Atualizado 19h32 Sábado, 25 de outubro de 2014   |   Política de privacidade   |   Anuncie   |   Quem somos   |  
Logo JBWiki Logo JB Publicar Conteudo


O JBWiki! é um jornal online participativo, quem escreve é você!

Como funciona
1 Se você já tem cadastro, sua matéria é publicada na hora em pendentes
Cadastre-se
2 Se você não tem cadastro e quer enviar uma matéria, ela só é publicada depois de aprovação
Enviar matéria sem cadastro

Posts com vídeos

Tatuagem (Chico Buarque)
Publicado em 28/02/2012 pelo(a) wiki repórter Júlio Ferreira, Recife-PE
Guantanamera (Los Sabandeños)
Publicado em 28/02/2012 pelo(a) wiki repórter Júlio Ferreira, Recife-PE
O Artista (Trailer Legendado)
Publicado em 28/02/2012 pelo(a) wiki repórter Júlio Ferreira, Recife-PE
Economia

Quem é o dono da empresa?

5443 acessos - 3 comentários

Publicado em 26/08/2008 pelo(a) Wiki Repórter Silvia, São Paulo - SP



Por Jimmy Cygler*


Por que tantos empresários da atualidade resistem em admitir que as coisas mudaram e ainda insistem em acreditar que são os "donos" exclusivos de suas empresas? Quando os meios produtivos eram terra e capital, como até algumas décadas atrás, fazia sentido o proprietário da empresa ser também o dono dos meios de produção. A relação capital-trabalho era nítida. O poder de quem detinha a posse das terras produtivas, em comparação aos peões que trabalhavam na lavoura, era simplesmente infinito.



Mas, alguém consegue responder quem é hoje o dono dos meios de produção em um banco? Em uma consultoria? Em uma universidade? Até em exemplos simples, como nos salões de beleza, podemos observar que as boas cabeleireiras recebem metade da receita bruta, sem colocar um centavo no negócio, pois elas levam sua clientela para onde forem. Elas são o meio de produção. Elas detêm o conhecimento. Na prática, elas são a empresa.



Os capitalistas possuem os equipamentos usados por sua força de trabalho, mas será que eles podem possuir o conhecimento usado pelos trabalhadores? E, de outro lado, que parte do seu conhecimento os funcionários podem levar consigo quando mudam de empresa?


As relações agora são outras, bem mais complexas. Cresceu sobre maneira a importância do "trabalhador do conhecimento", mas o papel do empreendedor continua sendo fundamental, conforme diria Peter Drucker, filósofo, economista e considerado o pai da gestão moderna. Talvez até mais do que antes. A economia de um país é movida pelo nível de empreendedorismo interno que ela tem, sem sombra de dúvida.


Continentes inteiros ficaram para trás, porque sua camada de empreendedores é menos desenvolvida, como aconteceu com a Europa. Apesar de poupar e investir muito e de ter um bom nível educacional e uma forte base tecnológica, ela não lidera em nenhum dos novos setores do conhecimento intensivo no século XXI. No velho continente habitam quase um bilhão de pessoas com a melhor infra-estrutura e educação do planeta. É um dos continentes mais ricos em capital humano. Por que, então, é tão lenta na geração de riqueza?


Em sua regra número seis, no livro "A construção da riqueza", Lester Thurow diz: "Não há substituição para os agentes de mudanças empreendedores. Os empreendedores que vencem o jogo tornam-se ricos e poderosos, mas sem empreendedores as economias tornam-se pobres e fracas. O que é velho não sai. O que é novo não entra".


Só que quando falamos de "empreendedor", naturalmente pensamos no "empresário" - aquele que inicia uma empresa, um empreendimento. Só que o empreendedor não consegue fazer, sozinho, uma empresa acontecer. Ele precisa dos empreendedores internos, os tais de "intrapeneurs", para trabalharem em conjunto. Com isso fica evidente que a questão da propriedade da empresa se torna cada vez mais complexa.



Ao mesmo tempo, aproximadamente 75% dos trabalhadores, conforme dados do governo americano, estão na área de serviços. Contando que a grande parte dos trabalhadores do "colarinho azul" também estão em serviços como finanças, administração, marketing e vendas, etc., chegamos à conclusão de que mais de 90% do total da força de trabalho americana está em serviços. E serviços significam, cada vez mais, trabalhadores do conhecimento.



Outra tendência, detectada por Michael Porter (economista, professor da Harvard Business School e autor de livros na área de estratégias de competitividade), reforça a importância do trabalhador do conhecimento: "Há uma expansão inequívoca do conteúdo da informação nos produtos". Na medida em que a informação fica mais rica e complexa, mais a empresa depende do talento de comunicação e de atendimento de seus profissionais.


O famoso downsizing reduziu drasticamente o número de pessoas em muitas empresas, aumentando, na mesma proporção, a dependência dos remanescentes. Quando Percy Barnevik, presidente da Asea, comandou a fusão com a BBC da qual nasceu a gigante ABB, em 1987, ele reduziu o quadro de pessoas no QG em Zurich das fusionadas, que tinham, respectivamente 4000 e 2000 pessoas, para... 140! Imagine a carga, a competência e a importância dos três em cada 100 que ficaram...


Porém, o que acontece com os outros 97%? Aí entramos na famosa "empregabilidade". Veja o que pensa Denizarth Borelli, paulistano de 22 anos:
"O emprego fixo não se enquadra em meu perfil. A segurança está somente na oportunidade que surge quando um cliente tem uma necessidade e considera utilizar os serviços que domino ... Se fosse um funcionário, jamais teria aproveitado essas chances. Para o futuro, tenho como objetivo realizar negócios cada vez mais lucrativos para minha empresa..."



Também não podemos ignorar que "todo o crescimento virá de serviços intelectuais", conforme Brian Quinn (professor honorário de economia da Universidade de Glasgow) . É dele, também, a reflexão que "não executar os serviços com a qualidade dos melhores da categoria é abrir mão de poder competir".


As empresas são órgãos vivos, como alega Arie de Geus, ex-diretor de planejamento da Shell e autor do livro "A Empresa Viva". Em um órgão vivo, todos os membros são importantes. O órgão vivo funciona como um sistema e não como partes isoladas. A empresa moderna é a mesma coisa. Ela não existe sem o empreendedor, mas ela não sobrevive também sem as pessoas que a compõem.



Este é o equilíbrio no qual precisamos refletir. Qual o peso relativo do empreendedor, do intrapeneur e do trabalhador do conhecimento? Então quem é ou são o(s) dono(s) da empresa hoje?


* Jimmy Cygler é CEO e Charman da Resolve! Enterprise Services, conselheiro da Proxis, Professor de MBA da ESPM e autor do livro Quem Mexeu na Minha Vida, editado pela Elsevier. diretoria@proxis.com.br




Todos deste(a) repórter

Publicado pelo(a) Wiki Repórter
Silvia
São Paulo - SP



Comentários
01
Reporte abuso
danielson luiz norato
paranaguá 19/08/2011

SIMPLES!!!!! é só crer em deus e em jesus , dar creditos a eles e pronto !!! as coisas começam a mudar como um milagre. a nação do BRASIL tem que crer em deus criador. dai sim!! AS COISAS VÃO MELHORAR , E O BRASIL SE TORNARA O PAIS MAIS PODEROSO DO PLANETA, AHH MAIS UMA COISINHA o brasil hoje é alguma coisa não por causa de presidentes, ministros ,deputados e etc...... mais sim por causa dos cristão aki no pais que oram de dia e de noite pelo povo. FLW!! salmos: 33-12.


 
02
Reporte abuso
SUELY BARBOSA
SÃO PAULO 03/03/2011

PELO TEXTO, NOTA-SE QUE EVOLUI A CADA ANO, A INTERPRETAÇÃO DE QUEM É O DONO DA EMPRESA, ASSIM NUMA ATIVIDADE NO CAMPO, O EMPREENDEDOR SE DESPONTA COMO O PRINCIPAL NA ATIVIDADE, E OS TRABALHADORES OCUPAM PARTE ÍNFIMA NA ATIVIDADE.
POR OUTRO LADO, COM A EVOLUÇÃO DAS ATI VIDADES, AS EMPRESAS MODERNAS, CADA ATIVIDADE EXERCIDA PELOS FUNCIONÁRIOS, NÃO ENGLOBA A ATIVIDADE TOTAL DA EMPRESA, O CONJUNTO DELES TOTALIZAM AS ATIVIDADES, O EMPREENDEDOR É O PRINCIPAL , MAS NÃO EXISTIRÁ A EMPRESA SEM ELES.


 
03
Reporte abuso
Luis Carlos
Brejo Santo 29/08/2008

Silvia, extremamente importante a sua colocação. Como de costume, tudo que acontece no nosso país é diferente. O que dizer de um sistema público e sua política de intervenção na iniciativa privada, cuja ação inibe de forma contudente o papel do empreendedor? Essa questão é muito grave tendo em vista que o incentivo à produção é tolhido no seu berço mais terno. Além disso, o nosso empreendedor, um dos mais ativos e capazes do mundo é tratado como seu o seu papel ainda permanecesse na retaguarda do chefe, o grande malfeitor do conjunto dos esforços privados e produtivos do nosso sistema empresarial.


Faça seu comentário - nome e cidade são obrigatórios
 caracteres restantes
Digite o código para validar o formulario

Trocar imagem
Quero ser inserido sempre que este autor inserir um novo post
Quero ser inserido sempre que um comentários for inserido neste post

Se você é um wiki repórter, faça o login e seu comentário será postado imediatamente.
Caso não seja, seu post entrará na lista de moderação de BrasilWiki!
Use a área de comentários de forma responsável.
BrasilWiki! faz o registro do IP (número gerado pelo computador de acesso à internet) de usuários para se proteger de eventuais abusos.
Ao selecionar acompanhar comentários do post ou post do autor, é obrigatório o preenchimento do campo email e não é necessário fazer o comentário.


©1995 - 2014. Brasil Mídia Digital

jb.com.br