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POLÍTICA
acessos Valorização do professor: só discursoPublicado em 06/08/2008 pelo(a) wiki repórter olimor, Brasília-DF
A governadora Yeda Crusius visita escola no RS para fingir que apóia a educação. Mas na hora de aumentar salário dos professores... - Foto: divulgação, Governo RS O cinismo na política brasileira chegou a níveis insuportáveis. A gente acha que já viu tudo, mas nossos políticos não se cansam de nos preparar surpresas.
Não há político que não faça da educação sua bandeira. Da boca para fora, todos eles elegem a educação como prioridade, todos querem construir escolas, valorizar o professor, blablabla... Só discurso. Na hora em que o discurso ameaça se tornar realidade, a coisa pega. Lula mandou para o Congresso projeto de lei que fixa um piso nacional para o salário dos professores, 850 reais, ainda uma quantia ridícula, mas ainda assim muito superior ao que Estados e municípios pagam a seus docentes. O que fazem, então, os governadores? Apóiam? Não, sacam de uma gaveta um exemplar esquecido e empoeirado da Lei de Responsabilidade Fiscal e começam a chorar sobre ele. O piso nacional, alegam, vai quebrar os Estados, não há condições de pagar, sem atropelar a LRF. Ora, com exceção de Minas Gerais, nenhum Estado tem suas finanças em ordem, como exige a LRF, por conta de obras e serviços superfaturados e do inchamento da máquina pública com a contratação de parentes e protegidos políticos. Mas o caos só se apresenta para eles quando se fala em aumentar o salário de professores. A primeira a se mexer foi a governadora gaúcha Yeda Crusius. Voou para Brasília para distribuir panfletos e cabalar votos no Congresso contra a lei. Logo ela, enrolada com os contratos superfaturados do DETRAN gaúcho, que pagava mais do que o necessário pelo serviço de emissão de habilitações para dirigir, só para que sobrasse algum dinheirinho para o bolso de políticos, inclusive, suspeita-se, do bolso (ou da bolsa) de Yeda. Com todos os governadores contra, o piso nacional corre sério risco de ser rejeitado no Congresso. Azar dos professores. Azar maior do Brasil. E preparem seus ouvidos para mais discursos a favor da educação. Em tempo: na Coréia do Sul, nenhum funcionário público, seja deputado, juiz, presidente da República, pode ganhar mais do que um professor. Por isso, a Coréia é um dos tigres asiáticos, grupo seleto de países que domina a alta tecnologia e inunda o mundo com seus produtos. COMENTÁRIOS 07/08/2008 - LU - Brasilia 07/08/2008 - nois é nois - nois Se você é um wiki repórter, faça o login e seu comentário será postado imediatamente. COMENTAR - nome e cidade são obrigatórios
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RECADOS DO EDITOR Oportunismo"Collor é um Ciro que deu certo, e o resultado é esse mesmo... oportunismo político". Do wiki repórter Johan, de Fortaleza, sobre Jingle da campanha de Collor: seria cômico se não fosse trágico, publicada por Júlio Ferreira, do Recife. Estado de espírito "Carioca ama o Brasil, seja no frio ou no inverno. Acredite no que digo. Carioca é estado de espírito. Carioca é politizado e hospitaleiro na acepção do termo. Educado, inteligente, assim como você. Vai por mim, carioca, assim como todo brasileiro (não politiqueiro)". Do wiki repórter josemir(aolongo...), de Volta Redonda, sobre Não parece o Brasil, cara-pálida?, publicada por luferom, de Brasília. Prostitutas do fisiologismo "O velho Arraes deve estar se remoendo no túmulo em saber que seu neto não passa de um subalterno do PT. Deu descarga no PSB. Espero que tenha valido a pena, ou será que foi apenas para comer as sobras do banquete das grandes prostitutas que vivem de fisiologismo (PT e PMDB)?" Do leitor John Castle, de São Paulo, sobre Ciro Gomes pode desestabilizar polarização Serra-Dilma, de autoria de Didymo Borges, de Recife. |
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