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Cultura

O pensamento extemporâneo: a filosofia no século XXI

4814 acessos - 0 comentários

Publicado em 30/12/2010 pelo(a) Wiki Repórter Johan, Fortaleza - CE



 A filosofia é a arte da reflexão, ela evoca ao homem a necessidade de tornar consciente o mundo ao redor, compreendê-lo é mais do que entendê-lo, mas do que saber como funciona, mas compreender é alcançar seu significado e ao mesmo tempo dar a ele significado.

A filosofia pós-pós-moderna, aquela que vai além das teorias da fragmentação, segmentação e diferenciação - teses que ou se esgotaram suas possibilidades, ou perderam contato com a realidade, seja porque não mais oferecem qualquer contribuição aos problemas atuais, seja porque a realidade da "nivelação cultural" ou "globalização", rompe os paradigmas da diferença.

Mas antes do que analisar a fragilidade dos pós-modernos, que de certa forma desembocaram no neoliberalismo, teoria essa totalmente esgotada frente a Crise Financeira Internacional que ainda é vigente na UE e os EUA, temos antes que problematizar as revoluções científicas com as questões ontológicas da física quântica, as questões éticas do domínio do genoma e as implicações políticas da cybercultura.

A questão da Cybercultura

A cybercultura não é apenas um desdobramento da contra-cultura, a contra-cultura com sua revolução comportamental-estética já se realizou, seja se incorporando a sociedade de massa, seja se degenerando. Em parte vingou, como na etiqueta da jovialidade, informalidade, liberdade sexual, feminismo, etc - em parte fracassou como com as drogas que nasceram como libertadoras e terminaram como crime organizado, ou rock que passou de transgressivo para o pop ou a agressividade meramente teatral.

Se de certa forma o centro da contra-cultura está na pírula que desencadeou a liberdade sexual e rompeu com a sociedade puritana diagnosticada por Freud; na cybercultura seu fundamento material é a tecnologia da informação/comunicação, é a internet. Ela está rompendo os mecanismos de poder clássico do que concerne aos meios de comunicação, ao mesmo tempo em que rompe as barreiras ideológicas impostas pelas mídias de massa - ela cria uma nova mídia, as mídias sociais, aonde a informação/comunicação não tem qualquer mediação e qualquer limite espacial ou temporal, qualquer um em qualquer parte e a todo momento pode se comunicar com qualquer um, em qualquer parte e em qualquer momento em base dessa tecnologia informática-online que se expande a passos largos.

Mas que sociedade é essa? Quais são suas tendências? E o que tais tedendências podem provar utópica ou distopicamente em nossa visão de mundo? Em que sentido ela pode transforma e influir nas estruturas políticas vigentes? Seu constribuição é puramente instrumental ou pode provocar transformações sociais?

As implicações bioéticas do Genoma

O domínio do genoma é o domínio da criação, se a teoria da evolução nos permitiu conceber um mundo por si mesmo, completamente auto-explicável e diametralmente oposto a teoria da criação monoteística. Já o domínio do genoma nos permite mais do que entender, mas de manipular a vida em seus detalhes. Mais uma vez, o avanço da ciência encontra suas barreiras na reação religiosa que agora busca monopolizar as questões éticas do domínio genético.

As questões éticas desembocam nas questões políticas, aonde esse debate tenta influir através de proibições e penalizações. Mas o seu verdadeiro risco é que tal poder saia do domínio público e passe a ser regido pelas regras de mercado, aonde não há limites éticos, apenas limites financeiros. A plena socialização da questão, completamente regulada e debatida pela sociedade exaustivamente, possibilitará o uso racional desse conhecimento para melhorar a saúde, por exemplo.

No entanto, a questão do homem como um projeto genéticamente aperfeiçoável tem de entrar em debate. Se sabemos pela teoria da evolução que as espécies são um mero acidente genético, e não um projeto divino, porque não podemos usar nossos conhecimentos para aperfeiçoar essa carga, desde que regulada democraticamente? Que sociedade irá querer pagar o alto custo de ficar na retaguarda dessa questão? Melhorias genéticas que poderiam ir desde de um sistema imunológico mais resistente, até uma capacidade intelectual extendida. E se o uso democrático do genoma nos permitíssemos sermos mais inteligentes, mais belos e mais saudáveis - o que nos impediria senão preconceitos religiosos?

A nova ontologia da física Quântica

Talvez a maior descoberta, agora comprovada, da física quântica, com implicações filosóficas - é a possibilidade de uma matéria está em dois estados ao mesmo tempo. Isso leva a lógica dialética-sintética de Hegel a um patamar quase premonitório. O conceito do movimento dialético que se sintetiza seus opostos assume um caráter ainda mais preciso e empírico sobre esse conceito.

Porém, para Hegel ainda sobra seu fundamento idealista, por essa razão, é o materialismo dialético que toma novo impulso. Para o comunismo o materialismo dialético é histórico, isto é, é uma epistemologia que se aplica as ciências humanas, não as ciências naturais - o livro Dialética da Natureza de Engels, além de outras obras, levantou um impasse sobre essa questão, de se seria aceitável a aplicação do materialismo dialético as ciências naturais, com a comprovação dessa teoria quântica dos dois estados simultâneos, está completamente comprovada a cientificidade do materialismo dialético natural.

Outras dimensões da física quântica igualmente comprovadas, como a da anti-matéria, mais uma vez comprova o raciocínio dialético como uma epistemologia rigorosamente científica. Porém, o único desenvolvimento teórico sobre o materialismo dialético foi sua aplicação na história. Quais seriam as conseqüências de um materialismo dialético naturalista? O que isso mudaria na nossa visão de mundo, quais suas implicações na cultura?

Conclusão

Essa e muitas outras questões perpassam o horizonte da filosofia do século XXI - a reformulação econômica de uma teoria pós-neoliberal, que ao mesmo tempo não resgate os erros do "socialismo real" - talvez, e muito provavelmente, uma socialismo ultra-democrático articulado nas mídias sociais. Questões como entender a própria realidade, através de suas dimensões múltiplas e seu terceiro estado, o simultaneamente sim e não. São muitas questões que põe em terra quase tudo que pensávamos atá agora sobre o real, a verdade e a matéria.


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Johan
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