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Política

Pena de morte resolve?

2957 acessos - 9 comentários

Publicado em 29/12/2008 pelo(a) Wiki Repórter carlosmota, Vargem Grande Paulista - SP



A pena de morte resolveria todos os problemas de violência registrados pela mídia nacional? E como evitar que inocentes sejam enviados ao banco da morte? Ricos e pobres seriam punidos da mesma forma? Debata conosco esse importante assunto... - Foto: internet
Diante da violência que eclode nos grandes centros urbanos, vozes inflamadas e donas de protestos nem sempre legítimos se levantam em diversos setores da comunidade. Não raro, é possível se ouvir que a cura - ainda que parcial - deste "mal" reside na decisão do País em reduzir a maioridade penal ou, muito pior, na introdução da pena de morte como forma brutal de repressão da criminalidade.

A julgar pelo diálogo ardente em cujas palavras há o poder da hipnose, o que esses "justiceiros de plantão" almejam é a autopromoção, estar estampados nas colunas sociais, promovendo o debate alheio, vazio, que vá de encontro com os anseios dos mais humildes, incapazes de compreender o real sentido de se retirar uma vida ou punir os mais jovens com uma pena tão letal quanto o crime que praticaram. Não se está dizendo, em momento algum, que o menor não deva pagar pelos erros cometidos, mas trancafiado por dezenas de anos atrás das grades, sem receber a reeducação prometida, permitirá que ele um dia retorne à sociedade, diferente de quando entrou?

Antes de propalar "entulhos teóricos", a sociedade deve estudar cada caso com a isenção exigida, preencher as lacunas históricas desses filhotes do crime com os motivos que os levaram a abandonar o seio familiar para provar o "mel" nada aprazível da bandidagem. Acredita mesmo, você que está lendo este texto, que alguém estaria disposto a se afastar da luz para cair nas trevas, sem que isso lhe trouxesse algum benefício? Levar bala a troco de nada? A não ser que fosse louco, ou filho do Fernandinho Beira-Mar.

Age certo o governo ao impedir tal desatino, porque a raiz do crime está dentro do lar, quando falta a comida no prato, quando a luz é cortada por falta de pagamento e todos são obrigados a fazer um "gato" para tomar banho quente. Claro que há exceções, sempre existe um ou outro que se apaixona pelo caminho tortuoso, mas é a minoria. Não podemos julgar uma população inteira por causa de alguns. Por mais indignada que esteja com os bárbaros assassinatos, por vezes, manchetes dos periódicos nacionais (leia-se João Hélio Fernandes Vieites, o garoto de 6 anos que foi morto no Rio, após ser arrastado por quase um quilômetro, preso ao cinto de segurança), a sociedade não deve se pautar apenas pela emoção; cabe à luz da razão, a condução dessa discussão.

E se a lei da maioridade penal for aprovada e o problema não resolvido? Logo aparecerão outros pedindo a redução para 14, 12, 10 anos... Daqui a alguns anos, até o feto poderá ser responsabilizado por sua inocência natural! O problema não está na idade, mas na elucidação dos problemas sociais, algo elementar na cultura brasileira e tratado com desdém pelas autoridades constituídas.

E quanto à pena de morte? Seria uma oportunidade única de se praticar a "justiça com as próprias mãos", tão almejada pela população?Talvez seja, mas com ela novos problemas surgirão... O que será das pessoas presas inocentemente? O Estado poderá libertá-las a tempo, antes de serem executadas de forma desumana, em nome de uma justiça tão cruel e injusta? Como este mesmo Estado indenizará as famílias dos inocentes mortos? Apenas com "dinheiro", o vil papel que corre o mundo, comprando tudo e todos? A vida como objeto de escambo?

Sabe-se que muitas pessoas não dão importância à liberdade, vão presas mais de três vezes e ainda insistem no erro. Mas isso seria motivo para que a pena de morte fosse utilizada em massa?

Os Estados Unidos, por exemplo, adotaram a pena de morte, nem assim acabaram com a violência. Foram 85 executados no ano passado e há mais de 142 aguardando sentença favorável no corredor da morte. E os números da violência, pelo menos nos principais Estados da Federação, estão em via ascendente, o que representa, em tese, a fragilidade da proposta levantada pelos moralistas de plantão, que defendem a Pena de Morte como o único instrumento capaz de devolver a paz aos seios das sociedades dominadas pelo banditismo.

Acabar com a violência é uma tarefa difícil, porque não depende da pena de morte e sim da conscientização de cada um... Ninguém é contra a extensão das penas - hoje limitadas a trinta anos de reclusão - àqueles que cometerem crimes graves, agora, tirar a vida de alguém, ainda que este tenha praticado um genocídio, não é função do Estado; se o fizer, estará sendo tão criminoso quanto ao réu a que condenou à morte...

Antes de diminuir a maioridade penal ou implantar a pena de morte, a sociedade deve passar por um exame de consciência, estudar os prós e os contras das respectivas propostas, distante da emoção, do desespero e do desabafo sensacionalista do mundo-cão, afinal, uma decisão arbitrária trará conseqüências ainda mais graves, a ponto das feridas sociais implodirem guerras de toda natureza, assim como já acontece em diversas partes do mundo...


Todos deste(a) repórter

Publicado pelo(a) Wiki Repórter
carlosmota
Vargem Grande Paulista - SP



Comentários
01
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CARLOS DOS SANTOS
ITAPETININGA 07/04/2010

O Brasil teria que ter penas mais duras para os infratores. Trinta anos é pouco. No mínimo cinquenta anos, sem redução de pena.


 
02
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INHO
BAHIA 31/12/2008

Na Bahia, a bandidagem arrasou na porrada com um casal de franceses (fratura no maxilar, afundamento no crânio, vários cortes na face hematomas). Mais uma vez os maus brasileiros expulsam os turistas que ainda insistem em visitar as belíssimas praias do Brasil – e que gostariam de conhecer, também, a Cidade Maravilhosa. Disso nós podemos concluir que o governo do Brasil perdeu a força contra o crime ou não quer mais a presença de turistas aqui. Dizem que os portos brasileiros são considerados de bandeira vermelha para o turismo (não devem fazer turismo no Brasil). Enquanto isso, outros países, mais inteligentes, fazem um esforço além do normal para atrair a indústria não poluente (indústria do turismo). Fala-se como o brasileiro é "bobinho", confirmando o dito nos meios políticos. A pergunta é a seguinte: devemos endeusar o criminoso ou punir com o rigor da dura lei? Se um menor for para a Inglaterra esculhambar com a lei, você verá como eles agem à luz da dura lei, fazendo justiça imediata.No Brasil, hoje, existem mais de 200 famílias chorando pela perda de seus entes queridos, por conta da pena de morte implantada no meio de nosso irmãos. Somos todos brasileiros. Até quando vamos chorar pela morte de tantos brasileiros? Cada fim de semana ultrapassa o marco de 300 mortes provocadas por armas brancas e armas de fogo.


 
03
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Duran
Recife 30/12/2008

Esse repórter que escreveu esse artigo é ridículo, deveria ser imparcial pra que nós (leitores) fizéssemos o debate. A PENA DE MORTE JÁ EXISTE NO BRASIL, TODOS OS DIAS. ESSES ASSALTANTES ASSASSINOS NOS MATAM SEM MOTIVO NENHUM. O autor do artigo diz que se aplicássemos a pena de morte estaríamos nos igualando aos bandidos. Se for assim, não poderia haver cadeia, pois estaríamos nos igualando àqueles seqüestradores que cometem cárcere privado.


 
04
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nois é nois
nois--atentos as injustiças!! 30/12/2008

Pena de morte resolve?? Claro que não, punição adequada a cada crime praticado sim, aí resolve 70% do homicídios, infanticídios e mais um punhado de crimes "comuns". Segundo consta, existem advogados de plantão em portas de delegacias angariando "clientes poderosos". Onde está o erro?? Sem nenhuma sombra de dúvidas, na "justiça" temos visto pela mídia trabalho incessante de polícias de todas áreas: federal, estadual, municipal, tentando pegar criminosos de grande poder aquisitivo. No entando, jamais logram êxito em seus propósitos. Por que?? São tantos por ques. Porque o cara é amigo do deputado fulano de tal, porque o cara é o próprio deputado... Aí fica dificil, ou quase impossível aplicar penas na forma da "lei". Por essas e outras, pena de morte, jamais!! Como dizem, educação vem de berço, exemplo vem de cima!!


 
05
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MÃEDEDOLFO
SÃO PAULO 30/12/2008

Como diz o homem do baú (na revista que tenho), numa entrevista que deu: "nos EUA mata-se um e parece que matou dezesseis". Sob essa ótica, a aplicação da pena capital mostra-se plausível, mas não é, do ponto-de-vista da pessoa e família envolvida e muito menos de Deus. Ex: há casos em que o pai, os filhos e a mãe votaram a favor da instalação da pena de morte, que se concretizou. Logo após, alguém desta família foi vítima. Todo mundo chorou, arrependeu, pediu clemência e nada adiantou. Era tarde demais. Assim sendo, concluo há muito tempo que o mais sensato é ter prisão perpétua com revisão (por um conjunto representante do estado, sociedade, psiquiatras...) de no mínimo dez anos pra ver se há possibilidade de regeneração.


 
06
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inho
Bahia 29/12/2008

No Brasil existe a pena de morte praticada pelo criminoso. Nas guerras no Oriente Médio o índice de mortalidade é inferior ao índice de mortes que acontecem no Brasil, quase todas são originadas pelo confronto de criminosos contra criminosos, e punição de inocentes que não aceitam a ordem do criminoso quando ele "ordena" que entregue o celular e o honesto não atende a "ordem", ele atira e mata o inocente. Isto é pena de morte com julgamento rapidíssimo (ás vezes em alguns segundos). Eles julgam e matam o inocente pelo fato de não ter cumprido a ordem de entregar o celular. A pena de morte nesta situação é feita no Brasil e ninguém faz nada para conter os julgadores nem os executores. Dizem que na Europa existe área controlada para o uso de drogas. Com um "se não", o drogado não pode incomodar ninguém. Imagine se ele atacar alguém, ou mesmo ameaçar de morte. A polícia é acionada e ele não voltará mais para o meio social (poderá ir para um hospital psiquiatrico fechado ou penitenciaria). Lá existe respeito pela autoridade policial. E aqui no Brasil, como é respeitada a Polícia? A policia de lá não precisa de armas ostensivas pois o infrator respeitar a autoridade policial. Quando eu vim do interior da Bahia para Salvador, encontrei a figura do Guarda Noturno, que não usava armas, mas a população respeitava ele, e o povo obedecia pelo fato dele ser uma autoridade. Quais as razões de nós termos perdido esta cultura de respeito a autoridade.


 
07
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inho
Bahia 29/12/2008

Uma criança de 12 anos roubou doze vezes um automóvel (e dirigia o automóvel) e foi presa também doze vezes, e solta doze vezes. Pergunto onde está o erro? Alguns diriam que a criança não nasce com o instinto de roubo, alguém está estimulando a criança a roubar. Outros diriam que é o pai e a mãe que estão ensinando a criança a sair e roubar. Outros dirão que é a falta de punição severa para quem comete um delito, a certeza da impunidade. Outros poderão dizer que é tudo isto reunido em uma só ação. Punição severa pelo Estado, educação severa por parte dos pais (inclusive responsabilizando os pais pelos erros dos menores que o Estado não pode punir devido a idade), educação de qualidade nas Escolas e a mídia acabar com o endeusameto do erro. Qual destas ações estarão certas? A única coisa que eu tenho certeza é que o errado não está certo. No Brasil estão premiando o errado e punindo o certo. Fala-se que os criminosos dizem "eles me prendem e rapidamente eu estarei solto para matar / roubar"... outra vez.


 
08
Reporte abuso
SPOCK
São paulo 29/12/2008

Os Direitos Humanos no Brasil, instituídos pela esquerda burra e pelos padrecos vermelhos, foram distorcidos em sua essência. A Comissão dos Direitos Humanos no Brasil, cujos líderes têm cunho ideológico marxista, tem como objetivo primário (porém oculto) a instabilidade social do país. Suas atividades consistem em apurar e investigar confrontos armados entre policiais e civis, cujos últimos tenham sidos baleados ou mortos. Esta Comissão tem o hábito de desprezar hipocritamente os direitos humanos de vítimas, de soldados e de induzir a sociedade a acreditar que a causa primeira da violência e da criminalidade é o sistema capitalista.


 
09
Reporte abuso
SPOCK
São paulo 29/12/2008

Parto do princípio de que tudo que é bom serve para todos - e tudo que é ruim não serve para ninguém. Portanto, os Direitos Humanos devem ser aplicados a todos, inclusive aos delinqüentes. E Direitos Humanos também possuem elementos de Justiça. Reclusão e punibilidades precisam de um revestimento em que se impliquem dignidade ao infrator. Trabalhos no campo e em atividades sociais seriam uma alternativa. Aos irrecuperáveis, trabalhos em ambiente recluso.


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