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Cultura

"Sintomas de HIV-Aids"

9994 acessos - 2 comentários

Publicado em 18/06/2011 pelo(a) Wiki Repórter mirna_cavalcanti_de_albuquerque, Rio de Janeiro - RJ



Sintomas de infecção aguda causada pelo HIV - Foto: Da matéria publicada
Ante Scriptum:

Amigos leitores,

Ainda que muito a Medicina tenha avançado no estudo da AIDS, e talvez por isso mesmo, pessoas há que estão tomando menos ou nenhum cuidado quando praticam o ato sexual.

O advento do Viagra, possibilitando aos mais idosos fazerem sexo com mais facilidade tem contribuído para o aumento dessa doença.

Tanto assim é que foi constatado o acréscimo dessa doença em mulheres de mais idade – fiéis aos seus maridos. A causa é simples: eles ingerem o Viagra e procuram parceiras mais jovens sem usarem proteção alguma. Chegam à casa ainda sob o efeito do mesmo e, irresponsavelmente têm relações com suas esposas.

Espero que este artigo informe a todos - principalmente aos que pertencem à faixa etária mencionada retro - para que tomem os cuidados necessários em casos que tais.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque              
18/06/2001

NOTA: o autor das excelentes matérias sobre assuntos médicos que postei é médico brasileiro residente em Portugal (*)




Saiba quais são os sintomas iniciais da infecção pelo HIV e quais doenças definem a AIDS (SIDA)

Ao contrário do que muita gente pensa, ser portador do HIV não é igual a ter AIDS (SIDA). Para o diagnóstico de AIDS é preciso além da presença do vírus, a coexistência de doenças pela imunossupressão.

O HIV age infectando e destruindo os linfócitos, células que fazem parte do nosso sistema imunológico. Este processo de destruição é lento e gradual e os pacientes podem permanecer assintomáticos por muitos anos. Isto significa que algumas pessoas podem ter HIV durante anos e não desenvolver AIDS (SIDA).

A AIDS (SIDA) surge quando o número de linfócitos está muito baixo e a quantidade de vírus no sangue está muito alta. Com poucos linfócitos, o organismo se torna mais vulnerável a infecções, ficando susceptível a diversos tipos de vírus, bactérias, fungos e até tumores.

Na verdade, o HIV em si provoca poucos sintomas. A gravidade está nas infecções oportunísticas, ou seja, aquelas que se aproveitam da fraqueza do sistema imunológico para se desenvolver.

Porém, o HIV em alguns casos pode também causar sintomas. Logo após a contaminação pelo vírus, podemos ter um quadro chamado de infecção aguda pelo HIV, que nada tem a ver com AIDS. É um quadro semelhante a qualquer virose comum.

Neste texto vou falar sobre os 2 quadros clínicos causados pelo HIV:

a.) Infecção primária ou aguda pelo HIV
b.) AIDS (SIDA)


a.) INFECÇÃO AGUDA PELO HIV

Chamamos de infecção aguda pelo HIV o quadro viral que surge dias após o paciente ter sido contaminado pelo vírus. Uma grande quantidade de sinais e sintomas podem estar associados à infecção aguda pelo HIV. Muitos deles, sintomas inespecíficos que ocorrem comumente em uma gama de outros quadros infecciosos, como pode-se ver na figura ao lado (clique para ampliar).

O sintoma mais comum é a febre (38ºC a 40ºC), que ocorre em mais de 80% dos casos.

Também muito comuns são:
• Faringite sem aumento da amígdalas e sem presença de pus ( leia: DOR DE GARGANTA - FARINGITE E AMIGDALITE )
• Manchas vermelhas na pele (rash) que ocorrem 48 a 72h após o início da febre e costumam durar entre 5 e 8 dias. Este rash costuma se apresentar como lesões arredondadas, menores que 1 cm, avermelhadas, com discreto relevo e distribuídas pelo corpo, principalmente no tórax, pescoço e face. Também podem acometer solas dos pés e palmas das mãos.
• Aumento de linfonodos (ínguas) principalmente em axilas e pescoço.
• Dores articulares, musculares e cefaléia (leia: DOR DE CABEÇA - ENXAQUECA, CEFALÉIA TENSIONAL E SINAIS DE GRAVIDADE)
Em 10% dos casos pode-se ter também aumento de fígado e/ou baço, úlceras orais, anais e genitais, diarréia e vômitos (podendo levar ao emagrecimento de até 5 kg).

A úlceras parecem estar relacionadas ao ponto de entrada do vírus nas mucosas, semelhante ao que ocorre na sífilis (leia: SINTOMAS DA SÍFILIS). Úlceras orais indicam contaminação por sexo oral ativo e a úlceras anais por sexo anal passivo. Do mesmo modo, também pode haver úlceras vaginais e penianas.

Existem também casos descritos de hepatite, pneumonia e pancreatite (leia: PANCREATITE CRÔNICA E PANCREATITE AGUDA) causados pela infecção aguda do HIV.

Em raros casos também pode ocorrer candidíase oral ou vaginal.

Tipicamente os sintomas de infecção aguda pelo HIV iniciam-se entre 2 e 4 semanas após a exposição. Porém, já foram descritos casos com até 10 meses de intervalo.

Como se pode notar, são todos sintomas inespecíficos e nenhum deles consegue definir o diagnóstico de infecção aguda pelo HIV. Mais importante que os sintomas em si, é o tempo de intervalo entre o comportamento de risco (sexo sem preservativos ou compartilhamento de agulhas) e o aparecimento dos mesmos.

De qualquer modo, o diagnóstico não é clínico já que várias doenças têm o mesmo quadro, sendo necessário a realização das sorologias ou da pesquisa do vírus para confirmação (leia: SOROLOGIA PARA HIV / AIDS. COMO E QUANDO TESTAR ?).

Os pacientes na fase aguda do HIV apresentam carga viral elevadíssima estando portanto altamente contagiosos neste momento (leia: SAIBA COMO SE PEGA E TRANSMITE HIV E AIDS (SIDA)).

O quadro de infecção aguda pode durar até 2 semanas, depois desaparece e o HIV fica silenciosamente alojado no corpo por muito tempo.

b.) SINTOMAS DA AIDS (SIDA)

O término da infecção aguda costuma coincidir com a positivação da sorologia pela produção de anticorpos específicos contra o HIV; ou seja, quando a infecção aguda termina, os exames de sangue pesquisando o HIV já costumam estar positivos. Nesta fase, a carga viral (contagem de vírus circulante no sangue) cai e se estabiliza em níveis baixos durante muitos anos.

O HIV ataca principalmente as células de defesa chamadas de linfócitos CD4. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA ou AIDS) é um quadro de imunossupressão e infecções oportunistas devido aos níveis baixos de linfócitos CD4.

Chamamos de infecção oportunista aquelas que ocorrem aproveitando-se da queda no nosso sistema imunológico. Infecções oportunistas existem não só na AIDS, mas também em doentes transplantados, em quimioterapia, com câncer, ou qualquer outra condição que leve a imunossupressão.

Para se estabelecer o diagnóstico de AIDS é preciso estar infectado pelo HIV e:

1.) ter uma contagem de linfócitos CD4 menor que 200 células/mm3; ou
2.) apresentar uma das doenças definidoras de AIDS, que são:
• Candidíase pulmonar ou traqueal
• Candidíase de esôfago (leia: O QUE É A CANDIDÍASE ?)
• Câncer de colo uterino invasivo (leia: HPV | CÂNCER DO COLO DO ÚTERO | Sintomas e vacina)
• Coccidioidomicose disseminada (uma infecção fúngica)
• Criptococose extra-pulmonar (também infecção fúngica)
• Criptosporíase intestinal (doença parasitária)
• Citomegalovírus (doença viral)
• Encefalopatia do HIV (lesão cerebral pelo HIV)
• Herpes simples crônica (mais de 1 mês de duração) ou disseminada (leia: DST - HERPES LABIAL E GENITAL)
• Histoplasmose disseminada (infecção fúngica)
• Isosporíase intestinal crônica (doença parasitária)
• Sarcoma de Kaposi (neoplasia típica da AIDS) (leia: SARCOMA DE KAPOSI)
• Linfoma de Burkitt
• Linfoma do sistema nervoso central (leia: O QUE É UM LINFOMA ?)
• Infecção disseminada por Mycobacterium avium complex (infecção bacteriana)
• Tuberculose disseminada (leia: SINTOMAS DE TUBERCULOSE)
• Pneumonia pelo fungo Pneumocystis carinii (também chamado Pneumocystis jirovecii)
• Pneumonias recorrentes (leia: QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA PNEUMONIA ? )
• Leucoencefalopatia multifocal recorrente (doença viral que ataca o cérebro)
• Sepse pela bactéria salmonela (leia: O QUE É SEPSE E CHOQUE SÉPTICO ?)
• Toxoplasmose cerebral (leia: TOXOPLASMOSE | Sintomas, IgG e tratamento)
• Síndrome consumptiva (emagrecimento) do HIV
Qualquer paciente que apresente uma das doenças acima, provavelmente apresenta alguma deficiência imunológica, pois são problemas que não costumam surgir em pacientes saudáveis. As doenças listadas acima são típicas de pacientes com imunossupressão, não necessariamente por AIDS. Sua presença, porém, indica obrigatoriamente a investigação do HIV, caso não haja uma causa óbvia para a imunossupressão, como por exemplo, uso de drogas imunossupressoras ou quimioterapia.

Não existe um quadro clínico único da AIDS. O quadro clínico vai depender do tipo de doença que se desenvolver e os órgãos afetados. Se você me perguntar qual os sintomas da AIDS, eu vou responder, depende.

A imunossupressão além de facilitar o surgimento de infecções, também aumenta a frequência de neoplasias malignas. Cânceres como o de colo uterino (leia: SINTOMAS DO HPV E CÂNCER DO COLO DO ÚTERO) se tornam extremamente agressivos e linfomas são muito mais frequentes na AIDS que em pessoas sadias. Outros como o Sarcoma de Kaposi são típicos de imunossuprimidos, principalmente em homossexuais (leia: SARCOMA DE KAPOSI).

As doenças mais típicas da AIDS são a candidíase de esôfago, a tuberculose (que na forma pulmonar pode ocorrer também em pessoas sem HIV), o sarcoma de Kaposi, a toxoplasmose cerebral, a pneumonia pelo fungo P. carinii e a citomegalovirose.

Aquela imagem do paciente com AIDS, caquético, cheio de lesões de pele e candidíase oral, já não é mais tão comum. O tratamento avançou muito nos últimos
anos e boa parte dos doentes mantém seus níveis de CD4 elevados, impedindo a ocorrência de infecções oportunistas. Os pacientes já são diagnosticados mais precocemente e o tratamento costuma ser iniciado antes de fases muitos avançadas da doença.

Mas o HIV ainda não tem cura e ainda mata. Na verdade, quem leva ao óbito não é o HIV, mas sim as infecções oportunísticas e neoplasias secundárias a imunossupressão.

Para ver algumas imagens típicas do HIV/AIDS: AIDS e HIV | FOTOS


Leia mais: http://www.mdsaude.com/2009/07/sintomas-hiv-aids-sida.html#ixzz1Pe1yLygL

http://www.mdsaude.com/2009/07/sintomas-hiv-aids-sida.html

(*) Pedro Pinheiro é médico formado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2002 com reconhecimento de diploma pela Universidade do Porto, Portugal. Título de especialista em Medicina Interna e Nefrologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Título de Nefrologista reconhecido pelo colégio português de nefrologia. Médico Nefrologista coordenador da Clínica Ribadial Fresenius, Santarém. Médico nefrologista do Hospital de Setúbal, Portugal.
Tem dois blogs : “MD SAÚDE” e Oftalmologia e Saude Ocular .
Membros de sua Equipe: Dra. Renata Campos e Dr. Renato Souza Oliveira
(*)

http://www.blogger.com/profile/07948507723271517173




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Publicado pelo(a) Wiki Repórter
mirna_cavalcanti_de_albuquerque
Rio de Janeiro - RJ



Comentários
01
Reporte abuso
tatiane
belem 12/07/2011

gostei muito de ler o assunto a cima.na verdade estou preoculpada com a minha saude,ultimos dias fiquei me sentindo estranha,dai resolvi pesguisar sobre alguamas doenças sexualmente transmiciveis,resolvindo tudo,tive relação sexual sem proteção foi dai q eu me enterecei pelo o assunto.


 
02
Reporte abuso
mirna_cavalcanti_de_albuquerque
rj 25/06/2011

Amigos leitores,

O número de acessos à essa matéria indica o quão preocupadas estão as pessoas c / suas vidas.

Sinto-me feliz, pois atingi o objetivo que tinha em mente: informar, alertar.

O artigo q versa s;as doenças auto imunes é também de grande importância, pois pocos são os que as conhecem todas - e são muitas.
Leiam-no-pois podem estar sofrendo de uma delas - e desconhecem o fato.

Desejando-lhes - a todos - em excelente fiim de semana,
envio a cada 1 d vcs 1 fraterno abç.


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