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Cotidiano

A alienação com a realidade brasileira

5708 acessos - 10 comentários

Publicado em 31/12/2008 pelo(a) Wiki Repórter Didymo Borges, Recife - PE



A bela Clarice Zeitel Vianna, 25 anos, vencedora do concurso de redação da UNESCO. - Foto: Internet

A redação vencedora do concurso internacional da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação e Cultura) deixa transparecer a alienação dos brasileiros para com a realidade do País. O brasileiro sente e se manifesta contra a realidade cruel, injusta e massacrante do País, mas é incapaz de definir uma luz no fim do túnel, ou seja, é incapaz de apontar uma solução plausível, alcançável. Como denúncia a redação desta jovem brasileira: é perfeita. Ela manifesta inteligentemente o sentimento pessoal de repúdio a uma realidade que sente injusta, deletéria, cruel. Mas será que somos incapazes de apontar uma solução tal como, por exemplo, acabar com a corrupção institucionalizada? E afirma ela na sua vitoriosa redação: "É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!". E aduz: "A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar".

A juventude brasileira, diante da falta de oportunidades na vida, diante do obscuro futuro sem perspectivas de meios de ganhar a vida e de se realizar, de alcançar a liberdade pessoal, parece anestesiada, impotente. Está apenas pensando no concurso público, não para se habilitar a um trabalho como meio de vida, mas em busca de uma sinecura para o resto da vida!! São vícios deste tipo que resultam do contra-senso da concessão da estabilidade ao funcionalismo público, como estabelecido como princípio constitucional.

Realmente, a nossa incapacidade de identificar os problemas reais e definir soluções para eles nos fará transferir para nossos filhos e netos a mãe madrasta vil que nos foi legada pelos nossos ancestrais. A juventude brasileira está sendo alienada e corrompida na escola! Isto, gente da minha geração, é muito preocupante, não se pode ficar inerte diante de tão grave constatação. A juventude brasileira vai para a escola para se enquadrar na cultura corrupto-fasci-corporativista que infelicita a nação. Não existe providência mais urgente, mais crucialmente necessária do que revogar a deletéria corrupção institucionalizada em nosso país.


REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES

Tema: ’Como vencer a pobreza e a desigualdade’

Por Clarice Zeitel Vianna Silva

UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro/RJ



PÁTRIA MADRASTA VIL


Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência... Exagero de escassez... Contraditórios??

Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.

O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.

Há quem diga que ’dos filhos deste solo és mãe gentil.’, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.

Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.

A minha mãe não ’tapa o sol com a peneira’. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome.Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!

A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.

E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.

Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?

Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo.Sem egoísmo. Cada um por todos...

Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído?
Como gente... Ou como bicho?
------------------

Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre ’Como vencer a pobreza e a desigualdade’.


A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da Unesco.



Todos deste(a) repórter

Publicado pelo(a) Wiki Repórter
Didymo Borges
Recife - PE



Comentários
01
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chelão
São Paulo 01/04/2011

A vida é uma constante oscilação. Como no caso de ficar contente ao ler esse texto. Nítidamente de uma pessoa rara, em plena modernidade devastadora de percepções. E logo após ver comentários desprovidos de atenção. Deve ser por isso que existem muitos bipolares nesse mundo. Não sabem lidar com seus sentimentos, dentre tantas coisas que enlouquecem. Que encriminam quem tem ética, bajulam os narcisistas e não dão a devida atenção a quem tenta conscientizar esse povo de mentalidade big brother!


 
02
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aline
belo horizonte 18/10/2010

naum a nada de fantastico nisso, isso e um horror uma merda!!! que nunca acaba , sem noção ,uma idiota qualquer , bestera,,,, a tal R.P DE SÃO PAULO ALI EM CIMA NOS RECADOS e uma louca em achar que a clarissemerda Será que ela não sabe que passamos por DITADURAS longas onde o povo foi proibido ond


 
03
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julia
são luis 18/10/2010

não ví nada de interessante nessa boxxxta de resação, mais sim uma bestera qualquer, se fosse por isso qualquer um podia fazer essa m...


 
04
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Paulo Bruno
Rio de Janeiro 07/08/2009

Não há nada de fantástico na redação dessa estudante, apenas a bela construção do texto. Será que ela não sabe que passamos por DITADURAS longas, onde o povo foi proibido de participar / falar e até mesmo pensar em política? Só poderia dar nisso! Iremos evoluir (já começamos) politicamente.


 
05
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Robson Biene
Enbu Guaçu sp 23/07/2009

A respeito do sra. Zeitel, apenas reitero que pessoas brilhantes como ela fazem parte de uma minoria esclarecida. Infelizmente, o Brasil ainda é dominado por uma mentalidade escrava e adoratória na qual os governantes banqueiros e certas igrejas são eleitos em troca de esmolas sociais. Luz e mais luz para nós.


 
06
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Paloma Malta
Guaíba 02/01/2009

Não adianta escrever palavras profundas e bonitas, o mundo aplaude de braços cruzados!


 
07
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Sérgio dos Santos
Piqute-SP 01/01/2009

Tenho minhas esperanças renovadas ao deparar com a redação dessa jovem, que me leva a concluir que sua geração será de grande valor na busca de uma luz no fim do túnel. As lições são muitas e peço permissão para citar uma: Lições da Fórmula 1, aos adeptos da fórmula cruel: “correndo sozinho, chegando em segundo". O abismo construído pelo racismo, não obstante os números, vem sendo reiteradamente negado pela elite brasileira. Essa conduta da origem ao insofismável, por sua vez, há teorias que beiram as raias do absurdo. Entretanto, hipocrisia tem limite e somente por essa razão, após muitos anos de efetiva ação do movimento negro brasileiro, o tema cota entrou na agenda política. Nesse momento, emerge o descalabro de uma teoria insustentável, destituída de qualquer dado de realidade, patrocinada por seguimento da mesma elite, se declarando contra a cota, quando então, defendem que se aplique um critério de meritocracia. Porém, não dão conta, ou melhor, buscando negar os fatos, ignoram o que se deu concomitantemente ao decreto de abolição. Ou seja, um decreto que não vislumbra qualquer perspectiva quanto ao futuro desse povo, rechaçado quanto a qualquer possibilidade de que pudesse ocupar o espaço destinado à mão-de-obra livre. Decretou também a pena de morte desse povo. A assertiva acima encontra fundamento no fato que passou a imperar a cruel lei do “cada um por si e o diabo que carregue o último”. Desde então, as inúmeras tramas criadas deram origem à insustentável teoria de que “é possível um negro correr sozinho e chegar em segundo”, sem chance de reclamar. A teoria absurda vem sendo aplicada nos mais diversos setores, no mercado de trabalho. O salário do negro é metade do salário de branco, na mesma função. A seleção para o trabalho, valendo-se de código secreto, usado para excluir negros, denunciado pelo movimento negro, implica em ter que ouvir o negro, ainda que tenha sido o melhor entre os selecionados, a cruel sentença: ”INFELIZMENTE O SENHOR FICOU EM SEGUNDO LUGAR”. E não adianta questionar, que não deparou com outro concorrente melhor qualificado. Minha esposa foi vítima desse processo. Por ouro lado, costumamos deparar com a sentença “o importante é competir”. Porém, em se tratando de Brasil, jamais se cogitou a possibilidade de um negro vir a pilotar um carro de Fórmula 1. O que sempre se espera de um negro é que transponha o abismo social imposto e se torne um herói brasileiro, restando, lamentavelmente, ser um atleta, como no caso de Eduardo Santos, privado do necessário para alcançar um nível pleno para competição nas Olimpíadas de Pequim. “Pedir desculpas ao pai e mãe? Entendendo não haver sido competente o suficiente para derrotar seus adversários”. Caro irmão Eduardo, seus adversários não estão em Pequim. Em conclusão, pondo de lado a paixão, não acreditava, a elite esportiva, que um negro submetido à mesma cobrança no que diz respeito a expectativa de resultado, pudesse vir a conquistar um titulo mundial para sua nação, depois do que aconteceu no campeonato passado. Será que repetiria o fiasco? Não, a história deixaria cravadas âncoras valiosas indispensáveis na construção de atitude pró-ativa, em especial da comunidade negra, ou seja: “Negro, quando não faz em um campeonato, faz em outro”; “negro parado é super star, correndo é campeão”. Mas dessa vez resolveu o inglês usar uma outra e valiosa âncora, contrariando a mesma teoria utilizada pela elite brasileira, contra o irmão negro, ou seja, não obstante o fato de pretender que continuemos correndo sozinhos e chegando em segundo, restou definitivo que: O IMPORTANTE NÃO É CHEGAR EM PRIMEIRO, O IMPORTANTE É SER CAMPEÃO”. Falando em âncora, o troféu projetado por Oscar Niemeyer, que faz lembrar exatamente uma âncora, representará, para sempre, valioso símbolo do povo, em especial da comunidade negra. Toda vez que tivermos que lembrar que o primeiro campeonato de Fórmula 1 vencido por um negro acabou no Brasil. Teremos a chance de somar pontos, na certeza de que precisamos aprender com os que sabem usar o barandar, queira ou não, os que torcem contra. (Barandar, s.m. Aparelho para equilibrar pequenas embarcações quando há mar grosso, Aurélio).


 
08
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R.P
São Paulo 31/12/2008

Parabéns, Clarice, parabéns. Se todos tivessem a percepção que você tem, com certeza as coisas seriam melhores para o povo. Não se deixe alienar! Que sirva de exemplo para todos.


 
09
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SPOCK
São paulo 31/12/2008

Esta bela e inteligente advogada Clarice Zeitel pertence, somente, à 20% da nação brasileira cônscia de sua cidadania e que valoriza a correção e a probidade nos poderes públicos. Os 80% restantes da população querem mesmo é Lula, Sarney, Dirceu, Renan, Maluf, Color, Dilma e outros de igual caráter. A alienação do brasileiro se reflete na popularidade de um dos governos mais imorais de nossa história. Como um senador me respondeu por e-mail: " O impeachment não é possível por que o povo não quer" Felizmente há brasileiras como Clarice.


 
10
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inho
Bahia 31/12/2008

Caro Didymo Borges, Recife-PE, fiz uma cópia para apresentar aos meus colegas.


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