras florestais. Caso o projeto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) vire lei, caberá aos Estados definir quais áreas desmatadas devem ser recuperadas, até mesmo com espécies exóticas. As atuais regras de proteção do meio ambiente têm sido descumpridas pela maioria dos 5,2 milhões dos agricultores do País. (Págs. 1 e Vida A19 e A20)

Grevistas invadem reitoria da USP

Servidores grevistas da USP, alguns mascarados, iniciaram ontem ocupação do prédio da reitoria contra o corte de salários. Na ação, que teve apoio de alunos, foram destruídos um portão, uma porta e uma janela. (Págs. 1 e Vida A16)

Copa 2010: Clã Mandela declara torcida pelo Brasil

Se a África do Sul for eliminada da Copa, o clã Mandela torcerá pelo Brasil, disse Mandla, neto e sucessor de Nelson Mandela, ao enviado especial Jamil Chade.

"Nossa família é apaixonada pelo futebol brasileiro". Ontem, Mandla confirmou que o avô deverá estar na abertura do Mundial, sexta-feira, mas limitará sua participação a 15 minutos para saudar torcedores e jogadores. (Págs. 1 e E1)

Mandla Mandela
"É pena que Ronaldinho Gaúcho não tenha sido convocado. Ele traria um brilho diferente à Copa"

Adiada norma de cadeirinhas

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) adiou de hoje para 1º de setembro a aplicação da norma que torna obrigatório o uso de cadeirinha e outros equipamentos de segurança no transporte de crianças de até 10 anos em veículos. O adiamento se deve à falta dos produtos, principalmente de assentos de elevação (boosters), no mercado. Quem descumprir a norma a partir de setembro estará sujeito a multa de R$ 191,54. (Págs. 1 e Cidades C1)

Viagra ficará até 50% mais barato

A partir de hoje, o preço de cada comprimido do Viagra cairá de R$ 30 para R$ 15. Com a redução, a Pfizer tenta driblar a concorrência dos genéricos contra impotência. (Págs. 1 e Negócios B12)

Chávez amplia o controle da mídia (Págs. 1 e Internacional A12)

ONU vota hoje novas sanções ao Irã (Págs. 1 e Internacional A11)

Notas & Informações: O Brasil em ritmo chinês

A expansão chinesa resulta em aumento da inflação e em desajuste das contas externas. (Págs. 1 e A3)

Correio Braziliense

Brasil cresce a passos de gigante

O impressionante salto de 9% do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre de 2010 é uma combinação de fortíssima produção industrial, aumento de investimentos e consumo em alta. A expansão econômica brasileira no período chega próximo à apresentada pela China, que registrou incríveis 11,9% na comparação com 2009. Especialistas preveem uma acomodação nos próximos meses, mas em índices ainda elevados, e estimam um crescimento anual de até 8%. (Págs. 1 e 12 a 15)

Fantasmas com indicação de Efraim

Secretária do senador Efraim Morais (DEM-PB), Rosemary Ferreira Alves de Matos diz à Polícia Legislativa que o parlamentar conhecia todos os funcionários comissionados nomeados para o gabinete (Págs. 1 e 2)

Irã volta a fazer ameaças

Na véspera da reunião da ONU que pode decidir por sanções a Teerã, Ahmadinejad promete suspender negociações sobre a questão nuclear. (Págs. 1 e 20)

Suspeito no caso da socióloga

O assassinato de Elzamir Silva pode ser elucidado nas próximas horas. Policiais do Distrito Federal e de Luziânia investigam o crime. (Págs. 1 e 26)

Olho gordo na terra brasileira

Empresários estrangeiros são donos de 4,3 milhões de hectares de terrenos no país. A maioria das propriedades está em áreas muito produtivas. (Págs. 1, 8 e 9)

Valor Econômico


Supremo julga ’esqueleto’ que pode custar R$ 10 bilhões

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga hoje um "esqueleto" bilionário
que envolve o pagamento de quintos e décimos aos funcionários públicos comissionados dos Três Poderes relativos aos anos de 1998 a 2001. Se os ministros decidirem contra o mandado de segurança impetrado pela Advocacia-Geral da União, que contesta o pagamento desses benefícios aos servidores do TCU, estarão abrindo a porta para gastos estimados em R$ 10 bilhões: R$ 6 bilhões para os servidores do Executivo e R$ 4 bilhões para os do Legislativo e do Judiciário. "Não temos esse dinheiro", garante o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Em 1990, a Lei nº 8.112 definiu que a cada 12 meses de exercício de função comissionada o servidor teria direito a incorporar ao salário um quinto da respectiva comissão. Em 1995, a Medida Provisória nº 831 extinguiu o benefício. A partir daí, uma sequência de medidas provisórias, umas criando e outras extinguindo o vantagem, deixou o campo aberto para contestações, que agora vão a julgamento. Uma das medidas transformou os quintos em décimos. Só em 2001 é que a MP 2.225-45 resolveu a questão. Transformou os quintos em vantagem pessoal, deixando subentendido que não deveria ser considerada a extinção anterior. Ao julgar o caso, o Supremo também estará definindo como ficam os pagamentos futuros. A ação não envolve só os retroativos, mas também a incorporação do benefício aos salários. (Págs. 1 e A2)

Consumo puxa a economia e PIB cresce 9%

Com forte participação da demanda doméstica - formada pelo consumo das famílias, do governo, investimentos e variação de estoques - o Produto Interno Bruto do primeiro trimestre cresceu 2,7% em relação ao período anterior e 9% frente ao resultado do primeiro trimestre de 2009. A contrapartida desse crescimento foi o aumento significativo das importações, que "subtraiu" 2,8 pontos percentuais da expansão do PIB.

Com esse resultado, mesmo que a economia não cresça entre o segundo e o quarto trimestre, já está assegurada uma alta de 6% do PIB no ano. Se a taxa de crescimento cair dos 2,7% registrados até março para uma média de 1% nos três trimestres restantes, o crescimento chegará a 7,6%. (Págs. 1 e A12)


SP antecipa receitas de concessões

O governo paulista vai vender a investidores os direitos sobre a receita futura com concessões rodoviárias realizadas em 1998. Com a operação, feita por meio de fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC), o Estado receberá agora recursos que, de outra forma, só teria entre 2011 a 2018.

Serão incluídos no fundo R$ 1,1 bilhão em recebíveis das concessionárias Autoban, ViaOeste, Intervias, Centrovias e Autovias. Pela cessão desses direitos, o governo deverá receber R$ 708 milhões. A diferença se deve à remuneração que será paga aos investidores pela antecipação dos recursos. Caberá a esses investidores assumir o risco de inadimplência das concessionárias. (Págs. 1 e C1)

Foto legenda: Voando alto

Um dos poucos aeroportos do país gerido pela iniciativa privada, o de Cabo Frio (RJ) ganha destaque na importação de equipamentos para a indústria do petróleo. A movimentação de cargas já supera a de turistas, diz Francisco Pinto, presidente do conselho da Costa do Sol Aeroportuária. (Págs. 1 e B10)

Capitalizada, Vicunha quer ser maior fabricante de brim

A entrada de R$ 250 milhões do BTG Pactual no capital da Vicunha Têxtil reduziu a alavancagem da empresa, que se prepara para voltar a crescer, inclusive com a compra de companhias menores na América Latina. Mas as mudanças não param aí. Seu presidente, Ricardo Steinbruch, disse ao Valor que pretende buscar outros sócios, como bancos e fundos de investimentos.

Os planos de Steinbruch incluem transformar a empresa na maior fabricante de índigo e brim do mundo - segundo seus cálculos, hoje ela ocupa a terceira posição - e também comercializar mais produtos de terceiros com a marca Vicunha. (Págs. 1 e B9)

Gazin nega venda e continua inaugurando lojas e fábricas

Alvo de comentários de que a companhia que criou há 43 anos entraria no movimento de consolidação do varejo, o empresário Mário Valério Gazin é taxativo: "A Gazin ninguém compra enquanto eu estiver vivo". Ele fatura R$ 1,35 bilhão com as 158 lojas e três fábricas de estofados e colchões em nove Estados e seus planos são de continuar se expandindo com a abertura de mais seis unidades fabris, a próxima na Bahia. Gazin explica que não dá para transportar sofás e colchões para longe. Ele conta que chegou a cortar um pedaço do colchão de um hotel de Nova York para saber como era feito, porque estava descontente com a qualidade de seus produtos. (Págs. 1 e B5)

Invasão de chineses começa a mudar o turismo mundial (Págs. 1 e A9)

Impasse mantém carne industrializada brasileira fora do mercado americano (Págs. 1 e B14)

Noruega suspende perfurações

A Noruega anunciou ontem a suspensão de novas perfurações de petróleo em águas profundas no Mar do Norte até que sejam esclarecidos as causas do desastre com a plataforma da BP no Golfo do México. (Págs. 1 e A9)

TAM amplia a frota

A TAM assinou ontem, em Berlim, memorando de entendimento para a compra de 15 aeronaves da Airbus para renovação e ampliação de sua frota. O valor estimado do acordo é de US$ 2,9 bilhões. (Págs. 1 e B4)

Gestão de energia

A administradora de fundos de "private equity’" DGF Investimentos comprou 20% da APS Soluções em Energia, especializada em projetos de eficiência energética. (Págs. 1 e B4)

Estratégia antigenérico

A multinacional americana Pfizer reduziu pela metade o preço do Viagra no Brasil. O laboratório perderá a patente do medicamento a partir do dia 20. (Págs. 1 e B8)

Reaparelhamento da FAB

A Airbus Military, divisão do grupo europeu aeroespacial EADS, negocia a venda de oito aviões de transporte militar e patrulha marítima para a Força Área Brasileira (FAB). (Págs. 1 e B9)

Acesso à saúde

Preço dos medicamentos é um dos principais obstáculos à universalização da saúde no país. Redução da carga tributária seria uma das soluções, diz Antônio Britto, da Interfarma. (Págs. 1 e Caderno especial)

Exportação de etanol despenca

As vendas brasileiras de etanol deverão cair neste ano ao menor nível desde 2003, para 1,7 bilhão de litros, equivalentes a 20% do total exportado na safra passada. (Págs. 1 e B14)

Ideias

José Luis Oreiro
A restrição ao crescimento da economia brasileira não vem da "barreira inflacionária", mas do front externo. (Págs. 1 e A10)

Ideias

Carlos Lessa
Euforia econômica, que desconhece riscos e não previne erros, ameaça repetir decepção do "Milagre Brasileiro". (Págs. 1 e A11)

Euforia não é um bom precedente

A mídia batizou o final dos anos 1960 e início dos 70 de Milagre Brasileiro. Na ocasião, após uma retomada da construção civil e da produção de veículos automotores e eletrodomésticos, o Brasil parecia que iria dar seu salto final para o centro do mundo. O juro real era baixo; o fluxo de empréstimos do exterior, crescente; o investimento privado, firme e a formação de infraestrutura pelo setor público ativa, planejada e continuada. Nesse cenário, a dívida externa crescia e as reservas internacionais absorviam o excesso de dólares. Nossos bancos contratavam operações no exterior e repassavam no varejo empréstimos com cláusula cambial.

Os países produtores de petróleo elevaram os preços, dando origem ao que se chamou Primeira Crise do Petróleo. Neoenriquecidos, os países produtores, superavitários, acumularam excedentes financeiros que reorganizaram o circuito financeiro internacional e produziram uma elevação do juro internacional e uma momentânea crise de liquidez.

Um ministro do regime autoritário lembrou que o Brasil respondia às crises "sacudindo a poeira e dando a volta por cima" e afirmou: "bendita crise!". O regime autoritário lançou o II PND e afirmou que "no ano 2000, o Brasil seria grande potência".

O restante da história é conhecido: o Brasil seguiu se endividando a taxas de juros crescentes em condições mais duras, mas tocou para frente projetos de infraestrutura, inclusive alguns de prioridade duvidosa. Com a segunda crise do petróleo e, com o México em 1982, o mundo entrou na chamada Crise da Dívida Externa. No Brasil, a inflação acelerou e mergulhamos na mediocridade macroeconômica.

Com os Fernandos, assumimos o neoliberalismo. FHC falou em "acabar com a Era Vargas"; Collor chamou o carro brasileiro de carroça; e os cronistas eliminaram da retórica as palavras como industrialização, desenvolvimento econômico e social, investimento como ampliação de capacidade produtiva e política industrial. Alguém defendeu a "integração competitiva" (como um mergulho sem salvaguardas) na globalização. Houve a desmontagem acelerada do setor público sem, explicitamente, nenhum projeto institucional maduro e aceito pela população.

A Constituição de 1988 foi esquartejada e o país viveu a febre das emendas constitucionais; combinou uma profusão de Medidas Provisórias de um regime parlamentarista com um presidencialismo que tudo justificava em nome da prioritária "luta contra a inflação". Destruímos cadeias industriais, desnacionalizamos a indústria, o comércio e os serviços, atrofiamos o aparelho produtivo estatal, forjamos anéis de interesses particularizados nas "agências de regulação".

Às custas da mediocridade macroeconômica e da insuficiência de geração de renda e emprego, a inflação foi controlada. De paraíso da hidreletricidade, involuímos para uma tarifa energética proibitiva. O Brasil virou exportador de mão de obra: estão no exterior mais de 3 milhões de brasileiros. Chegamos à senilidade econômica sem viver a maturidade civilizatória.

O Brasil enfrentou, de forma razoável, a crise de 2009. O ponto-chave de nossa resistência foi a utilização dos grandes bancos públicos federais que escaparam da privatização. A moderada redução da taxa de juro real, a contínua elevação do poder de compra do salário mínimo e o ensaio ainda vacilante de retomada de alguns projetos de infraestrutura permitiram ao Brasil, em 2010, uma modesta recuperação.

Foi reinstaurada a euforia. Pela mídia, tudo se passa como se o Brasil fosse uma ilha de felicidade no oceano da Crise Mundial. Os EUA não se recuperaram e estão em adiantado estado de indigestão patrimonial e financeira. Na Europa, o euro vacila: Grécia, Portugal, Espanha e, agora, a recém-chegada Hungria prometem um possível jogo de dominó com queda encadeada. A Alemanha coloca as barbas de molho e as agências financeiras internacionais falam de perda de classificação para importantes bancos europeus. A Inglaterra está estagnada e sem perspectivas. Na Ásia, o Japão se arrasta na mediocridade sem, ainda hoje, ter digerido sua precedente bolha imobiliária.

A China é a estrela e, a partir de um Estado forte, de uma soberania nacional intacta, do estrito controle da movimentação financeira e de um pragmatismo político-econômico sem inibições ideológicas, mantém o yuan alinhado com o dólar, pratica um neocolonialismo no Terceiro Mundo e realiza um enorme esforço de investimento público em infraestrutura. Entretanto, mais da metade de sua população permanece no campo. Na cidade, a bicicleta vai sendo abandonada pela lambreta e sindicatos começam a endurecer negociações. Os analistas internacionais começam a ver sombras chinesas reduzindo seu papel de neopolo mundial. Aliás, a enorme riqueza financeira chinesa é apenas uma parcela da enorme dívida do Tesouro Americano.

Os sinais do planeta estão visíveis. Estiveram visíveis na segunda metade dos 70, no apagar do autoritarismo. A euforia foi o prenúncio da estagnação, mas levou a classe média a aprender o slogan "Brasil ame-o ou deixe-o", no fusca pago em prestações, e a cantar "Pra frente, Brasil..". A história pode se repetir, porém como farsa.

A euforia desconhece os riscos e não previne a possibilidade do erro. O Brasil, em 2010, deveria estar construindo salvaguardas a partir do raio de manobra ideológico criado pela crise que atingiu o baixo ventre da globalização e anunciou a falência dos postulados neoliberais. (Carlos Lessa)


Jornal do Commercio

Lei Seca mais dura na Copa (Pág. 1)

Mais prazo para as cadeirinhas (Pág. 1)

Economia do Brasil em ritmo chinês (Pág. 1)

Viagra fica 50% mais barato para enfrentar o seu genérico (Pág. 1)



Fontes: Radiobras e BrasilWiki!


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