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Cotidiano

O Papai Noel tarado

4619 acessos - 7 comentários

Publicado em 10/12/2007 pelo(a) Wiki Repórter Marrash Dilek, Rio de Janeiro - RJ



Sexo, só com a roupa do Papai Noel. - Foto: Internet
A chamada idade do lobo nunca foi um problema para André. Aos 44 anos, casado, dois filhos, uma “namorada fixa” (como ele gostava de falar) e alguns casinhos eventuais, André era do tipo “matador”. “Não sou homem de uma mulher só... Aliás, nem de duas”, gabava-se entre os amigos. E seguia tocando sua vida, entre uma e outra escapadinha. André era mesmo safado, embora não admitisse. Chegava a transar com uma namoradinha, a amante e a mulher no mesmo dia. E contava para os colegas, claro. Coisa de macho.

Chegava menina nova no trabalho, lá estava André, no café, fazendo sua dança do pavão. Algumas caiam, outras o achavam o próprio “Tio Sukita” e certos colegas, apesar de achar engraçadíssimas as aventuras sexuais de André, por trás condenavam seu comportamento. E até advertiam algumas meninas sobre a sua tendência de “limpa-trilho sexual”. Orgulhava-se de nunca ter falhado na hora “H”. Como era o que ele dizia, a gente concordava. Homem sabe que uma hora ou outra isso pode acontecer. É natural até. “Comigo, não!”, batia no peito o gavião.

Um dia, André chegou encafifado no trabalho. De cara fechada, pouco levantou da mesa. Também não conversou, não parou para um café e, muito menos, pegou um para tirar sarro. O que era comum entre os colegas. Todo mundo estranhou, mas ninguém teve coragem de perguntar o que havia acontecido. Quase no final do dia, André me chamou de canto. Tínhamos bastante intimidade um com o outro, resultado de anos de trabalho juntos.

Foi aí que meu queixo caiu.

André, cabisbaixo, me disse que tinha “falhado” com a mulher e com a amante. “Vou sair com a namoradinha hoje pra ver o que acontece. Estou apavorado”, confessou. Tentei consolá-lo, disse que aquilo devia ser coisa da cabeça dele, que logo passaria. André disse meia dúzia de palavrões e saiu para o crime. No dia seguinte, estava lá, novamente com a cara amarrada. Bom, nem precisa dizer. “Só pode ser praga de alguma delas”, desabafou. “Mas vou dar um jeito.”

Dias depois, André contou que foi a uma igreja e fez uma promessa. Se aquela ziquezira acabasse, ele, em troca, iria fazer boas ações. Como estava perto do Natal, a única coisa que conseguiu pensar foi dar brinquedos em um orfanato. E se ficasse bom mesmo, já que o médico garantiu que fisicamente não tinha nada errado, iria vestido de Papai Noel. Mais. Passaria a ser um homem fiel. Opss!!! “Fiel???? Tu???? Você não acha que prometeu demais não, colega? Olha que o santo cobra, hein?”, adverti. “Que nada!”, falou em tom de brincadeira. 

Passaram-se algumas semanas. Nada. André estava ali, firme. Tinha despachado todas as suas “filiais” e nada do bilau acordar. Voltou à igreja, conversou com o tal santo. Prometeu mais. Iria a dez orfanatos, mas queria de volta sua virilidade.

Há duas semanas do Natal, André estava ansioso. “Tá começando a melhorar”, comemorava. E ele se mantinha dolorosamente fiel à mulher. André me mostrou a relação de orfanatos e creches nas quais iria “pagar a promessa”. Comprou fantasia e tudo mais.

André andava subindo pelas paredes. Só conseguia pensar em sexo. Trabalho que é bom, nada. Não conseguia se concentrar. Só queria uma noite inteira de sexo alucinante. A mulher estava cobrando seu papel de macho. Ele culpava o excesso de trabalho pelo fraco desempenho. A dança do pavão, no café, já era coisa do passado. O que foi extremamente difícil para uma figura como ele.

Faltavam poucos dias para o Natal. Era chegada a hora de começar a acertar as contas com o santo (que até hoje não sei bem qual). Embora André estivesse com a casa cheia de presentes para doação, não revelou à mulher o verdadeiro motivo da sua repentina filantropia. Mas a mulher estava feliz porque o marido agora estava mudado, tinha mais tempo para ela, já que chegava mais cedo em casa praticamente todos os dias. O sexo passou a ser um detalhe. Para ela. Ele estava mesmo no desespero.

Era sábado, dia do primeiro orfanato a ser visitado. André colocou os 20 presentes dentro do carro e foi com a mulher – ela achou tão lindo aquele gesto e quis participar – para um orfanato de Cascadura, subúrbio do Rio. Ele tremia de emoção. Enquanto vestia a fantasia do Papai Noel, só pensava no resultado final: sexo, sexo, sexo, sexo. Óbvio que o plano de André era pagar a promessa, ficar zerado com o santo e voltar a ser o matador de sempre. Mas, como eu tinha dito: santo não é bobo, não!

Quando terminou de vestir a fantasia, André estava tão animado, com tantas novas possibilidades de investidas sexuais, que quando viu estava a ponto de bala. Imagine a cena, Papai Noel, com aquela roupinha de cetim vermelho e pênis duro. “Pó, cara, o bicho não baixava por nada. Eu pensei em ir dar um jeito naquilo, ali mesmo, mas achei que era pecado. Me ajoelhei e comecei a rezar. Rezei, rezei, rezei... E ouvi minha mulher gritando meu nome...Tô rezando, porra!!!”, contou.

Eu rolava de rir com a história.

E ri mais ainda nos dias seguintes. Imagine que aquilo deu um desarranjo emocional tão grande em André que o efeito foi contrário. Ou seja, toda vez que André se paramentava para entregar os presentes, não conseguia se controlar. Ficava excitado. Caia de joelhos e rezava, rezava, rezava.... “Pô, Marcão, minha mulher está achando que eu tô meio esquisito, já que nunca fui tão religioso assim!!! E o pior da história é que agora eu é que tô rezando pra ficar comportado. Isso é coisa desse santo fdp. Veja só, eu rezando pra brochar agora?”

A reza passou a ser um ritual antes da entrega dos presentes. E até a mulher passou a levar o terço. “Marcão, a vaca da minha mulher reza junto. E mal sabe ela que a reza é pro bicho sossegar!!!”. E foi assim em todas as visitas. André estava revoltado. Com a reza, com o santo, com a mulher e com o próprio pênis. Revoltou-se com a vida. “Porra, será que vou virar viado à esta altura?”, perguntava ele apavorado.

O Natal chegou e sinalizou o fim do pagamento da bendita promessa de André. Em janeiro, André veio com a notícia. “Santo bastardo. Meu pau ficou viciado em roupa de Papai Noel. O bicho só funciona mais ou menos quando boto a maldita roupa vermelha. Disse pra minha mulher que era uma fantasia sexual antiga minha. No começo ela achou divertido, mas agora está querendo que eu vista outras roupas. Uniforme vermelho só de bombeiro, né Marcão???. Essa eu já usei. Agora, me fala, alguém já viu médico de uniforme vermelho? A desgranhenta quer porque quer. Disse que quer que eu seja o George Clooney dela, numa cena do Plantão Médico. Tô fudido, Marcão...”

Rolando de rir (por dentro, claro), tive uma brilhante idéia: “Faz aquela voz sensual do Clooney no ouvido dela e diz que estava socorrendo as vítimas do ataque terrorista do World Trade Center. E que a roupa está vermelha porque está banhado de sangue. Talvez dessa vez cole, né???!!!”. E o André, com aquela cara de indignado:

- Mas isso é brochante hein, cara?!!!”. 

- Fazer o quê? Quem mandou querer ludibriar o santo? Eu bem que avisei.

A vida havia armado uma cilada para o pobre André, que enforcou-se com a própria corda. Nunca mais voltou a ser o mesmo. Até onde eu soube, o coitado tinha de fazer mil e umas para dar uma transada com a mulher. E nunca conseguiu perder o trauma. Andou fazendo até análise. Claro que a história vazou e, entre os amigos, o velho André ganhou o apelido de Noel.

Neste Natal, André disse que vai pescar porque se topar com um Papai Noel pela frente terá uma sincope e não será responsável por seus atos. E vai pescar sozinho. A mulher achou que André ficou esquisito demais depois do último Natal e sua peregrinação pelos orfanatos. Pediu separação. E foi vista andando de mãos dadas com um coroa fortinho, grisalho de barba branca.

Eu é que não vou duvidar de santo.

Muito menos do Papai Noel.

E Feliz Natal a todos!!!


Todos deste(a) repórter

Publicado pelo(a) Wiki Repórter
Marrash Dilek
Rio de Janeiro - RJ



Comentários
01
Reporte abuso
Margarete
Guarulhos 20/12/2007

Fazer promessas falsas é pecado. O André levou um sacode que deve servir de lição para outros Andrés da vida. Bom, mas por falar em Natal, acreditar em Papai Noel faz bem para nosso íntimo. Ele deve existir em cada um de nós, nem que seja somente nesta época mágica, época de relevarmos tudo o que aconteceu durante o ano e renovarmos nossas metas para o próximo ano que já está querendo nascer. Um natal mágico a todos, sem exceção.


 
02
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leu leutraix
são paulo 16/12/2007

meus neûrônimos estão 100% pq eu nunca bebi cerveja como fazem os catarinenses em blumennau no ortobfest em outubro,


 
03
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Mafrinha
Florianópolis SC 11/12/2007

Tá vendo o porque eu chamo os editores da Brasil Wiki de tacanhos? Não publicaram a imagem do vibrador de bronze, mas publicaram uma mulher nua. publicaram a Cicarelli fodendo na praia. Queria saber que critério estão usando. Bom. pra quem faz um concurso, edita regras e muda as regras bem no meio do caminho, prova a falta de critério ou incopetência.


 
04
Reporte abuso
Mafrinha
Florianópolis SC 11/12/2007

Leu leutraix voce é que é uma peste. Acho que o cafesinho está mexendo com teus neurônios, pois não falas outra coisa senão e peste de filho. Vê se vira o disco pelo menos um pouquinho. Estás ficando um porre.


 
05
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Ivonete leu leutraix
São Paulo/SP 11/12/2007

Pelo amor de Deus, se for possível, agarrem o leusinho leutraix porque daqui a pouco só eletrochoque irá resolver o problema dele. Já faz algum tempo que ele parou de tomar medicamento.


 
06
Reporte abuso
Nivaldo
São Paulo 11/12/2007

Genial esta história.


 
07
Reporte abuso
leu leutraix
são paulo 11/12/2007

peste de papai noel peste de sexo só pa nascer peste de filho


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