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Economia

Usina de Belo Monte: o Brasil dá um salto para o futuro

6547 acessos - 14 comentários

Publicado em 16/04/2011 pelo(a) Wiki Repórter Didymo Borges, Recife - PE



Quando do fechamento das eclusas da barragem de Itaipu, uma área de 1500 km2 de florestas e terras agriculturáveis foi inundada. A cachoeira de Sete Quedas, uma das mais fascinantes formações naturais do planeta, desapareceu. Semanas antes do preenchimento do reservatório, foi realizada uma operação de salvamento dos animais selvagens, denominada Mymba Kuera (que em tupi-guarani quer dizer “pega-bicho”). Equipes de voluntários conseguiram capturar mais de 2 mil bichos, entre macacos, lagartos, porcos-espinhos, roedores, aranhas, tartarugas e diversas espécies. Esses animais foram levados para as regiões vizinhas protegidas da água. - Foto: Wikipedia
A construção da usina de Belo Monte no Pará já foi decidida e está em andamento ou seja, trata-se de decisão irrevogável. Pouco tem sido divulgado sobre os fundamentos que levaram o governo federal a levar adiante este gigantesco empreendimento que se constitui na terceira maior hidrelétrica do mundo. Claro está que a decisão que vai de encontro a ponderáveis opiniões contrárias à construção da usina, devia ter fortíssimas razões para ser levada adiante, independentemente da contrariedade de tanta gente qualificada, inclusive ponderadas vozes de outros países.

Então, cabe ao governo, para não dar conotação de arbitrariedade, esclarecer para a nação que a construção da usina de Belo Monte que a decisão favorável à sua construção está embasada em motivação que foi devidamente sopesada, em motivação que foi cuidadosamente analisada e em consonância com os superiores interesses do povo brasileiro. Um argumento decisivo que se poderia apresentar é o de quer esta usina dá a certeza de que a próxima geração de brasileiros estará suprida de energia limpa, ambientalmente sadia, logisticamente airosa e estrategicamente oportuna. O recente desastre da usina nuclear de Fukujima no Japão proporciona motivo para se dizer que esta usina do rio Xingu dá fôlego ao Brasil para adiar sine die o recurso às adicionais usinas nucleares, embora , com certeza, a tecnologia nuclear não possa ser de todo descartável para os brasileiros no futuro. Mas as usinas de Belo Monte, assim como as de Sto. Antonio e Jirau ( estas duas últimas em Rondônia, no rio Madeira, dispensam qualquer pressa do Brasil em incrementar sua matriz energética com usinas nucleares nestas próximas duas ou três décadas.

Um fato importante a minimizar o impacto ambiental da usina de Beelo Monte é a área do espelho dágua da bacia de acumulação da usina que é tão somente de pouco mais de 500km2, ou seja pouco mais que o dobro da área da cidade do Recife. Considerando-se a a imensidão da bacia amazônica, a área do lago de Belo Monte é tão somente um ponto no curso do rio Xingu. A tecnologia que minimiza o volume dágua acumulado pela barragem é devido as turbinas Francis que podem ser de eixo horizontal e eixo vertical.. As de eixo horizontal aproveitam a vazão da água do rio. As de eixo vertical são acionadas com a queda dágua proporcionada pela barragem ou pelo desnível no curso do rio ( como as cachoeiras ), ou por ambos os fatores. O projeto de Belo Monte, evidentemente, privilegiou a minimização do lago da barragem de tal forma a evitar, por exemplo , o deslocamento de populações na área do reservatório onde se encontra população indígena.

As três grandes usinas hidrelétricas ora em construção na Amazônia ( Jirau,. Sto. Antonio e Belo Monte ) marcam também a nova era de exploração, em grande escala, do potencial energético da bacia hidrográfica amazônica iniciada com a usina de Tucuruí, também no Pará. As mais avançadas tecnologias de transmissão de energia em extra-alta-tensão permitem que usinas deslocadas dos grandes centros consumidores como Itaipu e as usinas da bacia amazônica possam ter a energia gerada consumida a longa distância. Um fato também a permitir estes avanços da matriz energética brasileira é a possibilidade da operação do sistema de transmissão de forma integrada, tendo por cérebro um centro m
nacional de operação do sistema.

Todas estas considerações, facilmente inteligíveis por leigos, nos permite afirmar que o Brasil está se preparando para o grande salto no futuro, no qual deverá figurar como uma nação plenamente desenvolvida. Falta tão somente clarividência para rompermos com nossos preconceitos, maturarmos politicamente e superarmos o obscurantismo medieval da nossa herança colonial.

Didymo Borges

(*) Fonte : blog InfoBRASIL, a realidade nua e crua, doa em quem doer ( www.infobrasil.spaceblog.com.br ).
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USINA DE BELO MONTE
Cássio Borges

Cerca de 56% da matriz energética brasileira está apoiada no petróleo e seus derivados, fonte altamente poluente, extremamente cara, além de estar instalada num período de esgotamento de suas reservas. Na década de 70, o preço do barril de petróleo era de apenas US$2,00 e as perspectivas atuais, segundo advertência do ministro britânico para o Desenvolvimento Internacional, Alan Ducan, especialista em petróleo, no jornal “The Times”, do último dia 5 de março, é que o barril de petróleo pode dobar e alcançar US$ 200, muito acima do recorde de US$ 147 de junho de 2008. Dois aspectos preocupam as autoridades mundiais: o receio do fechamento do Canal de Suez, devido a crise no Egito, e a revolta no mundo árabe com ações imprevisíveis de extremistas...
As hidrelétricas que aproveitam a força das águas dos rios para gerar energia, sempre foram consideradas, no Brasil, como uma das mais importantes fontes de energia para sustentar o seu crescimento econômico e social. É uma energia limpa e barata. Em nosso país, a demanda de energia cresce na base de 5% ao ano. Portanto, estamos caminhando para uma crise energética de incalculáveis e perigosas proporções.

A China, para manter seu elevado padrão de desenvolvimento, decidiu construir a polêmica Hidrelétrica de Três Gargantas, que obrigou a migração de mais de um milhão de pessoas. Serão 18.200 megawatts (MW). Com isso, a despeito do embate ambientalista, está com seu problema energético equacionado. Foi uma decisão histórica, depois de dezenas de anos de discussão que envolveu várias gerações.

Aqui no Brasil, desde o Governo de FHC, se cogita da construção na região Amazônica, da Usina de Belo Monte, pivô de um lamentável incidente quando um engenheiro da Eletrobrás foi covardemente golpeado por grupos indígenas da tribo Kaiapós. A discussão em torno desse empreendimento se arrasta há mais de vinte anos e os seus opositores, que não são somente índios, já invocaram até mesmo “o stress que esta e outras hidrelétricas previstas para a região Amazônica poderiam causar aos bagres do Rio Madeira” (ver revista VEJA, nº 21, de 28/05/2008, na matéria “Seja criativo Mink”). Para eles (pasmem!), isto é mais importante do que privar toda a população brasileira de ter energia em seus lares, deixar o país livre dos apagões e o mais grave, estagnar o seu desenvolvimento.

A Usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Estado do Pará, terá 11.181 megawatts (MW) de capacidade instalada e toda a energia gerada será interligada ao Sistema Energético Brasileiro. Sua bacia hidráulica, que já foi de 18.000 km2, foi reduzida para apenas 516 km2, da qual 200 km2 já são inundadas pelas cheias normais do Rio Xingu. Portanto, a Usina de Belo Monte será, praticamente, a fio d`água, apenas garantida pelo regime fluvial, ou seja, não há necessidade da construção de reservatórios de acumulação d`água, devendo, entretanto, transferir 16.000 pessoas. Para se ter uma ideia, o espelho d`água (área máxima inundada) da Barragem do Castanhão, no Estado do Ceará, inundou uma superfície de 800 km2, submergiu uma cidade inteira, vilas e povoados e deslocou , no total, 12.000 pessoas, podendo gerar apenas 25 MW, embora, ressalte-se, que essa não seja a sua função principal na condição de reservatório de estiagem. Afinal, o que representa 200 km2 na imensidão da floresta amazônica de 6,5 milhões de km2?
O que preocupa a nós brasileiros e a toda o povo do planeta é o incontrolável desmatamento que se verifica naquela região que já atinge a cifra de 517.000 km2, equivalente a cerca de 1.000 vezes a área que será, efetivamente, inundada pela Hidrelétrica de Belo Monte. Só no ano de 2005 foram desmatadas 18.793 km2 da Floresta Amazônica, ou seja, o equivalente a 36 vezes, em um único ano, a área que será comprometida pela referida hidrelétrica. Portanto, neste aspecto ambiental não há muito o que se demonizar a construção da referida hidrelétrica. Pelo menos, a realidade dos números mostram isso.

Sob o aspecto social, no meu entendimento, deve prevalecer o interesse maior da maioria do povo brasileiro que deverá usufruir os benefícios que o empreendimento poderá gerar (11.181 MW) e que, certamente, irá refletir nos índices sócio-econômicos e no progresso do país. A Justiça Social entende assim, e assim também devem entender as populações a serem rnutadas, se deasse evidamente esclarecidas e compensadas.
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Cássio Borges é engenheiro civil com diploma de Hidrologia, do Curso de Obras Hidráulicas da Escola Nacional de Engenharia (1962), Pós-Graduação em Engenharia Civil (com especialização em barragens) pela Pontificia Universidade Católica-PUC (1965), ambas no Rio de Janeiro e ex-diretor da Diretoria de Estudos e Projetos do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas-DNOCS.




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Publicado pelo(a) Wiki Repórter
Didymo Borges
Recife - PE



Comentários
01
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Fernando Moraes Nunes
São Paulo 18/06/2011

Obscurantismo medieval, é a destruição de grandes áreas onde habilitam pessoas, lembrem-se pessoas, riqueza em fauna e flora. Grandes interesses estão em jogo, e, claro, não são os interesses do povo brasileiro, somos os donos do Brasil, nós, o povo. Querem dar emprego para as pessoas que lá moram, invistam em turismo sustentável, geração de energia, temos Sol, quase o ano inteiro, vento é o que não falta, investir em eficiência energética. Não a construção do "monstro" Belo Monte.


 
02
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MARLUCI DE SOUZA LIMA
CEILANDIA SUL DF 03/06/2011

Atualmente,estou morando em BRASILIA,mais uma grande parte da minha familia mora em altamira onde todos os anos sofremos com a enchente do rio XINGU pra nós é rotina.Qd a enchente vai embora retomamos o nosso cotidiano.NÓS só queremos uma Resp,como ficará a minha familia? a minha comunidade?Qd o meu bairro ficar debaixo dágua permanente,para onde iremos?Nascerá uma nova Altamira,um bairro(AÇAIZAL)?QRMOS RESP.:e soluçoes,ja q A AMBIÇÃO é maior q OS BENEFÍCIOS! somos
pobres porem;CONSCIENTES


 
03
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Luciano Teles
Fortaleza-Ce 01/06/2011

Sou a favor da Usina de Belo Monte,um equipamento que vai trazer enorme desenvolvimento para o Brasil como um todo, desde que dêem a população indigena atingida, melhores condições de vida do que eles têm atualmente,


 
04
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Samira
Mariana 29/05/2011

Essa reportagem é completamente tendenciosa! Sou CONTRA a construção da usina. A única coisa que essa usina irá beneficiar são as mineradoras. Os povos indígenas e a comunidade ribeirinha da região irá ser completamente devastada. O impacto ambiental será tão grande que não vai ter jeito de voltar atrás depois.


 
05
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Dibbiê
Manaus 26/05/2011

Sou da região norte e sou completamente a favor a usina, sei dos beneficios que trará e conheço bem os impactos que irão ser gerados, mas tenho certeza que será realizado um estudo para que seja minimizado tudo isso.


 
06
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Mayara
Santo Andre 25/05/2011

Sou totalmente CONTRA a construção da Usina de Belo Monte, os impactos ambientais causados por ela são irreparáveis ao meio ambiente. A região pleiteada pela obra apresenta incrível biodiversidade de fauna e flora. No caso dos animais, o EIA aponta para 174 espécies de peixes, 387 espécies de répteis, 440 espécies de aves e 259 espécies de mamíferos, algumas espécies endêmicas (aquelas que só ocorrem na região), e outras ameaçadas de extinção. Sem mencionar as tribos indígenas. Vale a pena?


 
07
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mauri menezes
cordeiro 25/05/2011

para estas pessoas que são contra a construção de belos montes.e não sabe o beneficio que ela traz.tenho um desafio a fazer.vão morar nas ribeirinhas.que eu quero ver dentro de um curto plazo se não vai mudar de opinião..


 
08
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maciel silva
aguas claras-DF 07/05/2011

Sou a favor dessa construçao, porque vai trazer um desenvolvimento maior para a nosso país


 
09
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ricardo barbosa
araguaina 22/04/2011

A usina de belo monte sera uma obra que trara melhoria pra esta populaçao carente dessa regiao uma vez que pra essa regiao desenvolver haveria muitos anos de espera.


 
10
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SILVIA REGINNA
ALTAMIRA-PA 17/04/2011

ESTAMOS NO SECULO XXI ONDE O DESENVOLVIMENTO DE UMA REGIÃO NÃO SE DARÁ ATRAVÉS DE UMA OBRA CARA QUE DESTRUIRÁ FAUNA,FLORA E DESLOCARÁ A POPULAÇÃO RIBEIRINHA PARA ÁREAS URBANAS SEM TRAZER MELHORIAS PARA QUEM JÁ É DA CIDADE.oBRASIL PRECISA INVESTIR EM ENERGIAS RENOVÁVEIS E MELHORAR AS REDES DE TRANSMISSÃO .CONVIDO VOCÊ A CONHECER A REGIÃO DO XINGU E TIRAR SUAS CONCLUSÕES APÓS A VISITA.


 
11
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Ismael Braz do Nascimento
Altamira-Pará 17/04/2011

A hidreletrica de Belo Monte vai nos trazer grandes melhorias, os ribeirinhos sofrem todos os anos com as cheias dos rios, porque que agora eles não concordam com a hidreletrica sendo que vai nos trazer benefios?. Muitas pessoas ainda não tem energia, pois moram no campo "eles são filhos de DEUS" e merecem energia e o jeito mas pratico e a barragem. Concordo com as energia eólica e solar mas como temos rios favoraveis para barragens não podemos dispensar. Sou a favor concerteza!!!


 
12
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MARLUCI DE SOUZA LIMA
CEILANDIA SUL-DF 16/04/2011

Sou totalmente contra este "empreendimento gigantesco"mais gigantesca sera o tamanho da destruição da nossa capital da transamazonica,e com ela nossas praias de verão, vidas e cotidiano.
nosso sonho e ver toda trasamazonica asfaltada,isso e possivel?claro que sim!basta querer,não é?
destruir o que ja está pronto é fácil! Dificil é reconstruir o que a ambição do homem não é capaz....
(...e as FAMILIAS DESABRIGADAS AONDE FICARÃO?)


 
13
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Joao Paulo Silva Pessoa
Itaituba,Pá 16/04/2011

São grande investimentos como este magnitude que notamos como o código florestal brasileiro, e as autoridades dessa area deveria ser reformados.

Antes de implantarem grande empreendimentos como Belo Monte em Altamira e um outro casa ja acontecimento com estudos como o Complexo Tapajós em Itaituba , deverias ouvir os ribeirinhos e os indígenas que esta sendo diretamente afetados com essas destruições principalmente em seu habitat natural e uma vergonha o que esta acontecendo.


 
14
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Marco Goddo
Franca 16/04/2011

Sinto em dizer, mas dizer que Belo Monte está " em consonância com os superiores interesses do povo brasileiro" não e verdadeiro.

Há uma parte grande e esclarecida que não é a favor dela, assim como também é desfavorável ao Novo Código Florestal Brasileiro.

Ou seja, ambos não estão com unanimidade seja a favor ou contra.


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