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COTIDIANO
acessos A oportunidade, a brecha, o perverso e o votoPublicado em 09/06/2008 pelo(a) wiki repórter Cleuber Roggia, Santa Maria-RS
A ocasião faz o ladrão. Com perdão do trocadilho, este velho chavão é muito adequado. Não há a perversidade sem o perverso, logicamente, e não há o perverso sem a ocasião. Que ocasião? Aquela em que ele busca, natural e inconscientemente, e que a encontra, não por acaso (e nada é por acaso), naquele que deixa a brecha, o furo, os vincos, as entradas - chame do que quiser - desprotegidas para o perverso adentrar.
Não há o perverso, em resumo, sem o sujeito que, inconscientemente, também, permite a perversidade. A introdução acima tem por objetivo nortear o que abordarei sobre a lei e a moral. É importante destacar: o que é (i)legal e o que é (i)moral? Uma sociedade não existe ou não se forma ou não se cria ou não se sustenta, sem suas leis, suas normas. Não obstante, não sobrevive ou não se mantém sem a moral. E aqui faço um parêntese (se não há moral, não há o imoral, e se não há lei, não há o ilegal, correto? É o que penso). Leio e leio, ouço e vejo cada vez mais "alguns" (muuuuuitos) em todo o tipo de mídia - lembre-se, nós é quem votamos e elegemos, portanto - hipocritamente falando que isso ou aquilo de que está sendo acusado ou questionado, é legal. Ok, concordo, é legal. Mas espera aí, aquilo que você, nobre cidadão que foi criado - em tese - no seio de uma família que cultua suas tradições e é regida pela moral e os bom costumes, tem leis escritas em casa ou sancionadas em votação pelo "congresso" familiar? Acredito que não. E é claro que não. Você já ouviu muito alguém falar: "isso vem de berço, não se compra na esquina." Pois é, isso é a moral. Não que as leis são escritas sem a moral, não mesmo, mas algumas, e justamente tem um pessoal que bem as utiliza e cria para si e para sua turma. Mas nem todos são morais. Os atos, é claro, para não ficar tão explícito. Questionar a moralidade de atos políticos de todos os escalões - mas não somente políticos mas do seu cotidiano social - é preciso. Mas antes disso é preciso, também, questionar se escutamos nossa moral quando utilizamos nosso direito de voto. Aliás, se é que nossa moral não está comprometida pela falência das instituições (cada um de nós é uma instituição). É bom pensar sobre isso, por que podemos cada vez mais estar às favas e, além disso, ter que continuar por mais muitos e muitos anos no limite da hipocrisia, do mau caratismo, da demagogia, da imoralidade e sei lá mais do que. É preciso, sobretudo, antes de elegermos culpados por nossos erros, sabermos - ou no mínimo - pensarmos em quem se está elegendo, em quem se está votando. A conta, depois, quem paga, somos nós. E o gargalo da corrupção só aumenta, só para lembrar. Cleuber Roggia é psicólogo blogdocleuber.com COMENTÁRIOS 11/06/2008 - Cleuber Roggia - Santa Maria-RS 10/06/2008 - SPOCK - São paulo Se você é um wiki repórter, faça o login e seu comentário será postado imediatamente. COMENTAR - nome e cidade são obrigatórios
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RECADOS DO EDITOR Oportunismo"Collor é um Ciro que deu certo, e o resultado é esse mesmo... oportunismo político". Do wiki repórter Johan, de Fortaleza, sobre Jingle da campanha de Collor: seria cômico se não fosse trágico, publicada por Júlio Ferreira, do Recife. Estado de espírito "Carioca ama o Brasil, seja no frio ou no inverno. Acredite no que digo. Carioca é estado de espírito. Carioca é politizado e hospitaleiro na acepção do termo. Educado, inteligente, assim como você. Vai por mim, carioca, assim como todo brasileiro (não politiqueiro)". Do wiki repórter josemir(aolongo...), de Volta Redonda, sobre Não parece o Brasil, cara-pálida?, publicada por luferom, de Brasília. Prostitutas do fisiologismo "O velho Arraes deve estar se remoendo no túmulo em saber que seu neto não passa de um subalterno do PT. Deu descarga no PSB. Espero que tenha valido a pena, ou será que foi apenas para comer as sobras do banquete das grandes prostitutas que vivem de fisiologismo (PT e PMDB)?" Do leitor John Castle, de São Paulo, sobre Ciro Gomes pode desestabilizar polarização Serra-Dilma, de autoria de Didymo Borges, de Recife. |
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