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POLÍTICA
acessos A PEC da bengala e a corrupção institucionalizadaPublicado em 07/06/2009 pelo(a) wiki repórter Didymo Borges, Recife-PE
Certamente que a idade não é, inapelavelmente, motivo para deterioração da capacidade mental de produzir, de pensar, raciocinar, liderar. Na verdade, a idade não é critério para determinar que uma pessoa é imprestável para o exercício de atividades que exijam capacidade de ponderação e discernimento. Assim sendo, do ponto de vista científico, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), de autoria do senador gaúcho Pedro Simon, que aumenta para 80 anos a idade para aposentadoria compulsória, nada tem de reprovável. A idade da aposentadoria compulsória atual no serviço público é de 70 anos e foi estabelecida na primeira metade do século passado quando a expectativa de vida média do brasileiro não passava de 50 anos. Segundo a justificativa da PEC - já denominada jocosamente de PEC da bengala -, o aumento da expectativa média de vida do brasileiro justifica o aumento da idade limite para aposentadoria compulsória para 80 anos.
Do ponto de vista social poder-se-ia contra-argumentar que o aumento da idade para aposentadoria compulsória não se justifica, tendo em vista que significa evolução os idosos poderem gozar mais tempo de vida sem os encargos da atividade produtiva. É com este fundamento que se argumenta a favor da redução da jornada semanal de trabalho de 45 para 40 horas semanais. Em países europeus já se adota até jornadas semanais de menos de 40 horas e uma das arguições para isto é que a jornada menor proporciona mais empregos. Outro argumento que pode dar suporte ao aumento da idade compulsória para aposentadoria é o relativo à necessidade de aliviar os encargos da Previdência Social. Tem-se argumentado que o aumento da expectativa de vida do brasileiro haverá de aumentar os encargos com pagamento de aposentadoria a idosos cada vez mais longevos. Se o trabalhador tiver de se aposentar compulsoriamente mais tarde ficará ocupando uma vaga de emprego que poderia ser de uma pessoa mais jovem. Mas a PEC da Bengala suscita, também, reações corporativas nos tribunais superiores, já que os membros de tribunais superiores de justiça teriam de permanecer por mais tempo no exercício do cargo para atingir o melhor do privilégio, que é aposentadoria do magistrado. Por outro lado, existem as reações em sentido contrário daqueles que aspiram uma sinecura num tribunal superior que, com o aumento da idade compulsória do ministro, passaria a ter uma substituição dos membros menos acelerada. E não se argumente que, para evitar os ministros menos vocacionados, com menor capacidade para o exercício da judicatura por mais tempo como titulares das cortes de justiça dever-se-ia dar mais peso ao renomado saber e à ilibada reputação do que às relações clientelíticas e de patronagem que tornam nosso aparelho judiciário ineficiente, ineficaz e corrupto. Mas ainda não se descobriu uma forma de isentar a nomeação para as cortes de justiça isenta dos vícios da nossa cultura política de natureza corrupto-idiossincrática. A melhor solução seria acabar com a vitaliciedade da condição de membro de corte de justiça, tornando a condição de membro de um tribunal limitada a um mandato eletivo como determinava a PEC do deputado Maurício Rands (PT-PE), que inexplicavelmente não prosperou. Muito melhor seria, ao invés da PEC da Bengala, uma PEC que revogasse a corrupção institucionalizada por princípios constitucionais que herdamos como herança maldita da Constituinte de 1988. A vitaliciedade da sinecura nas cortes de justiça merece ser revogada o quanto antes, se não quisermos por em risco a nossa República. A PEC DA BENGALA Mauro Chaves
De boa-fé, não há como negar a grande diferença de idade dos que eram considerados "velhos" há 50 anos e dos que assim são considerados hoje em dia. Não cometa a bobagem (já cometi) de presentear uma jovem senhora, que comemora o aniversário de 30 anos, com o famoso livro de Balzac A Mulher de Trinta Anos. Pois se ler o livro ela ficará furiosa, achando que você a considera uma velhota, já com filhos e netos criadíssimos e os desejos reduzidos à expectativa naftalínica da missão cumprida - como os que tinham as provectas balzaquianas de nossa infância, semelhantes às descritas pelo escritor francês.
Fonte O Estado de S.Paulo - 06/06/2009 COMENTÁRIOS 09/06/2009 - INHO - Bahia 08/06/2009 - Walerson abreu - Juiz de Fora Se você é um wiki repórter, faça o login e seu comentário será postado imediatamente. COMENTAR - nome e cidade são obrigatórios
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RECADOS DO EDITOR Oportunismo"Collor é um Ciro que deu certo, e o resultado é esse mesmo... oportunismo político". Do wiki repórter Johan, de Fortaleza, sobre Jingle da campanha de Collor: seria cômico se não fosse trágico, publicada por Júlio Ferreira, do Recife. Estado de espírito "Carioca ama o Brasil, seja no frio ou no inverno. Acredite no que digo. Carioca é estado de espírito. Carioca é politizado e hospitaleiro na acepção do termo. Educado, inteligente, assim como você. Vai por mim, carioca, assim como todo brasileiro (não politiqueiro)". Do wiki repórter josemir(aolongo...), de Volta Redonda, sobre Não parece o Brasil, cara-pálida?, publicada por luferom, de Brasília. Prostitutas do fisiologismo "O velho Arraes deve estar se remoendo no túmulo em saber que seu neto não passa de um subalterno do PT. Deu descarga no PSB. Espero que tenha valido a pena, ou será que foi apenas para comer as sobras do banquete das grandes prostitutas que vivem de fisiologismo (PT e PMDB)?" Do leitor John Castle, de São Paulo, sobre Ciro Gomes pode desestabilizar polarização Serra-Dilma, de autoria de Didymo Borges, de Recife. |
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