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POLÍTICA
acessos Reflexões pessimistas sobre os políticosPublicado em 06/07/2008 pelo(a) wiki repórter olimor, Brasília-DF
Se você não gosta de futebol, ninguém pode te obrigar a torcer para algum clube. Se você não gosta de cinema, ninguém pode te obrigar a entrar numa sala de exibição. Mas mesmo que você (como a maioria) não goste e não entenda de política e dos políticos, a lei, feita por políticos, te obriga a participar do processo de escolha de nossos governantes. Isso acontece graças a essa excrescência, típica de país de milésimo mundo, chamada voto obrigatório.
Brasileiro não sabe votar, dizem. Botam a culpa no consumidor quando o problema está do lado da oferta: a má qualidade dos produtos oferecidos ao público. Não adianta procurar por vinho francês num botequim, você só vai encontrar cachaça. O Brasil é um imenso botequim e seus políticos são cachaça da pior qualidade. Quando morre um traficante, vem outro traficante para ocupar o lugar do morto na organização criminosa. Somente um idiota completo acharia possível melhorar o nível moral dos traficantes, colocando como chefe da quadrilha uma freira carmelita. Mas tem gente que acha possível substituir um deputado corrupto por outro honesto, como se nossos partidos políticos não fossem verdadeiras quadrilhas, onde todos têm a mesma mente criminosa. É evidente que os corruptos que mandam nos partidos só abrem as portas destes para gente da mesma espécie. Na Grécia clássica, berço da democracia, os governantes eram escolhidos por sorteio. Eles já sabiam que uma escolha ao acaso, além de mais barata, funciona melhor do que o voto da maioria, que pode ser comprado por pessoas de boa conversa, vigaristas profissionais da política. Em geral, as pessoas são modestas, não gostam de botar banca, de ficar alardeando suas pretensas qualidades. Quem conta muita vantagem não desfruta de muita simpatia. Pois vêm as campanhas eleitorais, e o que se vê? Um bando de arrogantes querendo nos convencer de que são os melhores, os mais honestos, os mais competentes, os mais qualificados para dirigir o nosso destino. Gente que você não convidaria para tomar uma cerveja, mas que quer mandar na sua vida por anos e anos. Quem se deu ao trabalho de me ler até aqui, deve estar se perguntando: mas qual é a solução? A resposta é fácil de dar e difícil de aceitar: não tem solução! Por que a solução depende dos políticos e eles querem deixar tudo como está. Todo mundo notou que eu sou pessimista. Sou mesmo. Mas como diz Millôr Fernandes, é preferível ser pessimista do que otimista., pois o pessimista fica feliz tanto quando acerta como quando erra. COMENTÁRIOS 08/07/2008 - Luiz Constâncio Leite - Blumenau, SC 07/07/2008 - antonio m s - sao paulo 07/07/2008 - ANTONIO - SANTOS 07/07/2008 - nois é nois - nois ---È PIOR QUE FERIDA!!!!! 06/07/2008 - JOSÉ ANTONIO - SANTOS 06/07/2008 - ISIDORO BISPO - SÃO PAULO Se você é um wiki repórter, faça o login e seu comentário será postado imediatamente. COMENTAR - nome e cidade são obrigatórios
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RECADOS DO EDITOR Oportunismo"Collor é um Ciro que deu certo, e o resultado é esse mesmo... oportunismo político". Do wiki repórter Johan, de Fortaleza, sobre Jingle da campanha de Collor: seria cômico se não fosse trágico, publicada por Júlio Ferreira, do Recife. Estado de espírito "Carioca ama o Brasil, seja no frio ou no inverno. Acredite no que digo. Carioca é estado de espírito. Carioca é politizado e hospitaleiro na acepção do termo. Educado, inteligente, assim como você. Vai por mim, carioca, assim como todo brasileiro (não politiqueiro)". Do wiki repórter josemir(aolongo...), de Volta Redonda, sobre Não parece o Brasil, cara-pálida?, publicada por luferom, de Brasília. Prostitutas do fisiologismo "O velho Arraes deve estar se remoendo no túmulo em saber que seu neto não passa de um subalterno do PT. Deu descarga no PSB. Espero que tenha valido a pena, ou será que foi apenas para comer as sobras do banquete das grandes prostitutas que vivem de fisiologismo (PT e PMDB)?" Do leitor John Castle, de São Paulo, sobre Ciro Gomes pode desestabilizar polarização Serra-Dilma, de autoria de Didymo Borges, de Recife. |
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