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COTIDIANO
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São Paulo completa 456 anos: comemorar o quê?Publicado em 24/01/2010
Cliques da minha passagem por Sampa. - Foto: Masini
A capital paulista está em festa. E pela primeira vez comemoro o aniversário de São Paulo (456 anos), em São Paulo - moro no interior, em Franca-SP. Estou em São Paulo para participar de um dos maiores eventos sobre Internet e tecnologia, o Campus Party Brasil 2010, que ocorrerá durante a semana de aniversário da cidade. Antecipei minha estadia para fazer a via sacra de sempre: Brás, 25 de março, Bom Retiro...
A questão levantada no título deste post é provocativa para quem quiser destilar algo via comentário e serviria para ser defendida em teses de mestrado ou doutorado. O foco de tal pesquisa poderia circular tranquilamente nas áreas de arquitetura e urbanismo, economia, política e enveredar pelos problemas de infraestrutura, comportamento e cultura do ser humano e as consequências que a ausência destes acarretam quando as chuvas chegam, por exemplo. No entanto, caso prefira algo mais crítico, leia o artigo do Ricardo Kotscho, pois o meu texto não tem tal pretensão. Quero escrever e comemorar tal data de maneira mais leve.
A cidade de São Paulo e sua arquitetura me fascinam. Em uma das minhas andanças, fiz questão de apreciar um pouco do local exato do nascimento dessa Megalópole Sulamericana - São Paulo é a quarta maior cidade do planeta, com 10.886.518 habitantes. Estive no pátio do Colégio Jesuíta. "Aqui, sob a cruz de Cristo, nasceu esta cidade. Dedicada ao apóstolo Paulo pelos jesuítas, padre Manuel da Nóbrega e o irmão José de Anchieta, entre outros. 25 de janeiro - A.D. 1554", diz a inscrição na parede da escola (foto). O nome "São Paulo" foi escolhido porque o dia da fundação do colégio foi 25 de janeiro, dia no qual a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso.
Toquei o famoso sino da paz, confeccionado em 1988 por Evandro Vieira e Bárbara Stella, fundadores do grupo artístico e pacifista internacional "Embaixada da Paz". O sino, paradoxalmente, foi feito a partir de sucata de munição deflagrada sobre pessoas em conflitos em diversas épocas e locais do mundo: Vietnã, Oriente Médio, São Paulo, Rio de Janeiro, Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial.
Andei pelo mercado municipal, construído entre 1928 e 1933 pelo escritório do renomado arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo, que faz 77 anos na segunda (25), com shows da escola de samba campeã do Carnaval 2009, a Mocidade Alegre, e a queima de fogos de artifício no viaduto Diário Popular. Desta vez, não saboreei os famosos pão com mortadela e pastel de bacalhau, mas me deliciei com uma salada de frutas. Percorri toda a extensão da Paulista. Alguns pontos da avenida foram transformados em espaços comerciais que lembram o Brás e a 25 de março. Mais uma vez, visitei o local da Paulista que mais admiro, a livraria Cultura. Diverti-me com o povo que faz tipo de "chique" na Oscar Freire. Entrei na Catedral da Sé. Desta vez, não contei os que dormiam nos bancos. Ah, claro! Fiz longas caminhadas até o Horto Florestal e joguei vôlei no Parque da Juventude (Carandiru).
Gastronomia
São Paulo é definitivamente a capital da comida. Tem de tudo e para todos os gostos e bolsos. De pizza a comida caseira. Nesta oportunidade, reservo o espaço para uma delícia que vem exatamente de onde moram as pessoas que constroem (ou destroem na visão de outros) esta cidade, a comida do Nordeste.
Tive o prazer de frequentar o Mocotó: restaurante e cachaçaria, inaugurado em 1973 por José Oliveira de Almeida, nascido em 1938 em Mulungu, um pequeno vilarejo do sertão pernambucano. Pratiquei um dos pecados capitais, a gula, caindo de boca no baião de dois (feijão com arroz com queijo, linguiça, bacon e carne-seca), na salada da roça (folhas verdes, ovo de codorna, tomate, cenoura e cebola pérola), torresmo, carne-de-sol assada (com alho assado, pimenta biquinho e chips de mandioca) e joelho de porco. E, para finalizar, um delicioso sorvete de rapadura (com cobertura de catuaba) e salada de frutas com chantilly batido com um pouco de cachaça e suspiro.
Texto publicado originalmente no site http://jornalistamasini.wordpress.com
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COMENTÁRIOS
30/01/2010 - DivãdoMasini - Franca-SP Hélio Bertolucci,
Parabéns pelo rico trabalho que você tem prestado. Sugiro aos que entrarem neste artigo que visitem o linque www.flickr.com/chegadedemolirsp e divulguem a iniciativa.
Abraçosssssss 26/01/2010 - Hélio Bertolucci Jr. - São Paulo Parabéns pelo artigo. Faço um trabalho de catalogação da arquitetura de São Paulo e concordo com o título deste. Tantas coisas abandonadas.
www.flickr.com/chegadedemolirsp
Abs 25/01/2010 - DivãdoMasini - Franca-SP Amigo "nois é nois" - Já visitei maravilhas como o Jardim Peri, Sapopemba, galpão da gaviões e fiquei ilhado próximo as margens do Tietê... quer mais o quê?..rsrsrsrs..
abraçosssss 25/01/2010 - nois - "nois" também é (curtura) Ah, esqueci. O amigo querendo, posso ser seu cicerone, pois só levaram você nas favelas da Paulista, quero que conheça o bairro mais velho de São Paulo, nossa querida Frequesia do Ó, havia dito sobre Brasilândia... Apenas a titulo de curiosidade, Freguesia do Ó antecede Itaberaba e Brasilândia, próximo ao Tietê! 25/01/2010 - nois - "nois" dá dicas sobre passeios culturais Masini, meu velho, perdeu tempo. Deveria ter embarcado num trem rumo à zona Leste; passeado de barco nas enchentes paulistanas; dado uma espiadinha no conglomerado da Cidade Tiradentes; voltado à zona Norte; apreciado as belezas de Vila Brasilândia... Assim teria festejado o aniversário da cidade com pompas! Se você é um wiki repórter, faça o login e seu comentário será postado imediatamente.
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RECADOS DO EDITOR Oportunismo "Collor é um Ciro que deu certo, e o resultado é esse mesmo... oportunismo político". Do wiki repórter Johan, de Fortaleza, sobre Jingle da campanha de Collor: seria cômico se não fosse trágico, publicada por Júlio Ferreira, do Recife.
Estado de espírito "Carioca ama o Brasil, seja no frio ou no inverno. Acredite no que digo. Carioca é estado de espírito. Carioca é politizado e hospitaleiro na acepção do termo. Educado, inteligente, assim como você. Vai por mim, carioca, assim como todo brasileiro (não politiqueiro)". Do wiki repórter josemir(aolongo...), de Volta Redonda, sobre Não parece o Brasil, cara-pálida?, publicada por luferom, de Brasília.
Prostitutas do fisiologismo "O velho Arraes deve estar se remoendo no túmulo em saber que seu neto não passa de um subalterno do PT. Deu descarga no PSB. Espero que tenha valido a pena, ou será que foi apenas para comer as sobras do banquete das grandes prostitutas que vivem de fisiologismo (PT e PMDB)?" Do leitor John Castle, de São Paulo, sobre Ciro Gomes pode desestabilizar polarização Serra-Dilma, de autoria de Didymo Borges, de Recife.
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