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Cotidiano

O ciclo de vida do HIV

9084 acessos - 2 comentários

Publicado em 12/08/2008 pelo(a) Wiki Repórter Claudius, São Paulo - SP



Tenho notado diversas correntes de pensamento que apontam para direções extremamente perigosas. Uma delas diz que a aids é uma doença crônica, mas NÂO É. Existem correntes sociais e jurídicas, aqui e no mundo, que por qualquer coisa colocam um portador de HIV na cadeia por tentativa de homicídio (mesmo tendo usado a camisinha), ou agressão com arma letal (meu pênis ou saliva)

A primeira corrente é, obviamente, uma corrente alienada e irreponsável, que não sabe o que diz, posto que não sabe buscar informação em local confiável.

A segunda é um pouco mais pegajosa e, não querendo usar a camisinha, quer instalar guetos onde nós, pessoas com HIV/AIDS, vivamos entre nós, posto que somos "farinha do mesmo saco".

Isso só tem comparativo no Vale dos Leprosos ao tempo de Jesus Cristo e nos extintos leprosários desta cidade, São Paulo.
 

Com esta empreitada, 25 textos em 25 dias, pretendo mostrar aos primeiros que, admitindo-se que a aids é uma doença crônica - não é -, ela traz um bom número de problemas e problemas devem ser evitados a todo o custo.


E a segunda, que temos problemas demais para, além de tudo, sermos perseguidos, na aurora do século XXI, por conta de um vírion. Um vírion que desconhece tratados morais e é bem pouco seletivo na hora de unir-se a um hospedeiro. Qualquer um pode contrair aids, inclusive a sua esposa, sua mãe, suas filhas e filhos. Por favor, parem com isso.


Ciclo de vida do HIV


Tradução Ana Paula Veloso Dias


Informativo 44 - Revisto janeiro 2004


O HIV é um vírus. Os vírus são germes microscópicos que, devido a sua incapacidade de auto-reprodução (replicação), precisam infectar uma célula que servirá como hospedeira para a produção de novos vírus.


Fora da célula, o HIV é conhecido como virion e é circundado por um envelope protetor, o qual circunda também uma determinada quantidade de proteínas virais e algum material genético, um "plano" contendo toda a informação necessária para a criação de novos vírus.



Os vírus podem ser divididos em duas classes: aqueles cujo material genético consiste de DNA, e aqueles cujo material genético consiste de RNA, como o HIV. Os vírus de RNA são chamados retrovírus e o seu processo de reprodução é um pouco mais complexo que o dos vírus compostos de DNA.



Fusão


Freqüentemente, os vírus tendem a infectar determinadas células nos hospedeiros humanos, animais e vegetais. O HIV infecta, principalmente, as células contendo a molécula CD4 em suas superfícies. A CD4 é encontrada em células imunológicas, principalmente nas T-auxiliares que são responsáveis pelo funcionamento do sistema imunológico, e, também, nos macrófagos, células que percorrem o organismo combatendo bactérias e outros germes.


Para penetrar nas células, o HIV une-se ao receptor da CD4 através da molécula gp120 que é encontrada em sua superfície. Uma vez unido à CD4, o HIV ativa outras proteínas na superfície da célula humana, conhecidas como CCR5 e CXCR4, completando assim a fusão.



São chamados inibidores de fusão os medicamentos anti-HIV que atacam o vírus nesse estágio do seu ciclo de vida. O inibidor T-20 (enfuvirtude, Fuzeon), combinado com outros anti-retrovirais, mostrou resultados positivos em experimentos, pois para bloquear o HIV, o T-20 une-se ao vírus, enquanto que outros inibidores de fusão talvez unam-se às proteínas CCR5 ou CXCR4.



Transcrição reversa


Uma vez ocorrida a fusão, a parte interior do vírus, composta pelo RNA e algumas enzimas importantes, é absorvida pela célula humana. Em seguida, a enzima viral denominada transcriptase reversa decodifica o material genético do HIV, ou seja, o RNA para DNA.


Três classes de medicamentos anti-HIV atacam o vírus nesse estágio: os análogos de nucleosídeo (AZT/zidovudina, ddI/didanosina, 3TC/lamivudina, d4T/lamivudina, ddC/zalcibatina e abacavir); os inibidores não-nucleosídeos da transcriptase reversa (efavirenz, neviparina, delavirdina); e os análogos de nucleotídeo (tenofovir).



Integração


O DNA viral, recém-formado, integra-se ao DNA da célula hospedeira humana através da enzima viral chamada integrase, permitindo assim que o HIV "reprograme" a célula humana para criar mais vírus. Ainda em fase inicial de desenvolvimento, os inibidores de integrase retardam esse estágio do ciclo de vida do HIV.


Transcrição


Nesse estágio, as duas variações do DNA dividem-se, formando uma nova variação do RNA viral, conhecido como RNA mensageiro.


Decodificação


Em seguida, os blocos de construção das proteínas que formarão a nova partícula do HIV agrupam-se dentro da célula humana, organizando-se a partir da decodificação das informações contidas no RNA mensageiro.


Formação Viral


A enzima viral chamada protease corta os blocos de construção das proteínas em partes menores, formando a estrutura da nova partícula do HIV que inclui todas as enzimas e proteínas necessárias para a repetição do processo reprodutivo. Na seqüência, a nova partícula viral desenvolve-se na célula humana e entra na corrente sanguínea, podendo assim infectar outras células. Estima-se que aproximadamente 10,3 bilhões de novos virions são formados diariamente em pessoas que não usam o HAART (terapia anti-retroviral altamente potente).

Os inibidores de protease (indinavir, ritonavir, saquinavir, nelfinavir, amprenavir, lopinavir, atazanavir, tripanavir) atacam esse estágio do ciclo de vida do HIV.


Fontes
AIDSMap

Soropositivo.org

Memórias de um Homem da Noite



 



Todos deste(a) repórter

Publicado pelo(a) Wiki Repórter
Claudius
São Paulo - SP



Comentários
01
Reporte abuso
Claudius
São Paulo 14/08/2008

Não, não é uma doença crônica. É uma doença progressiva e degenerativa que pode ser relativamente controlada. Ficar conformado já é opção sua. Milhares de pessoas vivem o que você vive. Milhões, e a imensa maioria opta por viver cada momento como se fosse o último e cada dia como se não houvesse amanhã. De todas as formas, nascemos marcados para morrer, é a única certeza que temos: Um dia, morreremos. Fazer da vida com HIV um drama é opção pessoal.


 
02
Reporte abuso
Mateus Henrique
Blumenau 13/08/2008

Se a Sids não é uma doença crônica, então que tipo de doenças ela é? Devo ficar absolutamente conformado de que aos poucos vou definhar, mesmo que isso demore 20 anos, e ainda me entupindo de remédios?


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