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COTIDIANO
acessos Que mal há em ser "foca"?Publicado em 05/06/2007
Fábio Cavalcante é repórter e acadêmico de Jornalismo - Foto: Diane Magalhães Depois de ler o meu último artigo, publicado no dia 20 no Roraima Hoje (diário em que trabalho), um amigo veio me procurar, meio atordoado, e disse: “Fábio, você é maluco?”. “Por quê?”, perguntei. “Porque você assinou o seu artigo como ‘repórter e acadêmico de comunicação social’. Quer perder sua credibilidade, é?”.
Puxa! Perder a credibilidade só por que não fui soberbo o suficiente pra me auto-proclamar “jornalista”, digno de profissionais já formados? Daí vem minha indagação, na qual intitulei este texto: Que mal há em ser foca? Se alguém não sabe, foca é a denominação (ainda não se sabe o porquê) dada, geralmente com certa conotação de desprezo, aos iniciantes no jornalismo. Nesse caso, todo foca é sempre mal vista por tantos, e bem visto por tão poucos. Não são poucos os jornalistas que já relataram a amigos, e até em publicações em jornais, como recusaram-se a dar qualquer declaração, nem dar a menor confiança, a repórteres iniciantes, e até como descaradamente os desprezaram, como se estivessem erguendo a bandeira de paladinos dos “anti-focas”. Até parece que a maioria dos jornalistas, principalmente daqui de Roraima, já pulou diretamente na profissão, cheios de sabedoria e experiência descomunal, o suficiente pra se sentar à frente do computador e só dar ordens (aos focas), como bons editores-chefes. É incrível como a soberba e o pedantismo estão presentes nesse tipo de pessoa, que com toda experiência poderia muito bem ensinar aos futuros profissionais da comunicação social os passos para essa maravilhosa profissão. Creio que todo estudante de jornalismo tem a capacidade suficiente para exercer a profissão com afinco e perfeição, é claro, se houver profissionais que os ensine. Não basta apenas berrar quando uma matéria, principalmente política, não sai como o esperado. Nem achar ruim quando um foca perde a paciência e solta o verbo, dirigindo impropérios ao editor. O que deve ser feito é dar as ferramentas necessárias ao iniciante, para que não se cobre o que não lhe foi dado. Graças a Deus tive bons mestres. Refiro-me aos profissionais que tiveram, e ainda têm, paciência para ensinar os processos, tanto de execução das pautas, quanto da digitação das matérias, pois sabem que um dia passaram por isso. Então, se o fato de ser foca é ser um profissional em inicio de carreira, que executa as pautas com toda a boa vontade, que não mede esforços para dar mais credibilidade à empresa da qual representa, e que dá o máximo de si para mostrar a todos sua capacidade, sim, eu sou um foca! E não vejo nenhum mal nisso, pois considero que ninguém nasce sabendo e que o processo de aprendizagem leva tempo, e nunca se acaba. Por isso, jornalistas “anti-focas”, vocês não deveriam estar lendo este artigo. Procurem outra coisa para fazer, como buscar passatempos no computador ou falar sobre futebol com os amigos. Aos meus amigos focas por profissão, mas jornalistas por vocação: trabalhem com todas as suas forças, sempre focalizando a conquista de seus objetivos, e nunca se calem diante de humilhações ou atitudes desprezíveis por parte de alguns “cururus” da mídia. Seja foca, mas com orgulho! COMENTÁRIOS 09/06/2007 - LLOOBBAAOO - CURITIBA 06/06/2007 - Lorena Lee - São Paulo 06/06/2007 - lLLOOBBAAOO - CURITIBA 05/06/2007 - Ciro Campos - Londrina 05/06/2007 - vou - explicar Se você é um wiki repórter, faça o login e seu comentário será postado imediatamente. COMENTAR - nome e cidade são obrigatórios
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RECADOS DO EDITOR Oportunismo"Collor é um Ciro que deu certo, e o resultado é esse mesmo... oportunismo político". Do wiki repórter Johan, de Fortaleza, sobre Jingle da campanha de Collor: seria cômico se não fosse trágico, publicada por Júlio Ferreira, do Recife. Estado de espírito "Carioca ama o Brasil, seja no frio ou no inverno. Acredite no que digo. Carioca é estado de espírito. Carioca é politizado e hospitaleiro na acepção do termo. Educado, inteligente, assim como você. Vai por mim, carioca, assim como todo brasileiro (não politiqueiro)". Do wiki repórter josemir(aolongo...), de Volta Redonda, sobre Não parece o Brasil, cara-pálida?, publicada por luferom, de Brasília. Prostitutas do fisiologismo "O velho Arraes deve estar se remoendo no túmulo em saber que seu neto não passa de um subalterno do PT. Deu descarga no PSB. Espero que tenha valido a pena, ou será que foi apenas para comer as sobras do banquete das grandes prostitutas que vivem de fisiologismo (PT e PMDB)?" Do leitor John Castle, de São Paulo, sobre Ciro Gomes pode desestabilizar polarização Serra-Dilma, de autoria de Didymo Borges, de Recife. |
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