Atualizado 00h03 Sábado, 29 de novembro de 2014   |   Política de privacidade   |   Anuncie   |   Quem somos   |  
Logo JBWiki Logo JB Publicar Conteudo


O JBWiki! é um jornal online participativo, quem escreve é você!

Como funciona
1 Se você já tem cadastro, sua matéria é publicada na hora em pendentes
Cadastre-se
2 Se você não tem cadastro e quer enviar uma matéria, ela só é publicada depois de aprovação
Enviar matéria sem cadastro

Posts com vídeos

Tatuagem (Chico Buarque)
Publicado em 28/02/2012 pelo(a) wiki repórter Júlio Ferreira, Recife-PE
Guantanamera (Los Sabandeños)
Publicado em 28/02/2012 pelo(a) wiki repórter Júlio Ferreira, Recife-PE
O Artista (Trailer Legendado)
Publicado em 28/02/2012 pelo(a) wiki repórter Júlio Ferreira, Recife-PE
Cotidiano

A dura rotina dos soldados do Para-Sar

4530 acessos - 7 comentários

Publicado em 21/11/2007 pelo(a) Wiki Repórter leu leutraix, são paulo - SP



Para resgatar corpos, eles enfrentam abelhas, carrapatos, espinhos, calor...

Por Laura Diniz

Eles fazem a barba. Na selva. Quando os homenzarrões da Força Aérea Brasileira (FAB) descem dos helicópteros na Fazenda Jarinã, em Peixoto de Azevedo (MT), depois de dois dias no mato, trabalhando no resgate dos corpos de vítimas da queda do Boeing 737-800 da Gol, nem parece que a mochila nas costas pesa 20 quilos, que estão arranhados por espinhos, foram picados diversas vezes por abelhas, têm carrapato nas pernas, tiveram comida racionada, tomaram pouca água e fizeram muita, muita força. Assim são os integrantes do Para-Sar - 'Para' de pára-quedistas; 'Sar' do inglês Search and Rescue (busca e salvamento) -, também chamado Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento.

'Para que outros possam sobreviver' é o lema no boné laranja, marca registrada dessa tropa de elite, orgulho da FAB. No resgate das vítimas do maior acidente aéreo da história do Brasil, eles também enfrentam dificuldades singulares na história do esquadrão. 

O dia dos cerca de 90 integrantes do Para-Sar na Fazenda Jarinã começa cedo. Por volta de 5 horas, tomam café. Às 6 horas, já se posicionam no campo de futebol que virou pista para helicópteros. Vão para a mata em pequenos grupos. Alguns chegam à clareira onde os helicópteros conseguem pousar. Outros descem de rapel ou guincho em locais mais distantes.

No início da operação, andavam em grupos de quatro ou cinco pessoas, procurando corpos e pedaços do avião. Depois, os grupos passaram a ser maiores, cerca de oito, para trazer os corpos. 'O primeiro é o esclarecedor, que vai com o facão, abrindo o caminho. O segundo fica de olho na bússola e os outros, olho no terreno', explicou o comandante do Para-Sar, tenente-coronel Josbecasi Moreira Lima. Eles medem o espaço percorrido contando os passos. A cada 100 metros, um deles dá um nó numa cordinha pendurada no cinto do uniforme.

Além de extremamente fechada, a mata é abafada e úmida. De sábado para domingo, na pressão para abrir a clareira com facões, enxadas e moto serras, alguns militares tiveram princípio de desidratação e cãibras. Até agora, ninguém se machucou. Segundo Lima, em uma hora, os soldados andam quatro quilômetros numa estrada limpa, um quilômetro na selva, 500 metros na Reserva do Xingu, onde estão os corpos, e 200 metros no local do acidente, quando chove.

A vida dos soldados é infernizada por vespas e marimbondos. Eles usam fita crepe nos punhos para manter o uniforme vedado e tela protetora na cabeça. Quando se cortam nos espinhos, os militares usam um
spray antiinflamatório. Entram na mata só depois de passar Vick Vaporub no nariz, porque o odor dos corpos em decomposição é muito forte. O efeito só dura uma hora. Quem tem contato com os corpos usa luvas no braço todo, amarradas nas costas, para não escorregar, porque suam muito.

No começo da semana, iam para o mato sem data para voltar. Agora, como a logística de procura e retirada de corpos, vão pela manhã e tentam voltar ao entardecer. Mesmo assim, levam tudo, caso tenham que pernoitar. A mochila tem rede (com tela e capa para proteger de mosquitos e da chuva), saco de dormir, muda de roupas, ração, panelinha, kits médico, de sobrevivência (anzol, linha canivete, fósforo, lanterna etc.), de higiene pessoal e de limpeza do armamento, banquinho de alumínio e corda de 5 metros. No uniforme, além das armas, carregam bússola, munição e kit para fazer fogo. A ração tem 2 mil calorias, o que permite passar até 30 horas na floresta. O kit contém pó de café, torrada, geléia, jujuba, uva passa, macarrão e sopa. Levam água desmineralizada e pílulas para esterilizar água captada no mato.

Um militar do Para-Sar ouvido pelo Estado diz que, durante a missão, pensa nas famílias das vítimas. 'Todo mundo gosta do conforto da cidade grande, mas o meu desconforto lá embaixo é muito menor que o das famílias', afirmou.

Soldados aprendem rapel, escalada e mergulho

No Para-Sar soldado barrigudo não tem vez. "Já pensou alguém ver um e pensar: 'Aquele cara ali que vai fazer o resgate?'", disse, em tom de brincadeira o comandante do esquadrão, tenente-coronel Josbecasi Moreira Lima. Preparo físico para os militares do Para-Sar é essencial. Periodicamente, treinam descer de helicópteros em rapel e guincho. Enquanto outros militares correm 2 km em 12 minutos, de short e camiseta, os soldados de elite da FAB correm 5 km em 25 minutos, de calça e bota. Nadam fardados, como fariam na selva ou no mar - às vezes de mochila.

O esquadrão, que nasceu esquadrilha em 1963 e encorpou 10 anos depois, é sediado no Rio e tem 120 homens efetivos, com idade média de 35 anos. Para ser do Para-Sar, é preciso ser militar de carreira aprovado em testes físicos e psicológicos, bem como receber boa avaliação de sua trajetória profissional. O primeiro curso é o de busca e salvamento (Sar). Aprendem-se noções de socorro pré-hospitalar, como imobilização de fraturas e ressuscitamento; resgate com escalada para trazer vítimas de montanhas; salvamento no mar descendo pelo guincho do helicóptero; e sobrevivência na selva.

O Brasil têm sete equipes Sar: Manaus (AM), Recife (PE), Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ), Santa Maria (RS), Campo Grande (MS) e Belém (PA). Além disso, muitos militares fazem o curso e voltam a suas unidades. Para ser do grupo de elite, o soldado aprende a saltar de pára-quedas e a fazer mergulho autônomo. O Para-Sar não tem aviões nem helicópteros. O grupo é levado por outros esquadrões aos locais onde precisa agir.

Fonte:
http://www.ternuma.com.br/lauradiniz.htm



Todos deste(a) repórter

Publicado pelo(a) Wiki Repórter
leu leutraix
são paulo - SP



Comentários
01
Reporte abuso
Itamaracy galvin borges
são carlos 30/06/2010

Como fazer para entrar no Para-sar?? Abraços!


 
02
Reporte abuso
DR.PABLO VILLALOBOS
CHIHUAHUA,CHIH 12/02/2010

Es mejor grupo militar que existe en el mundo. Felicidades.


 
03
Reporte abuso
everaldo tiago da silva
sorocaba sp 08/10/2009

Todos aqueles que usam uniformes tornam-se cidadãos com dupla responsabilidade, independentemente do salário. Isso é vocação. Já está no DNA da pessoa e não tem explicação.


 
04
Reporte abuso
harlen
Sobradinha 2 13/05/2009

Uniformes muito massa.


 
05
Reporte abuso
Oswaldo M. de Almeida Junior
Rio de Janeiro 23/03/2009

Fui o primeiro a fazer uma matéria na Rede Globo sobre o Pára-Sar, no ano de 1990. Fiz contato para fazer várias matérias em TV e revistas. Sou produtor e promotor de eventos independente, fico satisfeito que outras pessoas publiquem algo sobre o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento - Pára-Sar.


 
06
Reporte abuso
Anderson
São Paulo 23/01/2008

Mesmo fazendo tudo isso para ajudar o próximo, estes bravos militares brasileiros não são reconhecido por ninguêm, recebem um salário ridículo para sustentar sua família. Mais uma vez parabéns para nossos políticos!! Isso sim é LULA LÁ!!!


 
07
Reporte abuso
nois é nois
nois 21/11/2007

os bravos soldados alem dos parasitas,carrapatos,já citados ainda enfrentam,os carrapatos.e parasitas de Brasilia..... aí é que doí mesmo!!!


Faça seu comentário - nome e cidade são obrigatórios
 caracteres restantes
Digite o código para validar o formulario

Trocar imagem
Quero ser inserido sempre que este autor inserir um novo post
Quero ser inserido sempre que um comentários for inserido neste post

Se você é um wiki repórter, faça o login e seu comentário será postado imediatamente.
Caso não seja, seu post entrará na lista de moderação de BrasilWiki!
Use a área de comentários de forma responsável.
BrasilWiki! faz o registro do IP (número gerado pelo computador de acesso à internet) de usuários para se proteger de eventuais abusos.
Ao selecionar acompanhar comentários do post ou post do autor, é obrigatório o preenchimento do campo email e não é necessário fazer o comentário.


©1995 - 2014. Brasil Mídia Digital

jb.com.br