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COTIDIANO
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Estressado? Vá pescar!Publicado em 28/04/2009 pelo(a) wiki repórter OtávioNunes, São Pauilo-SP
Sou jornalista, em São Paulo. Trabalho na Imprensa Oficial do Estado. Nas horas vagas, principalmente, finais de semana,gosto de escrever crônicas, pequenos contos, artigos etc. Publico em vários sites da internet e também nos blogs Beco das Crônicas (www.historinhasdootavio.blogspot.com), Carambolas (www.lanceativo.com.br/orabolas/Perfil) e no Muncocom (www.blog-se.com.br/blog/conteudo/home.asp?idBlog=16125&id_destaque=282606) - Foto: Fernandes Dias Pereira
Em São Paulo, pescador só tem mesmo pesqueiro para dar banho na minhoca. Se for a um rio, só pega bota velha e garrafa PET. O número desses estabelecimentos cresce na Grande São Paulo e alguns até se transformam em enormes complexos de entretenimento com restaurante, pousada, playground, piscina e outras atrações.
Há duas modalidades de pescaria: pesque-pague e pesque-solte (a esportiva). Na primeira, a pessoa paga pelo quilo, e na segunda devolve o peixe à água. Mas quem for a um pesque-pague na esperança de comer peixe mais barato, esqueça. Pode ser mais caro. O quilo da tilápia, por exemplo, sai por volta de R$ 7. Espécies nobres, como pintado e dourado, chegam a custar mais de R$ 12 o quilo. E o primeiro deles costuma pesar mais de cinco quilos cada. Ao fazer as contas, é melhor comprar no mercado. Só que lá você não terá a diversão de sentir o bicho puxar a linha e envergar a vara. Pesqueiro não é para encher barriga, mas para se divertir. É este o espírito.
Por isso, a cada dia cresce mais a pesca esportiva. Na Grande São Paulo, o pesque-solte custa de R$ 15 a R$ 30 reais a diária, geralmente de sete da matina às 18 horas, e o pescador pega e solta quantos quiser. Não é aconselhável praticar a esportiva com intenção de levar o peixe. Custa os olhos da cara. E tem lógica. O proprietário prefere o bicho nadando para satisfazer o público do que na panela do pescador. Por isso, todo bom pesqueiro reserva lagos diferentes para as duas modalidades. Obviamente, a lagoa da esportiva tem peixes maiores e menos tilápia.
Pesca-se de duas maneiras: anzol parado no fundo do lago, com chumbada, ou em linha suspensa e presa na bóia, com mais ou menos um metro abaixo da água. A distância pode ser regulada com a descida ou subida da bóia. O primeiro caso, o mais comum, é para peixes de fundo, como pacu, pintado, catfish, pirarara, carpa. Na bóia, pega-se os de superfície, como matrinxã, dourado, tilápia, piau e também bagre e carpa.
Para espécies menores, tilápia, piau e cat fish, que oscilam de 500 gramas a 3 quilos, o ideal é usar vara de mão. Pacu, matrinxã, dourado, pintado, carpa-cabeçuda e pirarara somente no molinete ou carretilha. São peixes difíceis de tirar da água, por bravura ou tamanho. Pacu, matrinxã, dourado, pintado e pirarara costumam dar espetáculo e inflar o pescador de orgulho. Peixes comuns em pesqueiros
- Tilápia: Presença obrigatória. Mas não é brasileira. Começou a povoar nossas águas no século passado, vinda da África. É uma dádiva dos deuses do Nilo: peixe sem frescura, permite cultura comercial, cruzamento, come de tudo, vive em água quente e pouco oxigenada, fácil de pegar, barato (exceto o filé da variedade Saint Peters), abundante e de carne deliciosa. Iscas: minhoca, massinha e salsicha.
- Carpa: Também estrangeira. Há três tipos nos pesqueiros: a húngara (ou espelhada), a capim e a cabeçuda. Espécie dócil, não oferece muita resistência, exceto a cabeçuda, pelo peso, pois ultrapassa 10 quilos. Sua carne não é muito apreciada, embora seja vendida normalmente. Iscas: as mesmas da tilápia.
- Catfish: Embora norte-americano, é o bagre mais famoso do pesqueiro e fácil de pegar. Enquanto uma crendice popular diz que sua carne tem gosto de terra, outros garantem ser bobagem. Como todo representante da família dos bagres, é carnudo, pouco espinho. Ideal para assar ou fazer moqueca. Iscas: massinha, salsicha, fígado de boi, filé de tilápia, bacon.
- Pintado ou cachara: No mercado, recebem sempre o nome de pintado. O primeiro, claro, tem pintas no corpo. Já o cachara é listrado, como tigre. Mesmo assim, é difícil diferenciar. Ultrapassam 10 quilos, numa boa. Um chef de cozinha disse certa vez que o pintado é o salmão brasileiro. Com razão. Esse bagrão cabeçudo tem carne nobre.
- Pacu e seus primos Tambaqui e Tambacu: Ótimos para se pescar. Fortes e briguentos, puxam a linha para todo lado da lagoa e dão trabalho para tirar da água. Pesam de 5 a 15 quilos. São parentes da piranha, mas sem a má fama. Carne razoável e vendida no comércio. Iscas: massinha, salsicha, coração de galinha, pedaço de fígado, goiaba. - Matrinxã: Bastante esportiva e briguenta. Fisgada, dá saltos na água e trabalho para sair. Pesa de 3 a 10 quilos e sua carne, espinhosa ao extremo, não é muito apreciada. Iscas: massinha, salsicha, miolo de pão, goiaba. - Dourado: Belo e voraz, é o rei da água doce brasileira. Dá saltos como a matrinxã. Sua carne é razoável e encontrável no mercado. Isca: a melhor é o peixe vivo, uma pequena tilápia, por exemplo, mas com muita fome também vem na salsicha. - Pirarara: Nova nos pesqueiros e alguns nem a tem. Concorre em beleza com o dourado, com sua cor cinza/esbranquiçada, listras laterais amarelas e nadadeiras vermelhas. Um charme. Ao ser retirado da água, este bagrão brasileiro emite um som (buuuf!). Há relatos de que a pirarara ataca seres humanos, principalmente crianças, na natureza. Mas certamente não é para comer, talvez para demarcar território. Não tenho informações sobre a carne. Iscas: filezinhos de peixe, salsicha, fígado e até massinha. Há vários sites sobre o assunto na internet, com endereços de pesqueiros. Cito dois: www.clickpesca.com.br e www.pescar.com.br.
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COMENTÁRIOS
09/10/2009 - marcos a cavalcanti - curitiba/pr Por mais de 15 anos pesco tilapia no Capivari Cachoeira, infelizmente por lá sempre houve a pesca predatória, mais mesmo assim, todas as semanas no inverno ou verão estamos por lá. Pena que esta represa não seja fiscalizada pela força verde, o batalhão só tem 280 policiais para todo Paraná. 29/04/2009 - Irami.Gonçalves - Umuarama Otavio, adorei! Sou pescadora de pesque-pague, rio, lagoa... Aqui em Umuarama(Pr) a gente se diverte pescando, às vezes no Rio Paraná, que é perto daqui. Você tem razão quanto ao preço. Aqui o preço praticado pelos pesque-pague é mais ou menos o praticado em São Paulo. De qualquer maneira, pescar é uma delícia, mesmo na beira de rio com muitas ’butucas’. Grande abraço! 28/04/2009 - RuboMedina - Belo Horizonte Amigo(a)
Se você é igual a mim, que não acredita que a wiki repórter RED tenha tantos acessos assim aos seus posts em tão pouco tempo, chegou o momento de tomar uma atitude. Pra se ter idéia, ontem, 27-04, o post dela foi colocado na 1ª página pela manhã. Pouco mais de duas horas, ela já tinha mais de 700 acessos. Hoje, 28-04, ultrapassa os 1500. Pra ser exato, quando redigi esse texto, estava em 1720.
Estou percebendo que a BW! dá privilégios a esse wiki repórter em detrimento dos demais que fazem o jornal. Todos nós, a maioria verdadeiros intelectuais, que postam os seus trabalhos aqui, fazemos um jornal de qualidade. E estamos sendo negligenciados em detrimento da citada. Vejam que a pauta fica trancada com as matérias do dia quando ela entra na 1ª página.
Vamos averiguar esse assunto detalhadamente. Mande um e-mail para mim e a partir de então tomaremos providências para ver se está havendo um engodo. Afinal, na internet também existe um código de honra, leis etc.
Lembrem-se de que todos os posts dela, sem exceção, são colocados em primeira página, seja qual for o assunto. E o número de acessos, em relação aos demais que postam, não condiz com a realidade. É algo exorbitante, beirando ao ridículo.
Pensem bem. Não tenham medo de dizer, como não tive. E lembrem-se de que existem outros sites que publicam tudo, inclusive literatura. Tenho uma relação completa deles.
Agradecendo a atenção, espero que reflitam e me mande e-mails para começarmos a agir. E outra coisa importantíssima. Estamos numa democracia. TODOS, inclusive eu, todos mesmos, vão continuar postando os seus trabalhos. SEM RETALIAÇÃO.
rubomedina@oi.com.br
Rubo Medina 28/04/2009 - estreladalva - Itapira Boa tarde Otavio, não poderia deixar passar esta, rsrs, sendo filha de pescador, peixinho sou... Pescar, amigo, faz bem pra mente, pro coração, limpa a alma e o espírito também! Desde pequena acompanhei meu pai, e os amigos deles também, numa boa pescaria... Ai ai ai, que saudades daqueles tempos bons.... Hoje não mais pesco, porque... onde pescar? Acabaram com toda flora e fauna deste mundão... Gostava de sentar num barranco à beira do rio. Hoje por lá nem segurança temos mais, aquela paz se tornou um pesadelo, nunca sabe o que vem por lá... Peixe?.. Xiiiii, nem pensar, já foram os tempos bons que não voltam jamais... Grande abraço, parabéns pela matéria... Como disse meu amigo e pescador RuboMedina. 28/04/2009 - RuboMedina - Belo Horizonte Otávio, pescar foi e será sempre um grande lazer. Sua reportagem vem no momento certo, pois os pesque-pague se proliferam (não gosto muito dessa palavra) por todas as cidades brasileiras. Agora, uma coisa que observei: você mencionou o valor da diária, com direito a soltar o peixe, mas não disse se durante todo esse tempo de permanência no pesque a gente tem direito ao rango também... rs. Ou será que boiei. Não boiar tal como no Tietê ou outros rios das grandes cidades... rs. E falando em pescar, quando tiver um tempinho, leia "O POETA GUARDAVA AS CHAVES DO FUTURO", publicado aqui em Contos no dia 11/04. Aborda o assunto... E já estou até com a segunda parte da história pronta. Mas por favor, não espere nenhuma coisa fenomenal. É apenas uma historinha... Reminiscências de um personagem criado por mim. Bem, chega de blábláblá.
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RECADOS DO EDITOR Oportunismo "Collor é um Ciro que deu certo, e o resultado é esse mesmo... oportunismo político". Do wiki repórter Johan, de Fortaleza, sobre Jingle da campanha de Collor: seria cômico se não fosse trágico, publicada por Júlio Ferreira, do Recife.
Estado de espírito "Carioca ama o Brasil, seja no frio ou no inverno. Acredite no que digo. Carioca é estado de espírito. Carioca é politizado e hospitaleiro na acepção do termo. Educado, inteligente, assim como você. Vai por mim, carioca, assim como todo brasileiro (não politiqueiro)". Do wiki repórter josemir(aolongo...), de Volta Redonda, sobre Não parece o Brasil, cara-pálida?, publicada por luferom, de Brasília.
Prostitutas do fisiologismo "O velho Arraes deve estar se remoendo no túmulo em saber que seu neto não passa de um subalterno do PT. Deu descarga no PSB. Espero que tenha valido a pena, ou será que foi apenas para comer as sobras do banquete das grandes prostitutas que vivem de fisiologismo (PT e PMDB)?" Do leitor John Castle, de São Paulo, sobre Ciro Gomes pode desestabilizar polarização Serra-Dilma, de autoria de Didymo Borges, de Recife.
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