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COTIDIANO
acessos O carnaval, o sexo fácil, o descuido de si mesmo e a aidsPublicado em 16/02/2010 Se existe uma coisa boa no carnaval, esta coisa é a minha oportunidade de me enfronhar ainda mais em mim mesmo. Quando eu era DJ, em época de carnaval eu pagava a outro para que fizesse os bailes em meu lugar. Nas minhas lembranças mais antigas, posso ver uma tarde em que minha Tia Geny me levou a uma matinê e eu simplesmente não entendi aquele alvoroço todo. E o calor, um insuportável calor proveniente de corpos humanos em pleno exercício, aquilo me enojou...
Alguns dias atrás, assistindo a um jornal na TV paga, apareceu uma notícia sobre o maldito carnaval e mostrou um biquíni, cheio de glitter e outros brocados que valia a espantosa soma de R$ 25.000,00! Com este dinheiro pode-se reformar uma casa e dar dignidade à vida de uma família... sei lá. O carnaval me deprime e, pior, virou uma festa onde o que se busca não é a alegria, mas, sim, uma espécie de anistia sexual onde ninguém é de ninguém e todo mundo é de todo mundo. É o sexo fácil. Conheço putas que se comportam com muito mais dignidade que certas moças em época de carnaval. Se o carnaval fosse uma festa onde todos pudessem expandir alegria, eu nada teria contra ele. Mas, em sua esmagadora maioria, são pessoas em caça e pesca de emoções baratas e fáceis. Eu sei disso porque meu site de prevenção à aids, www.soropositivo.org, oferece acesso à minha pessoa via MSN e já estou esperando os desesperados e angustiados que querem uma palavra de consolo pelo que podem ter contraído em sua loucura. Eu não julgo ninguém e recebo a todos com a mesma simpatia. Mas, sei lá, me parece mais inteligente buscar evitar este sofrimento com um comportamento menos arriscado. O Ministério da Saúde distribuiu 55 mil camisinhas por todo o País... Duvida? Siga este link! Convenhamos que é um número assombroso de camisinhas e que haja... E mesmo assim não vai adiantar. Muitos saíram desta ofegante epidemia envolvidos em outra, bem mais triste, e este carnaval, para eles e elas, terá sido um divisor de águas. Tudo porque não pensaram um pouco. O que eu sugiro a todos é um momento de reflexão. O carnaval em si, como qualquer outra festa, não é um mal, embora eu mesmo não goste. O mal é o que se faz durante o carnaval sob o pretexto de se dizer "hoje é carnaval". E pode ser que sua vida se torne, ainda hoje, um eterno carnaval de idas a médicos e picadas para exames. COMENTÁRIOS Se você é um wiki repórter, faça o login e seu comentário será postado imediatamente. COMENTAR - nome e cidade são obrigatórios
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RECADOS DO EDITOR Oportunismo"Collor é um Ciro que deu certo, e o resultado é esse mesmo... oportunismo político". Do wiki repórter Johan, de Fortaleza, sobre Jingle da campanha de Collor: seria cômico se não fosse trágico, publicada por Júlio Ferreira, do Recife. Estado de espírito "Carioca ama o Brasil, seja no frio ou no inverno. Acredite no que digo. Carioca é estado de espírito. Carioca é politizado e hospitaleiro na acepção do termo. Educado, inteligente, assim como você. Vai por mim, carioca, assim como todo brasileiro (não politiqueiro)". Do wiki repórter josemir(aolongo...), de Volta Redonda, sobre Não parece o Brasil, cara-pálida?, publicada por luferom, de Brasília. Prostitutas do fisiologismo "O velho Arraes deve estar se remoendo no túmulo em saber que seu neto não passa de um subalterno do PT. Deu descarga no PSB. Espero que tenha valido a pena, ou será que foi apenas para comer as sobras do banquete das grandes prostitutas que vivem de fisiologismo (PT e PMDB)?" Do leitor John Castle, de São Paulo, sobre Ciro Gomes pode desestabilizar polarização Serra-Dilma, de autoria de Didymo Borges, de Recife. |
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