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Cotidiano

A fascinação dos peitinhos e os cinco adolescentes espinhentos

12502 acessos - 2 comentários

Publicado em 22/05/2009 pelo(a) Wiki Repórter SurfistaPlatinado, Rio de Janeiro - RJ



Quer deixar um adolescente louco? Mencione a possibilidade de ele ver alguns peitinhos de verdade. Nada de internet. Nada de revistas de sacanagem ou filmes eróticos. Meninos espinhentos tremem que nem vara verde com a simples possibilidade de ver seios de verdade. Falo isso com conhecimento de causa. Ora, eu já tive 14 anos.

Nessa tenra idade, em que os peitinhos eram reverenciados (e buscados) como se fossem o próprio Santo Graal, eu comecei a sentir os meus hormônios adolescentes funcionando.

Ah, os hormônios adolescentes. Gostei tanto deles que tento mantê-los até hoje.

- Garoto, você sabia que o pico da potência sexual vem aos 15 anos? - meu vizinho judeu de 70 anos me contou isso. Não sei de onde ele tirou essa história, mas eu acreditei. O cara era um alemão culto à beça e tinha uma tatuagem de campo de concentração no braço. Ele deveria saber das coisas.

Grande figura. Faleceu em meados dos anos 90, mas lembro dele até hoje.

Guardei a lição do vizinho alemão e fui lembrar dela em Cabro Frio, no verão de 1993 ou de 1994... não lembro bem. Não faz diferença. O que importa foi a descoberta de Pelé, um moleque de uns 13 anos.

- Cambada, descobri onde fica uma praia de nudismo. Dá pra gente ir de bicicleta.

Raciocínio instantâneo: nudismo = pessoas sem roupas. Pessoas = mulheres. Mulheres têm peitinhos. Peitinhos de verdade. Ai, ai, ai...

Na manhã seguinte, partimos em uma caravana de cinco garotos em quatro bicicletas. O Pelé não tinha uma bike e ia de carona com um de nós.

Peitinhos, peitinhos, peitinhos...

Parecia um daqueles filmes de Sessão da Tarde, nos quais sempre havia um grupo de amigos e uma aventura. Na verdade, nós nem éramos amigos. Tínhamos nos conhecido na praia e nos reunido para termos uma galerinha, uma panelinha formada. Isso ajudaria na hora da conversa com as garotinhas da área.

Adolescentes precisam muito de apoio para o approach. Muitos crescem e continuam precisando. Ema, ema, ema, cada um com seus problemas.

Pedalamos por uns trinta minutos. Depois de subir um morro imenso, a gente chegou a um rochedo com uma placa que dizia "Praia de Nudismo".

Era o paraíso, o El Dorado, o Shangi-La, o Eden. Ah, os peitinhos...

Não dava para seguir a trilha com as bicicletas. O restante do caminho teria que ser percorrido à pé. Deixamos as bikes no topo do morro e descemos. Pergunta se algum de nós se preocupou com a chance de roubo? É ruim, hein? Só tínhamos uma preocupação: ver os peitinhos.

Peitinhos, peitinhos, peitinhos...

Andamos por mais uns quinze minutos com os joelhos trêmulos e o coração pulsando que nem uma britadeira. Chegamos à areia branquinha e tivemos a nossa primeira surpresa. Aliás, um traumático choque com a realidade. Um cidadão afro-descendente (negão, melhor dizendo) caminhava preguiçosamente em nossa direção. Sua única vestimenta eram um par de havaianas e um óculos escuros. Ele se aproximou de nós e ficamos naquele clima apreensivo. O cara passou seguiu a trilha.

Ficamos em silêncio por alguns segundos, até que:

- Meu Deus do céu, você viram o tamanho do pinto daquele sujeito? - um de nós desabafou o que todos estávamos pensando, mas com uma vergonha danada de confessar. Nossas risadas foram tensas. Decidimos ficar vestidos com as nossas sungas da Company, pois não queríamos nenhuma comparação desleal. Vai que o negão tinha um irmão gêmeo na praia.

E ainda tinha o problema dos hormônios adolescentes. Uma ereção repentina e incontrolável poderia gerar uma crise diplomática.

- Já passou, galera. Vamos caçar uns peitinhos.

Andamos pela areia com ar de naturalidade, mas com olhos atentos. Achamos os peitinhos, mas tivemos outra surpresa impactante. A praia era frequentada por poucas pessoas, a maioria de idade avançada, com quilos acima do ideal e sem o menor vestígio de glamour. Não encontramos nenhuma gostosa com seios durinhos e corpo escultural. Nenhuma americana peituda saída daqueles filmes da Sexta Sexy. Nada.

Pô, pedalamos meia hora, descemos um rochedo bizarro, encaramos um negão que tinha uma anaconda entre as pernas e o prêmio foram algumas gordinhas peladas. Que injustiça, que grande pegadinha cósmica...

Graças aos céus, não roubaram as nossas bicicletas. Voltamos para casa rindo horrores da experiência. Depois do verão, os cinco amigos se separaram. Nunca mais tive notícia dos caras. Também nunca mais voltei a uma praia de nudismo. A única coisa que ficou em mim, foi a predileção por seios.

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Publicado pelo(a) Wiki Repórter
SurfistaPlatinado
Rio de Janeiro - RJ



Comentários
01
Reporte abuso
Rodrigo
aracaju 22/05/2009

Muito Bom.


 
02
Reporte abuso
Coiote_DF
Brasília 22/05/2009

Valeu mermão; muito bom! "Ah, os hormônios adolescentes. Gostei tanto deles que tento mantê-los até hoje. " rsrrsrs É isso aí! Ah, leleco!!! Um abraço.


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